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Cantareira atinge 10% de armazenamento
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O nível de armazenamento do Sistema de Cantareira atingiu a marca de 10,0%, o mesmo valor observado em 19 de novembro de 2014.Foi o décimo quarto dia consecutivo de alta no nível de armazenamento. Desde o dia 1 de fevereiro de 2015, o nível vem apresentando estabilidade ou elevação.

O gráfico mostra o comportamento do nível do Sistema Cantareira desde o dia 1 de janeiro de 2015.

 

Os principais reservatórios que abastecem a Grande São Paulo tiveram alta no nível de armazenamento nas últimas 24 horas. O volume de chuva acumulados sobre o Cantareira em 20 dias de fevereiro foi de 266,5 mm, sendo que a média normal para este mês é de 199,1 mm. Fevereiro de 2015 está sendo o fevereiro mais chuvoso no Cantareira desde 2006, quando choveu 283,0 mm.

Chuva diminui

A previsão para os próximos dias é de pouca chuva até por volta do dia do dia 26 de fevereiro. As áreas de instabilidade enfraquecem, o que vai reduzir a possibilidade de chuva. Além disso, o calor tende aumentar, o que aumenta a perda de água por evaporação.  Com a previsão de pouca chuva, ou mesmo dias sem chuva até meados da próxima semana, o nível de armazenamento poderá baixar. Uma nova frente fria deve chegar a São Paulo no último fim de semana de fevereiro aumentando novamente as condições para chuva.

 

 

 

Água tratada de esgoto pode ajudar a aliviar a crise de água em SP?

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Água do esgoto é uma solução para a crise em SP?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

por Maira Di Giamo

A Região Metropolitana de São Paulo trata apenas 24% do esgoto. De acordo com o professor de engenharia hidráulica da POLI-USP, Dr. Ivanildo Hespanhol, nós temos tecnologia para tratar muito mais que isso. Alguns países chegam a tratar quase 100% do esgoto, e se as medidas corretas forem tomadas, podemos chegar bem perto disso no futuro.

Hespanhol explica que existem duas maneiras: o reuso potável direto e o indireto. O indireto consiste em fazer o tratamento básico do esgoto e jogar a água tratada de volta nas represas. Das represas a água passaria pelo tratamento normal das companhias de abastecimento e iria para as residências. Essa é a proposta do governador Geraldo Alckmin, que propôs a construção de uma Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR), que vai jogar a água tratada na represa Guarapiranga.  A forma direta é fazer todo o tratamento avançado do esgoto e jogar direto na rede de abastecimento. “Nós temos tecnologia para isso”, afirma o Professor Hespanhol.

Pensar em beber uma água que já foi esgoto é estranho para a maioria da população ainda, mas o especialista afirma que após o tratamento adequado essa água se torna completamente potável. Quanto aos custos, ainda são elevados, mas parte do preço do tratamento é atribuída à proteção ambiental e só o tratamento adicional necessário para limpar de vez a água e tornar potável, é que é atribuído ao reuso. Portanto, a água tratada do esgoto pode ser sim, uma solução para a atual crise de abastecimento que vive a Grande São Paulo.

Confira o que dia o professor de engenharia hidráulica da POLI-USP, Dr. Ivanildo Hespanhol:

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Crise hídrica aumenta a procura por energia solar

Calor aumenta na Grande SP
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Atualizado em 19/02/2015 às 09h40

O sol apareceu na manhã da quinta-feira (19) e já fez as temperaturas subirem rápido na Grande São Paulo. Segundo informações do aeroporto de Congonhas, às 9h da manhã a temperatura já estava em 24°C, na quarta-feira no mesmo horário os termômetros estavam em 20°C. A umidade ainda está presente no ar e pode provocar o crescimento de grandes nuvens que podem acarretar em temporais a partir da tarde.

Clique na imagem e veja o satélite para todo o Brasil

A temperatura volta a subir em São Paulo a partir desta quinta-feira e se aproxima novamente dos 30°C. Com o excesso de nuvens e a chuva dos últimos dias, a temperatura baixou.  O Carnaval começou quente e terminou com temperatura amena. Na sexta-feira e no sábado, 14, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou quase 32°C de temperatura máxima, mas de domingo até a quarta-feira, 18, as máximas ficaram entre 26°C e 28°C.

