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Espírito Santo registra chuva generalizada depois de 14 dias
quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Frente fria mudou o tempo no Espírito Santo

A passagem de uma frente fria mudou o tempo no Espírito Santo. A umidade aumentou e voltou a chover na maioria das regiões capixabas, depois de 14 dias com predomínio de sol e tempo seco. A passagem da frente fria também provocou uma acentuada queda da temperatura. A temperatura ontem em Vitória, capital do Estado, não passou dos 25ºC, depois de vários dias com calor em torno dos 30ºC.

A região de Vitória, começou a sentir as mudanças no tempo no começo da manhã de ontem. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou aproximadamente 22 milímetros de chuva acumulados entre 8 horas de ontem e 8 horas de hoje. No mesmo período choveu 13 milímetros em Santa Tereza, na região serrana capixaba, e 12 milímetros em Alfredo Chaves. A região de São Mateus, no norte do Estado, acumulou 8 milímetros.

Tempo úmido até o fim da semana

A frente fria que mudou o tempo já está se afastando em alto-mar, mas todo o Espírito Santo vai continuar com muita umidade até a sexta-feira. Até lá, há condições para chuva fraca e a temperatura fica amena.

No fim de semana, o ar seco e quente ganha força de novo sobre o Espírito Santo. A nebulosidade diminui, o sol volta a predominar e esquenta.

Vitória terminou julho com chuva abaixo da média

O sol e o tempo seco predominaram no Espírito Santo de forma geral no mês de julho. Nos 31 dias do mês, o Inmet registrou aproximadamente 43 milímetros de chuva em Vitória, valor que corresponde a apenas 45% da média normal de chuva para julho, que é de 78 milímetros de chuva. Mas quase toda a chuva do mês, quase 31 milímetros, caiu entre os dias 16 e 17 de julho.

Temperatura acima da média em julho

Em Vitória, o mês de julho foi um pouco mais quente do que o normal. Pelas medições do Inmet, as madrugadas de julho foram 1ºC mais quentes do que a média. As tardes foram 1,6ºC mais quentes. A média das temperaturas máximas registradas em julho foi de 27,5ºC, sendo que o valor de referência para julho é de 25,9ºC.

Durante o mês de julho, Vitória registrou a tarde mais fria de 2012, até agora. A menor temperatura máxima foi de 20,6ºC, em 16 de julho

Julho termina quente em São Paulo
terça-feira, 31 de julho de 2012

As madrugadas foram quase 2ºC mais quentes do que a média. Agosto deve ser mais quente e mais seco do que a média.

Pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia, a menor temperatura de 2012 até agora na cidade de São Paulo foi de 8,8ºC, em 15 de julho. A menor temperatura máxima, à tarde, também ocorreu em julho: 14,3ºC, no dia 16. Depois do calor de 28ºC do domingo, a temperatura despencou 10 graus e na tarde da segunda-feira não passou dos 18ºC.

Tecnicamente, cinco frentes frias passaram pela capital paulista durante o mês de julho e provocaram aproximadamente 76 milímetros de chuva, o que corresponde a 79% de chuva acima da média normal para o mês, que fica em tornos dos 43 milímetros. Mas quase toda a chuva foi acumulada entre 15 e 18 de julho. Em relação ao ano passado, São Paulo teve muita chuva em julho. O Mirante de Santana acumulou apenas 4,5 milímetros em julho de 2011.

Apesar dos recordes e do forte resfriamento nos dois últimos dias de julho, o mês termina menos frio do que poderia ser. As médias de referência para as temperaturas de julho são as menores, na escala anual, o que faz de julho, teoricamente, o mês mais frio do ano.

A média de referência para temperatura mínima é de 11,5ºC. As madrugadas de julho de 2012 foram aproximadamente 2ºC mais quentes do que o normal.

A média da temperatura máxima de julho de 2012, até o dia 30, ficou pouco mais de 1ºC acima do valor referência, que é de 22,1ºC.

