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Estiagem prolongada no Nordeste
domingo, 28 de outubro de 2012

A chuva no sertão do Nordeste normalmente não acumula grandes volumes. Mas esse ano choveu muito pouco. No começo do ano estávamos sob influência do fenômeno La Niña, que desfavorece a chuva em parte da região Nordeste. Em seguida, começou a época climatologicamente mais seca do ano no sertão, quando praticamente não chove, e com isso a estiagem foi se prolongando. Os mapas abaixo mostram a chuva acumulada na Região desde o dia 01 de janeiro de 2012 até 09 horas da manhã de hoje (28/10/2012) e a média climatológica anual do Brasil.

 

Fonte: Cptec/Inpe

 

Fonte: INMET

 

Normalmente a chuva durante todo o ano acumulado entre 600 e 1000 milímetros na maior parte do sertão nordestino (INMET), mas esse ano o total de chuva acumulado até 28 de outubro não chegava a 400 milímetros, como mostra a figura da esquerda, disponível na página de internet do Cptec/Inpe. A estiagem está prejudicando a população, já que muitas lavouras foram quase totalmente perdidas e o gado está morrendo de fome e de sede.

Para os próximos dias o tempo ainda fica seco e muito quente na Região. Mas há uma luz no fim do túnel para as áreas entre o sertão da Bahia, de Pernambuco e do Piauí. Modelos meteorológicos de previsão de tempo indicam o retorno das pancadas de chuva a partir do dia 02 de novembro, como mostram os mapas abaixo.

   

 

Junho termina muito seco em Porto Alegre e em São Luís
sexta-feira, 29 de junho de 2012

Junho termina muito seco em Porto Alegre e em São Luís

 

Porto Alegre e São Luís estão entre as três capitais brasileiras que tiveram maior deficiência de chuva em junho. Na capital gaúcha, o mês termina com 80% de chuva abaixo da média. Na capital do Maranhão, a chuva de junho ficou 70% abaixo da média. Em Brasília, junho normalmente já um mês extremamente seca e qualquer chuva é rara. O mês está terminando com 2,4 milímetros acumulados, sendo que a média de aproximadamente 9 milímetros. Choveu 73% abaixo da média.

 

Ar polar reduziu a chuva em Porto Alegre

É difícil explicar a falta de chuva em Porto Alegre, já que durante o mês de junho várias frentes frias passaram sobre o Rio Grande do Sul e até provocaram temporais em muitas regiões gaúchas. Porém, quase todos os sistemas passaram rapidamente sobre o Rio Grande do Sul, fazendo com o ar polar seco predominasse por mais tempo do que as nuvens carregadas de chuva. A capital gaúcha teve dias vários dias em junho com muita a nebulosidade, mas que quase não provocaram chuva. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, Porto Alegre acumulou aproximadamente 27 milímetros de chuva em junho, valor que ficou 80% abaixo da média normal que é de 133 milímetros.

 

La Niña diminuiu a chuva em São Luís

Em São Luís, capital do Maranhão, o mês de junho marca o fim do período chuvoso do ano. A redução da chuva é grande, em relação ao período de janeiro a maio. Para comparação, a média de chuva de maio ainda é muito alta, de quase 320 milímetros. Para junho, a média normal de chuva é de 170 milímetros.

Este ano, por causa do fenômeno La Niña que predominou durante todo o verão e em parte do outono, São Luís vem tendo menos chuva do que o normal desde janeiro. Em junho choveu aproximadamente 51 milímetros, 70% abaixo da média.

 

 

Condições Oceânicas do Mundo
sábado, 5 de maio de 2012

Os últimos dois anos foram sob domínio do fenômeno La Niña, que deixou o padrão de chuva no Sul do Brasil bastante irregular. Por conta das condições do nosso oceano, a estação chuvosa do Nordeste brasileiro também está bastante prejudicado. As atenções agora estão focadas nas condições do Pacífico Equatorial devido à possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño. A análise dos mapas de anomalia média da Temperatura da Superfície do Mar dos últimos meses indica que estamos na transição entre o fenômeno La Niña e a Neutralidade em relação ao fenômeno ENOS (El Niño Oscilação Sul).

Os modelos oceânicos de vários centros do mundo indicam que passaremos por um período de neutralidade, mas ao longo do segundo semestre entraremos em El Niño. o modelo do centro norte-americano International Research Institute for Climate and Society (IRI) também mostra essa tendência.  A expectativa é do retorno do fenômeno El Niño no último trimestre deste ano.  Se isso for confirmado, a situação do Nordeste deve continuar complicada devido ao regime de chuva, por outro lado a expectativa é boa para o Sul do Brasil.