 

Risco de chuva forte

Ainda há previsão de muita nebulosidade e pancadas de chuva para toda a região da Grande São Paulo nesta quinta-feira, mas os períodos com sol e mormaço aumentam com o enfraquecimento das áreas de instabilidade. O risco de fortes pancadas de chuva ainda é alto especialmente à tarde e à noite. Pode chover forte também na sexta-feira, mas o fim de semana promete ser do sol. As condições para chuva diminuem bastante porque uma massa de ar seco volta a ganhar força sobre a Região Sudeste

 

Chuva de fevereiro alcança a média

São Paulo já teve muitos temporais desde o início de fevereiro. Com as chuvas frequentes, a média normal de chuva para o mês já foi alcançada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em 18 dias choveu 229,4 mm sobre o Mirante de Santana, na zona norte da capital. Este valor está 4% acima da média para fevereiro que fica em torno de 221,0 mm. Em janeiro de 2015 choveu menos do que o normal, mas a chuva de dezembro de 2014 ficou dentro da média

Mais da metade da chuva, quase 144, mm, caiu durante o Carnaval. Só o temporal entre  noite do dia 16 e a madrugada do dia 17 de fevereiro contribuiu com 85,3 mm, 39% de toda a chuva que já caiu até agora este mês.

 

 

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Confira como será a chuva sobre o Brasil nos próximos 15 dias

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Cantareira tem fevereiro mais chuvoso em 9 anos
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Em 18 dias de fevereiro, o Sistema Cantareira recebeu 257,0 mm de chuva, pela medição da Sabesp. Esta quantidade de chuva supera em 29% a média de chuva normal para fevereiro que é de 199,1 mm. O último mês em que o Cantareira teve chuva acima da média foi em março de 2014, mas foi a diferença foi pequena. A média de chuva para março de 2014 foi de 184,1 mm e choveu 193,3 mm em 31 dias, de acordo com informações do site da Sabesp.

A chuva de fevereiro de 2015 está surpreendendo

- total acumulado em 18 dias foi 29% acima da média mensal

- quantidade de chuva praticamente igual a dezembro 2012 quando choveu 256,8 mm

- maior quantidade de chuva desde janeiro de 2012 quando choveu 336,5 mm

- maior quantidade de chuva, para um mês de fevereiro, desde 2006, quando choveu 283,4 mm em fevereiro

 

Seca não acabou

O bom desempenho da chuva de fevereiro não significa que a seca está acabando. É preciso lembrar que água que está sendo usada é a da chamada reserva técnica, ou volume morto. A reserva técnica é uma porção de água que nunca havia sido usada antes, porque nunca precisou, que estava abaixo do nível mínimo normal de captação. Para usar a reserva técnica o governo de São Paulo instalou bombas mais potentes para conseguir puxar esta água do fundo das represas. A primeira cota de água do volume morto, de 18,5%, foi disponibilizada em 16 de maio de 2014 e a segunda cota, de 10,7%, em 24 de outubro de 2014. No total foram acrescidos 29,2% a mais de água da capacidade total do sistema.

Na prática não entrou mais água no Sistema Cantareira, mas foi feito uma espécie de “empréstimo”. Compare com a sua conta corrente do banco e o cheque especial. O nível normal de água é a sua conta no banco com saldo positivo. Como esta água (dinheiro) não ia ser suficiente para o abastecimento (despesas) no ano de 2014, começamos a usar o “volume morto” (dinheiro de cheque especial).

Atualmente, a reserva de água real do Cantareira é volume morto (dinheiro de cheque especial). A conta (cota de água) ainda está no vermelho. Estamos devendo água. A chuva volumosa de fevereiro apenas diminuiu um pouco a dívida. Falta muita chuva ainda para ficarmos no azul, ou seja, com nível de água normal no Sistema Cantareira.