Agosto quente

Para o mês de agosto, a previsão é de que o paulistano tenha menos eventos de dias frios do que julho, fazendo com o que mês termine com temperaturas acima da média. Na prática, a sensação será de calor durante quase todo o mês, mas com as noites e madrugadas um pouco frias.

Menos chuva e mais poluição em agosto

Tradicionalmente agosto é um mês de seca, com pouca chuva na cidade de São Paulo. A média normal de referência é de aproximadamente 40 milímetros de chuva ao longo do mês. Agosto de 2012 deve terminar com chuva abaixo da média.

Mais calor e menos chuva vão fazer de agosto um mês mais poluído e mais seco. A capital paulista terá maior chance de entrar em “estado de alerta”, por causa do ar seco, como aconteceu na tarde do domingo, quando a umidade relativa baixou para 20% na região do aeroporto de Congonhas.

Julho quente em Belo Horizonte
sexta-feira, 27 de julho de 2012

A menor temperatura de 2012 em Belo Horizonte foi de 11,2ºC, em 19 de julho. Mas na média, as madrugadas de julho estão sendo muito menos frias do que deveriam ser.

A temperatura mínima de referência para julho na capital mineira é de 13,1ºC. A média das temperaturas mínimas registradas em 27 dias de julho está 15,4ºC, pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia. As madrugadas de julho estão sendo 2,3ºC mais quentes.

Esta semana foi marcada por tardes quentes, muito secas e ensolaradas em Belo Horizonte. Entre os dias 21 e 27 de julho, a temperatura máxima ficou entre 27ºC e 28ºC, em média. No dia 22, a máxima foi de 28,8ºC, a mais alta do inverno e desde 5 de junho, quando fez 29ºC. Apesar do calor dos últimos dias, as tardes belorizontinas de julho estão apenas 0,6ºC acima da média normal, que é de 24,6ºC.

Até o fim de julho, Belo Horizonte não deve receber mais ar polar para baixar a temperatura e nem umidade para provocar alguma chuva. Julho é normalmente época de seca no Estado de Minas Gerais, em geral, e este ano deve terminar sem nenhuma chuva sobre a capital mineira.  Em 2011 e 2010, o Instituto Nacional de Meteorologia também não registrou chuva sobre Belo Horizonte durante o mês de julho.

Seca persiste

Nesta sexta-feira, 27 de julho, a Defesa Civil mineira contabilizava 117 municípios em situação de emergência por causa da seca. Não há perspectivas de chuva para Minas Gerais pelo menos até 4 de agosto. Até lá, o sol forte, a temperatura acima da média e ar muito seco predominam em todo o Estado. Entre os dias 5 e 7 de agosto, a passagem de uma frente fria deve provocar alguma chuva eleve na zona da mata e em pequenas áreas do Sul de Minas.

 

Inverno seco e suas consequências
domingo, 1 de julho de 2012

Como é comum nessa época do ano, uma grande massa de ar seco está atuando na maior parte do Brasil. Esse sistema influencia desde a região Sul até o interior do Norte e do Nordeste, garantido dias de tempo aberto.  Quando isso acontece e quando não temos a atuação de massas polares fortes, a temperatura até fica elevada durante a tarde para os padrões do inverno. Mas com esse tempo seco e estável, começam a surgir alguns problemas, que também acabam se tornando característicos dessa época de inverno.

Um deles são os baixos valores de umidade do ar. Na influência da massa de ar seco, a quantidade de vapor de água na atmosfera é menor, diminuindo, portanto a umidade relativa do ar. É muito comum vermos índices de umidade abaixo de 30% em várias áreas do País, o que já causa certo incômodo na população, especialmente em quem já possui problemas respiratórios. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), valores de umidade do ar entre 21 e 30% são considerados estado de atenção. Entre 11 e 20% a faixa é de alerta, e abaixo de 11% é considerado estado de emergência.