Chuva de abril está mais de 80% abaixo do normal
terça-feira, 24 de abril de 2012

Capital baiana vem tendo chuva abaixo da média desde dezembro de 2011.

Chuva de abril está mais de 80% abaixo do normal.

A seca que assola a Bahia é sentida também na região de Salvador. A capital baiana vem tendo sistematicamente menos chuva do que o normal desde dezembro de 2011. Historicamente, os meses de verão são de pouca chuva na região de Salvador, mas este ano choveu de 40 a 70% abaixo da média entre janeiro e março e a situação piorou em abril, época em que normalmente a chuva começa a ser mais freqüente. O período mais chuvoso do ano na região de Salvador normalmente acontece de maio a junho.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, dos 322 milímetros de chuva médios que Salvador receberia em abril, só choveu 45 em 24 dias. A chuva de abril está 86% abaixo da média. Em março choveu 48% abaixo do normal. A chuva de fevereiro ficou 44% abaixo da média para o mês. Em janeiro caíram sobre Salvador aproximadamente 36 milímetros de chuva, 68% abaixo da média normal que fica em torno dos 11 milímetros.

 

Uma frente fria está passando pelo extremo sul da Bahia e, como era esperado, provocou até chuva forte na região. Mas esta frente fria já está se afastando em alto-mar e não terá força para chegar a Salvador levando chuva para a região. Até o fim de abril, outra frente chegará ao sul da Bahia, mas também não vai conseguir levar chuva para Salvador. O tempo seco e quente vai prevalecer sobre a Bahia até o fim do mês.

A falta de chuva de chuva sobre a Bahia pode ser em parte atribuída ao fenômeno climático La Niña, que desregulou a chuva no Nordeste de forma geral. O La Niña, resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico central-leste, que abrange a costa do Peru, já está praticamente finalizado. Os principais centros mundiais de análises climáticas apontam que as condições oceânicas devem estar neutras já durante o mês de maio. Confirmando-se esta previsão, esperas-se que a chuva na Bahia seja também regularizada.

Igreja do Bonfim – Salvador

Foto: Valter Pontes / COPERPHOTO / AE

Madrugadas de novembro nas capitais da Região do Sul do Brasil estão mais frias do que o normal
quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Florianópolis registra menor temperatura em mais de 30 dias

A madrugada desta quinta-feira, 17 de novembro, foi a mais fria em Florianópolis em mais de 30 dias. A temperatura mínima registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia foi de 13,9ºC, a menor desde o dia 4 de outubro quando fez 13,3ºC. Curitiba, capital do Paraná, também teve uma madrugada fria, com temperatura mínima de 9,5ºC. Em Porto Alegre, o frio diminuiu nesta quinta-feira. A temperatura mínima foi de 15,2ºC, mas ontem fez 12,8ºC.

Temperaturas abaixo dos 10ºC voltaram a se registradas nos três Estados da Região Sul. As menores, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, foram de 6ºC em Urubici, na serra de Santa Catarina, 7ºC em São José dos Ausentes e em Cambará do Sul, na serra gaúcha, e 8ºC em São Mateus, no Paraná.

Novembro frio

Voltou a esfriar no Sul do Brasil por conta de outra massa de ar polar que entrou no centro-sul do Brasil. Comparada com outras que já passaram pelo Sul e Sudeste nesta primavera, esta massa polar pode ser considerada moderada. Mas foi mais uma lufada fria para manter as temperaturas de novembro abaixo do normal.

Em Florianópolis, a média da temperaturas mínimas registradas em 17 de dias de novembro está 1,5ºC abaixo do valor médio normal que é de 18,6ºC. A média das máximas está 0,5ºC abaixo do normal que é de 24,8ºC.

Em Porto Alegre, em 17 dias de medição, a média das temperaturas mínimas está 1,0ºC abaixo do normal que é de 17ºC. A média das máximas está 0,5ºC acima do normal que é de 26,7ºC.

Em Curitiba, a média das temperaturas mínimas de novembro, em 17 dias, está 1,2ºC abaixo do normal que é de 14ºC. As tardes de novembro na capital do Paraná estão sendo bem mais frias do que o normal. A média das temperatura máximas está 2,4ºC abaixo do normal que é de 24,5ºC.