 

Situação atual

Os principais reservatórios de água que abastecem a Grande São Paulo estão tendo elevação do nível de armazenamento há 13 dias consecutivos. Entre os dias 17 e 18 o Cantareira subiu 0,8%, o Alto Tietê teve alta de 1,1% e o Guarapiranga de  0,7%.

 

 

Chuva diminui nos próximos dias

Fortes pancadas de chuva ainda podem ocorrer sobre as represas do Cantareira nesta quinta-feira, 19. Porém, o dia 20 de fevereiro e até o fim o mês, as condições para chuva vão diminuir. Uma assa de ar seco ganha força novamente sobre a Região Sudeste fazendo com que as áreas de instabilidade enfraqueçam bastante. A última semana de fevereiro será com pouca chuva e é possível que o nível do Cantareira volte caia alguns pontos porcentuais. Mas  a chuva deve voltar a aumentar no começo de março.

 

 

 

Por que não dessalinizar a água do mar?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

por Maira Di Giamo

A dessalinização da água do mar já é uma alternativa de abastecimento usada em muitos países. Porém, no Brasil o uso dessa tecnologia ainda é muito pequeno. O processo de dessalinização pode ocorrer de duas formas. A primeira é através da evaporação e condensação: a água do mar é aquecida e evapora. O sal permanece no recipiente e apenas a água pura vira vapor. Depois, o vapor é resfriado e condensado, e volta a virar líquido. Esse processo é utilizado em alguns países com maiores reservas energéticas como o Oriente Médio, porque se gasta muito mais energia.

O outro processo, que é o mais utilizado no mundo, é o da osmose reversa, onde a água do mar passa com alta pressão por uma membrana que retém as partículas sólidas. O procedimento também tem custos altos devido à energia gasta e as membranas, que apesar de terem ficado mais baratas ultimamente, ainda tem um custo elevado.

O transporte da água deixa o procedimento ainda mais caro. Trazer água para cidades como São Paulo, que estão cerca de 700 metros acima do nível do mar é inviável. O bombeamento precisaria de muita energia elétrica.  Já em cidades litorâneas como o Rio de Janeiro a opção é boa. Em meio à crise hídrica, dessalinizar água no Rio de Janeiro seria uma boa opção inclusive para aliviar a bacia do Paraíba do Sul, que também é utilizada pelo estado de São Paulo.

Confira o que diz o especialista em engenharia hidráulica da Poli, Dr. Ivanildo Hespanhol:


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Depois de 2 meses Cantareira fica acima de 8%
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

As chuvas que ocorreram sobre o Sudeste ao longo dos últimos dias beneficiaram também os principais reservatórios que abastecem a cidade de Sã0 Paulo. As sucessivas elevações nos níveis disponíveis para consumo aliviam, mas não resolvem o problema. O Sistema Cantareira ainda opera com a segunda cota da reserva técnica.

Os temporais que ocorreram entre a tarde da segunda-feira (16) e a madrugada da terça-feira (17) trouxeram um acumulado de 22,3mm de chuva para o Sistema Cantareira. O Alto do Tietê registrou um total de 17,5mm e o Guarapiranga em total de 34,6mm, segundo informações da Sabesp.

 

Após um período de 2 meses e 11 dias o Cantareira volta  ficar acima dos 8%. A última vez que isso aconteceu foi em 06 de dezembro de 2014.

Mais chuva ao longo da semana, mas depois…

Até o fim desta semana a tendência é de mais chuva sobre as áreas de captação dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo. A presença de um sistema de baixa pressão atmosférica vai auxiliar a organização de áreas de instabilidade e trazer mais chuva.

Mas a condição do tempo não é tão animadora ao longo da segunda quinzena de fevereiro. A alta subtropical do Atlântico Sul (ASAS) volta a favorecer uma condição de bloqueio atmosférico. Sem a organização de sistemas na costa de São Paulo ou a passagem de frentes frias a tendência é da diminuição da chuva sobre o todo o Sudeste.