Outro problema do inverno é o aumento do número de queimadas ou de focos de fogo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, em junho deste ano foram registrados 5891 focos de fogo no Brasil, 28% a mais do que o mesmo período de 2011. O Estado com maior número de queimadas é o Mato Grosso, com 1651 focos. Em segundo lugar vem o Tocantins, com 922 focos de fogo, e em terceiro lugar está o Maranhão, com 915. Esses números são maiores do que junho de 2011, quando tivemos mais chuva nessas áreas. Só para comparação, os três Estados estavam na mesma posição no ranking nacional em junho de 2011. Mato Grosso registrou 974 focos de fogo, ficando em primeiro lugar novamente, Tocantins tinha 717 focos, também em segundo lugar, e Maranhão registrou 602 focos.

Aliados aos dois problemas citados acima, vem a piora na qualidade do ar. Com o ar mais parado, sem vento ou com pouco vento, os poluentes não conseguem se dispersar. Além disso, a grande quantidade de radiação solar que chega aqui na superfície aumenta a concentração de ozônio na atmosfera. Durante o mês de julho, os grandes centros urbanos podem ter qualidade do ar inadequada, chegando a ser registrada qualidade má num pior cenário.

Tendo em vista todos esses problemas, a recomendação é sempre ingerir muito líquido, especialmente água e sucos mais leves. Evitar fazer exercícios físicos nas horas mais quentes do dia, quando também são registrados os menores valores de umidade do ar. As pessoas que possuem dificuldades respiratórias, além de crianças e idosos, podem colocar bacias de água ou toalhas úmidas nos quartos, para ajudar a aumentar a quantidade de vapor de água nos ambientes. E não esquecer de usar protetor solar, porque o sol e o calor não são de verão, mas a radiação solar ainda é intensa.

Veja abaixo um resumo do da previsão para o mês de julho em todo o Brasil:

  • O mês de julho apresenta pouca chuva em toda a região central do Brasil, o que é bastante comum nesta época do ano. A umidade relativa do ar atinge baixos valores em Mato Grosso, em Goiás e no Piauí.
  • Na Região Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul a chuva diminui com relação a junho.
  • O mês começa frio, mas logo esquenta. Uma massa de ar frio causa declínio acentuado de temperatura na maior parte do País, e até no Acre, (fenômeno da friagem) no fim do mês, com geada e neve nas regiões serranas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

 

Madrugadas de junho em São Paulo foram menos frias do que o normal
sexta-feira, 29 de junho de 2012

Madrugadas de junho em São Paulo foram menos frias do que o normal

 

As madrugadas desta última semana de junho foram frias na cidade de São Paulo, com temperatura mínima em torno dos 12ºC, mas mesmo assim, o mês vai terminar com menos fria do que deveria ter. Pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia feitas no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, a média das temperaturas mínimas registradas em 29 dias foi de 14,6ºC. Este valor que está 2,4ºC acima da temperatura mínima padrão para junho que é de 12,2ºC. Mas as tardes de junho estão com frio dentro do normal. A média das temperaturas máximas, até o dia 28, estava em torno dos 22ºC.

As madrugadas de junho de 2011 foram muito mais frias do que as deste ano. A temperatura mínima ficou abaixo ou igual do valor de referência, 12,2ºC, em 21 dias. Este ano, até o dia 29, isto aconteceu apenas em 4 dias.

 

Pouco frio na primeira quinzena de julho

Não há previsão de frio intenso para São Paulo durante a primeira quinzena de julho. É pouco provável que a temperatura fique abaixo dos 10ºC. A circulação de ventos sobre o Brasil está causando um bloqueio atmosférico, que vai impedir a chegada das massas polares intensas.

Concurso Cultural Arraiá do Climatempo
quarta-feira, 27 de junho de 2012

Participe do nosso concurso cultural e ganhe 5 diárias para um hotel pra lá de bonito!