No próximo fim de semana, outra frente fria vai passar pelo Sul do Brasil provocando chuvas fortes. Depois da chuva, a temperatura cai um pouco, mas não desta vez a massa polar associada com a nova frente fria chegará fraca e não vai causar resfriamento acentuado e nem duradouro.

Frio no centro-sul do Brasil na primavera

Faltando pouco mais de um mês para o início do verão, massas polares ainda estão chegando ao centro-sul do Brasil com mais força do que o normal. O frio atípico e acima do normal é consequência do fenômeno climático La Niña que está facilitando a liberação de fortes pulsos de ar frio polar em direção ao centro-sul da América do Sul. Os dias mais frios desta primavera estão sendo sentidos no Sudeste e também no Sul do Brasil. O fenômeno La Niña deve continuar ativo também no verão.

Fria primavera em São Paulo
quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fria primavera em São Paulo

Mais uma vez nesta primavera, o ar polar chegou a São Paulo com força acima do normal para o que se costuma observar em novembro. Na madrugada desta quinta-feira, dia 17, a temperatura chegou aos 12,2ºC na região do Zoológico, zona sul da capital, de acordo com a medição da estação meteorológica operada pela USP. Também na zona sul, o aeroporto de Congonhas registrou 13ºC na madrugada de hoje. Já o Campo de Marte, na zona norte da cidade de São Paulo, registrou 14ºC de temperatura mínima.

O ar polar entrou com força na madrugada de hoje também no interior e pelo litoral paulista. A queda da temperatura foi acentuada e os valores observados ao amanhecer desta quinta-feira foram muito baixos para os padrões normais de novembro.

O Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia registrou 13,4ºC em Iguape, no litoral sul. A base aérea do Guarujá amanheceu com 16ºC.

No interior, cidades do sul e leste de São Paulo tiveram frio em torno dos 10ºC. em várias localidades do sul e leste do Estado. Em Barra doTurvo, a temperatura mínima foi de 10,9ºC. Em Iperó e São Miguel Arcanjo, a temperatura baixou para 11,1ºC

Ventos frios à tarde

O ar polar continua sobre São Paulo nesta quinta-feira e os ventos frios serão sentidos durante a tarde em todo o Estado. Em praticamente todo o interior paulista, o sol brilha forte, mas o vento frio vai impedir que a temperatura atinja marcas muito altas. A sensação debaixo do sol é de calor, mas na sombra, nem tanto.

Na capital, no litoral, em todo o leste do Estado, a sensação de frio predomina na tarde de hoje, porque além do ar polar, o excesso de nuvens não deixa o sol aparecer forte.

A noite será fria em todo Estado de São Paulo

Amanhã, o friozinho polar será notado à noite e no começo da manhã em todo o Estado de São Paulo.  Mas com o predomínio do sol na maior parte do dia, os termômetros sobem rápido. Até o domingo, apesar das noites e do amanhecer ligeiramente frios, as tardes ficam cada vez mais quentes.

Frio no centro-sul do Brasil na primavera

Faltando pouco mais de um mês para o início do verão, massas polares ainda estão chegando ao centro-sul do Brasil com mais força do que o normal. O frio atípico e acima do normal é consequência do fenômeno climático La Niña que está facilitando a liberação de fortes pulsos de ar frio polar em direção ao centro-sul da América do Sul. Os dias mais frios desta primavera estão sendo sentidos no Sudeste e também no Sul do Brasil. O fenômeno La Niña deve continuar ativo também no verão.

Clima do começo do ano ajuda as safras em Jataí e Canindé
terça-feira, 3 de maio de 2011

O clima ajudou s plantação de milho em Jataí, Goiás. Foram 12 mil hectares, 20% a mais do que a safra de 2009. O sol e a grande quantidade de chuva em decorrência do La Niña foi excelente para a cultura de milho e de soja na região, que corresponde a 8% da produção nacional dos grãos.

Já no município de Canindé, no Ceará, a colheita de feijão já começou, os agricultores estão colhendo cerca de 30 quilos por dia e a explicação para o sucesso da safra é a chuva dos últimos quatro meses.

Colômbia sofre com efeitos do La Niña
quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na Colômbia, as chuvas fortes já provocaram a morte de quase 100 pessoas. Diversas áreas do país ficaram em estado de alerta devido aos temporais que não param desde o final do ano passado, no entanto, as chuvas se intensificaram nas últimas semanas.