 

Veja também: Sudeste seca na segunda quinzena de fevereiro

Volta a chover forte sobre a cidade de São Paulo
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Atualizado em 18/02/2015 às 16h45

Mais áreas de instabilidade avançaram do interior em direção à Região Metropolitana de São Paulo e a chuva voltou a se intensificar.Por volta das 16h20, os radares meteorológicos Climatempo-USP detectavam chuva moderada a forte sobre as zonas norte e central da capital, mas com tendência de deslocamento para a zona leste.

A chuva volta a cair volumosa também sobre as áreas alagadas na zona leste da capital. Com os volumes registrados ao longo da noite de segunda-feira (16) e na madrugada de terça-feira (17), há a possibilidade de novos alagamentos e extravasamentos de rios.

Os temporais que ocorreram entre a noite de segunda-feira (16) e da madrugada de terça-feira (17) deixaram a cidade de São Paulo em alerta. Ocorreram extravasamentos no Rio Tietê e alagamentos na Zona Leste da capital. A partir da tarde da terça-feira já há o risco de novos temporais.

As imagens do satélite meteorológico mostram o avanço das áreas de instabilidade do interior de São Paulo em direção ao oceano passando pela faixa leste e trazendo mais nuvens carregadas.

 

Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) a região de São Mateus na Zona Leste da capital paulista entrou em estado de alerta devido aos alagamentos intransitáveis decorrentes da forte chuva. As estações de medição do CGE registraram um total de 50mm na Penha entre as 10h da manhã da segunda-feira e da terça-feira. No mesmo período a estação do Itaim Paulista registrou um total de 45,6mm e no Butantã (Zona Oeste) um total de 56,2mm.

O Sistema de Alerta a Inundações do Estado de São Paulo (SAISP) informou o extravasamento do Rio Tietê na altura de Mogi das Cruzes. A região do Jardim Romano entrou em estado de alerta para o risco de extravasamento de córregos.

A estação automática do INMET no Mirante de Santana registrou um total de 80,2mm em apenas 12 horas. Deste acumulado 52mm foram registrados em apenas uma hora. Já a estação convencional registrou um total de 85,3mm no período de 12 horas, que representa 38,5% da média climatológica para o mês de fevereiro.

Não chovia tanto no Mirante de Santana desde de 15 de dezembro de 2012 quando choveu 114,3mm.

Ainda segundo informações da estação convencional do INMET, choveu desde o início de fevereiro um total de 216 mm que representa 97% da média climatológica. Com a chuva prevista até o fim desta semana há grandes possibilidades para que o mês de fevereiro encerre com chuva levemente acima da média.

Semana ainda será marcada pela chuva

A formação de um sistema de baixa pressão atmosférica entre a costa de São Paulo e do Paraná vai trazer mais áreas de instabilidade para a Região Metropolitana paulista. São esperados grandes volumes acumulados de chuva a qualquer momento até a quinta-feira (19). Na sexta-feira (20) o distanciamento do sistema de baixa pressão atmosférica faz com que a chuva diminua sobre todo o Estado de São Paulo, ainda pode chover a qualquer momento, mas com uma intensidade menor.

Semana de muita chuva sobre SP
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os temporais foram frequentes sobre o Estado de São Paulo na primeira quinzena de fevereiro causando grandes alagamentos e outros transtornos em diversos municípios.

No litoral, o excesso de chuva já preocupa. Vários eventos de tempestades desde o começo do ano derramaram quantidades de chuva extremamente elevadas causando enchentes e o encharcamento do solo e das encostas. O mais recente temporal, no fim de semana, voltou a causar problemas em diversas cidades litorâneas.

Em Santos, pela medição da Defesa Civil de São Paulo, a chuva superou a média em janeiro , com 504 mm acumulados. Em 16 dias de fevereiro já choveu 267 mm, sendo que a média de chuva para este mês é de 220 mm

Mais chuva

No decorrer desta semana, várias condições meteorológicas se combinam para manter grandes áreas de instabilidade sobre o Estado de São Paulo. A expectativa é de que muitos eventos de temporais ocorram até o fim da semana em todas as regiões do estado. O risco de chuva forte já é alto para esta terça-feira inclusive sobre a região da Grande São Paulo e pelo litoral.

A meteorologista Josélia Pegorim comenta as condições para chuva nos próximos dias.