Os meses de junho e julho são meses de diversão, festas e férias! E ainda dá tempo de curtir em clima caipira. A Climatempo, em parceria com o Programa Viagem Cultural e Hotel Grand Palladium, preparou um concurso cultural especialmente para você que adora uma quermesse, um arraiá e não deixa de dançar uma boa quadrilha. Para participar basta curtir a nossa página no Facebook e dar um final para a nossa história através do nosso aplicativo:

“São João planejava, como sempre, seus festejos para o mês de junho. Tudo estava organizado: pipoca na panela, bandeirinhas penduradas, vinho quente e quentão em andamento. A galera já tinha ensaiado a quadrilha e até o casório organizado por Santo Antônio estava pronto. De repente, na última hora, São Pedro chegou esbaforido e apreensivo, gritando ‘Olha a chuuuuva’. São João e Santo Antônio não sabiam o que fazer…”

Aí é contigo, crie um final para a história e esbanje criatividade, originalidade e tudo mais de bão. Depois disso, é só torcer, o melhor final ganha 5 (cinco) diárias para o Grand Palladium Hotel, em Imbassaí, na Bahia.

Curta e compartilhe o quanto quiser. O concurso cultural acontece até 12:00 do dia 11 de julho. O resultado será divulgado no dia 12 de julho aqui no portal do Climatempo e na nossa página do Facebook. Participe!

São Paulo: o mês mais frio do ano deve terminar com temperaturas acima da média
segunda-feira, 25 de julho de 2011

São Paulo: o mês mais frio do ano deve terminar com temperaturas acima da média

São Paulo deve terminar o mês de julho com temperaturas um pouco acima do normal, apesar do frio intenso nos primeiros 10 dias do mês e da queda da temperatura sentida neste último fim de semana.

Entre os dias 1 e 10 de julho, o frio foi constante e maior do que normalmente faz na cidade de São Paulo, mesmo sendo julho o mês tradicionalmente mais frio do ano. Neste período, quase todas das tardes foram bem frias, com temperaturas máximas variando de 16ºC aos 20ºC. As madrugadas foram geladas, com temperaturas em geral entre 8ºC e 12ºC.

A recente passagem de uma frente fria pela cidade trouxe o ar polar de volta fazendo a temperatura despencar na sexta-feira, quando os termômetros não passaram dos 21ºC. No fim de semana, a temperatura máxima variou entre 18º e 20ºC e nesta segunda-feira teve ligeira elevação alcançando perto dos 22ºC.

Em todos estes dias de baixas temperaturas, São Paulo foi fortemente influenciada pelo ar polar, que impede um maior aquecimento do ar, mesmo em dias ensolarados, com céu azul.

Mas de repente o frio parou e São Paulo esquentou muito rapidamente. Antes da esfriada do fim de semana, o paulistano teve 12 tardes quentes consecutivas, com temperaturas máximas entre 26ºC e 29ºC. Isto ocorreu entre a tarde do dia 10 e a tarde do dia 21 de julho. As madrugadas neste período também foram bem menos frias, com temperaturas mínimas quase sempre acima dos 13ºC. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura mínima normal para julho é de 11,5ºC e a máxima normal é de 22,1ºC. Assim, uma temperatura de 26ºC à tarde em julho é muito acima da média. Uma madrugada com frio de 8ºC é bem mais fria que a média.

De acordo com as medições feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da capital, a média das temperaturas mínimas registradas entre 1 e 25 de julho estava 1,4ºC acima da média normal. A média das temperaturas máximas neste período estava 1,2ºC acima do valor padrão.

O que reverteu a tendência de frio dos 10 primeiros dias de julho foi uma mudança na circulação geral dos ventos sobre o centro-sul da América do Sul. O bloqueio gerado por esta alteração dos ventos fez com que as massas polares intensas fossem desviadas para alto-mar, antes de conseguirem chegar com força ao Brasil.

A atual massa polar que derrubou a temperatura no fim de semana tende a se afastar da costa do Sudeste no decorrer desta semana. Assim, a tendência é de elevação gradual da temperatura. Não vai esquentar tanto como na semana passada, mas a tendência de julho terminar com temperaturas acima da média será mantida.