Mais de 80 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pelos temporais, o país recebe forte influência do fenômeno La Niña e as chuvas só devem cessar em junho/julho. O governo federal informou que as obras de reconstrução só devem começar depois do fim das chuvas.

Outono 2011 – confira a tendência climática para cada Região do Brasil
quinta-feira, 17 de março de 2011

OUTONO 2011

O Verão vai chegando ao fim e o saldo em dez Estados brasileiros é de problemas com excesso de chuva. Nos Estados do Sul e do Sudeste, além de Mato Grosso do Sul, do Maranhão e da Bahia, o total de desabrigados e desalojados chega a cem mil pessoas. Minas Gerais tem 132 cidades em estado de Emergência. Os dados são da Defesa Civil. O evento mais destrutivo foi a chuva da região serrana fluminense, com quase 900 mortos, e um volume de chuva de mais de 100 mm em poucas horas em janeiro em Nova Friburgo. Mas o Outono, que chega no próximo domingo dia 20, às 20h21 no horário de Brasília, também pode registrar tempo severo. Entre a segunda-feira e a terça-feira, dias 21 e 22 de março, um sistema de baixa pressão avança lentamente na direção sudoeste favorecendo a ocorrência de vento forte em toda a costa capixaba e norte fluminense. Com a aproximação desta área de baixa pressão, e também por causa da chegada de mais uma frente fria, há ainda o risco de chuva forte e volumosa entre a segunda-feira à noite e a quarta-feira, 23 de março. Com o vento intenso sobre o oceano provocado por esta área de baixa pressão a expectativa é de que o mar, que já está agitado ao largo do Sudeste, volte a subir de forma mais significativa especialmente na região a ao largo da costa norte fluminense e capixaba.

Mas não deve ser assim durante toda a Estação. O Outono é época de transição, com características de verão agora no começo da estação; e características de inverno no fim da estação. No centro-sul do Brasil ainda ocorrem as pancadas de chuva de fim de tarde até meados de abril, resultado do aquecimento, mas depois do dia 15 estas pancadas já rareiam bastante. A partir daí, a chuva que ocorre nos Estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste passa a ser proveniente, quase exclusivamente, das frentes frias. Em média temos 6 frentes frias por mês nos meses de abril, maio e junho, e poucas delas têm força para chegar até a Bahia.

Estas frentes frias vêm acompanhadas de massas polares, cada vez mais fortes à medida que o inverno se aproxima.

No Norte ainda chove bastante em abril, mas de maio em diante a umidade diminui. O calor, no entanto, ainda é intenso. No Nordeste o calor não muda muito ao longo do ano, mas a chuva segue a sazonalidade. No Outono normalmente ainda chove bastante no litoral do Maranhão, do Piauí e do Ceará, onde atua a Zona de Convergência Intertropical. A faixa leste da Região, entre o sul da Bahia e o leste do Rio Grande do Norte, entra na sua fase chuvosa, e acumula os maiores volumes do ano. Já no sul do Maranhão e no oeste da Bahia a chuva diminui rapidamente.

Este ano o Outono será sob o domínio da La Niña, o resfriamento anormal do Pacífico tropical. A La Niña está enfraquecendo, mas só no Inverno vai deixar de influenciar o clima no País. As águas do Atlântico estão mais quentes que o normal, mas tendem a esfriar devagar.

A conseqüência destes fatores no clima ao longo do Outono é descrita abaixo.

Região Sul

Ø     Nos Estados do Sul a expectativa é de chuva muito irregular, com menores volumes que o normal. A primeira massa de ar polar significativa derruba a temperatura no fim de abril, e em maio e em junho outros sistemas provocam forte resfriamento, que causa a formação de geadas. Especialmente o mês de maio deve ser bastante frio, com massas polares fortes. Porém, mesmo com as massas polares, a temperatura fica acima da média na Região.

Região Sudeste

Ø     No Sudeste a constante formação de áreas de instabilidade pode deixar a chuva acima da média ao longo da Estação no norte da Região. Nas outras áreas a tendência é de chuva perto do normal de abril a junho. Isso quer dizer que várias pancadas de chuva vão ocorrer ainda em abril, especialmente no Estado de São Paulo. A partir de maio o tempo vai ficando mais seco, e não se deve esperar por grandes volumes. Em junho o tempo fica ainda mais seco e o Outono termina no dia 21 de junho, às 14h17 no horário de Brasília. A temperatura permanece relativamente alta até o fim de abril, mas depois o padrão deve mudar. Abril termina ameno e em maio e em junho as massas polares são fortes o suficiente para provocar episódios bem frios em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais.