 

 

Chuva forte na Grande SP

Áreas de instabilidade se intensificam sobre o Estado de São Paulo e nuvens carregadas voltam a crescer também sobre a região da Grande São Paulo. Por volta das 16 horas da segunda-feira, 16, os radares Climatempo-USP detectavam vários núcleos de chuva moderada a forte sobre as zonas oeste e leste da capital e em áreas do Grande ABC.

No decorrer da noite, estas áreas de instabilidade devem provocar mais pancadas de chuva em diversas áreas da região metropolitana e que podem ser fortes, causando alguns alagamentos.

Acompanhe a evolução da chuva sobre a Grande São Paulo pelos radares Climatempo-USP.

 

Radares Climatempo-USP 16-2-2015 às 16h12. Clique na imagem e acompanhe a chuva em tempo real.

Sudeste seca na segunda quinzena de fevereiro
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As chuvas observadas nos últimos dias sobre o Sudeste favoreceu uma modesta melhora nos índices dos reservatórios de São Paulo e de Belo Horizonte, mas as notícias não são boas até o fim do mês de fevereiro. As condições dos primeiros 15 dias do mês não serão nada parecidas com o que está por vir.

Clique no mapa e veja a previsão de chuva nos próximos 5 dias por todo o país

Apesar do mapa de 15 dias ainda mostrar chuva sobre São Paulo, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais, os volumes de concentram apenas até o dia 21 de fevereiro.

Já é possível observar que entre os dias 22 e 26 de fevereiro a tendência é de pouca chuva. Os acumulados dificilmente chegam aos 30mm em toda a Região Sudeste.

Clique no mapa e veja a previsão de chuva por todo o país ao longo dos próximos 5 dias

Essa condição já mostra a configuração de um novo bloqueio atmosférico. O meteorologista César Soares comentou a previsão de chuva ao longo dos próximos 15 dias para todo o Brasil no Climatempo News.

Cantareira: chuva de fevereiro é a maior em 2 anos
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O nível do Sistema Cantareira subiu 0,5% nas últimas 24 horas completando 14 dias consecutivos de sem queda. Na manhã de 16 de fevereiro de 2015, o armazenamento estava em 7,8%, mesma marca registrada em 8 de dezembro de 2014.

No gráfico, a cor vermelha indica queda em 24 horas, o amarelo estabilidade e o roxo elevação em 24 horas.

A chuva frequente sobre represas que compõem o Cantareira, a economia que a população está fazendo e a diminuição da pressão da água são fatores que estão contribuindo para a elevação do nível de água armazenada.

Volume de chuva de fevereiro alcança a média no Cantareira e no Alto Tietê

A chuva de fevereiro está surpreendendo. Em 16 dias, segundo a Sabesp, choveu 206,1 m sobre o Cantareira superando ligeiramente a média histórica que é de 199,1 mm. O volume de chuva acumulado até agora em fevereiro já é o maior desde fevereiro de 2013, quando choveu 249,0 mm em 28 dias. Há dois anos não chovia tanto sobre o Cantareira.

O nível do Alto Tietê e do Guarapiranga também subiu nas últimas 24 horas. O Alto Tietê teve alta de 0,5% e estava com 14,6% de armazenamento. O total de chuva acumulado em 16 dias foi de 197,3 mm, ligeiramente acima da média histórica para fevereiro que é de 192,0 mm..

O Guarapiranga teve alta de 0,1% e estava com 55,3% de armazenamento na manhã de 16 de fevereiro de 2015. O total de chuva acumulado foi 137,6 mm, sendo que a média é de 192,5 mm

 

Mais chuva

Áreas de instabilidade vão continuar se formando sobre São Paulo no decorrer da semana e as pancadas de chuva vão continuar frequentes sobre todos os reservatórios que a abastecem a Grande São Paulo. Até o fim da semana, p Cantareira deve ter vários eventos de chuva forte. Porém, para a última semana de fevereiro, a expectativa é de grande redução da chuva.

 

 

 

Segunda cota do volume morto do Cantareira pode zerar até o fim de abril

Água da chuva não é boa para o consumo humano.

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