Região Centro-Oeste

Ø     No Centro-Oeste o quadro é muito semelhante ao do Sudeste. Em abril a chuva é regular apenas no Estado de Mato Grosso do Sul. Em maio e em junho chove pouco em toda a Região. Abril ainda registra temperatura acima da média, mas em maio as massas polares trazem frio, especialmente para Mato Grosso do Sul e para o sul de Mato Grosso e de Goiás. O risco de geadas se limita ao extremo sul da Região, na fronteira com o Paraguai.

Região Nordeste

Ø     Na Região Nordeste a chuva fica acima da média na maior parte das áreas em abril e em maio. A exceção é a faixa leste, entre Alagoas e leste do Rio Grande do Norte, que ficam com chuva abaixo da média. Em junho a chuva diminui em quase toda a Região. No leste e no nordeste da Bahia e em Sergipe, no entanto, a chuva é bastante significativa.

Região Norte

Ø     No Norte ainda chove bastante em abril e em maio no norte e no leste da Região. Em junho a previsão é de rápida diminuição dos volumes acumulados, e o período de estiagem tem início na faixa sul, entre o Acre e o Tocantins. No fim de maio a chegada de uma moderada a forte massa de ar polar favorece o fenômeno da friagem no Acre, em Rondônia e no sudoeste do Amazonas.

Chuva continua irregular no Rio Grande do Sul
terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O padrão de chuva anual do Rio Grande do Sul é completamente diferente da maioria dos demais estados brasileiros. As médias de chuva não variam tanto como em São Paulo, por exemplo, onde em geral chove muito nos meses de verão e pouco no outono-inverno. No Rio Grande do Sul, a quantidade de média mensal de chuva é mais ou menos igual ao longo de todo o ano. Em anos normais, o estado tem chuvas regulares o ano todo, o que permite a continuidade do abastecimento e da produção agrícola.

O Rio Grande do Sul é a porta de entrada das frentes frias, mas é também quem mais sofre com fenômenos climáticos globais como El Niño e La Niña. A chuva e a temperatura da primavera de 2010 foram alteradas pelo La Niña e fizeram os gaúchos sentirem mais frio, e por mais tempo, do que o normal. A chuva ficou mais irregular e escassa, em particular no sul do Estado, em áreas como Campanha Gaúcha, na fronteira com o Uruguai.

Bagé, uma importante cidade na região da Campanha, vem sofrendo os efeitos da falta de chuva provocada pelo La Niña. Desde agosto tem chovido bem menos do que o normal. A média de chuva na região varia de 105 milímetros em dezembro a quase 150 milímetros em setembro. No segundo semestre de 2010, segundo as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a maior quantidade de chuva ocorreu em setembro quando choveu em torno de 110 milímetros. Nos outros meses, o máximo ficou em torno de 60 milímetros.

O ano de 2011 começou com um aumento da umidade e das condições de chuva por todo o Sul do Brasil.  Pancadas de chuva voltaram a ocorrer ontem em muitas áreas do Rio Grande do Sul, mas em geral, a chuva foi rápida em pequenas áreas. A diferença na quantidade de chuva de um lugar para outro foi muito grande, até dentro de uma mesma região do Estado.

Os maiores volumes de chuva ocorreram em localidades do oeste e noroeste do Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, entre 10 horas de ontem e 10 horas desta terça-feira, choveu aproximadamente 44 milímetros em São Luís Gonzaga e 36 milímetros em Santo Augusto. Mas em São Borja, que também fica no oeste, nem choveu. A região de Uruguaiana acumulou apenas 2 milímetros.

Várias localidades do sul e do leste do Rio Grande do Sul também registraram pancadas de chuva durante a segunda-feira, em geral com pouco volume. Os totais acumulados entre 10 horas do dia 3 e 10 horas do dia 4 de janeiro em geral não passou dos 5 milímetros. Algumas áreas como Caçapava do Sul, Camacuã e Torres registraram de 10 a 12 milímetros e Canguçu acumulou 17 milímetros.

No decorrer da semana, as pancadas de chuva vão continuar ocorrendo no Rio Grande do Sul, mas ainda mal distribuídas sobre as diversas regiões do Estado e em quantidades bastante variadas. A chance de chuva generalizadas aumenta no fim de semana que vem, quando uma nova frente fria deverá passar sobre o Estado. Mesmo assim, a chuva que ocorrer não deve regularizar a situação em áreas secas, que estão em racionamento.