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Brasília: janeiro é terceiro mês mais chuvoso da história
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Brasília: janeiro de 2013 foi o terceiro mês mais chuvoso da história. O mês de janeiro foi marcado com chuva frequente em Brasília, com vários temporais. Na escala anual, é o segundo mês mais chuvoso na região, com média histórica de aproximadamente 241 milímetros, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Mas a chuva de janeiro de 2013 foi excepcional. O total acumulado até 10 horas do dia 31 foi de 489,7 milímetros, volume 103% acima da média histórica. Choveu o dobro do normal, mas além disso, janeiro de 2013 passou a ser o terceiro mais chuvoso da história meteorológica de Brasília. A estação medidora o oficial do Instituto Nacional de Meteorologia começou a registrar os dados regularmente em setembro de 1961. A maior quantidade de chuva já acumulada em um mês em Brasília foi de 602,4 milímetros, em janeiro de 1979. O segundo mais chuvoso até agora foi outubro de 2006, quando choveu 526,4 milímetros. Nos próximos dias, a chuva dará uma trégua aos brasilienses. A tendência é de diminuição da freqüência e do volume de chuva a partir da semana que vem.

Brasília encharcada
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Janeiro é época de muita chuva em praticamente toda a Região Centro-Oeste do Brasil. Temporais ou dias dias nublados e chuvosos são muito comuns. Em Brasília, janeiro costuma ser um dos meses mais chuvosos do ano. Na escala anual,  a média de chuva para janeiro é de aproximadamente 241 milímetros e é a segunda maior do ano. A média de chuva histórica mais elevada é a dezembro, de quase 249 milímetros.

Este ano está chovendo muito mais do que o normal para janeiro. Em 28 dias, o Instituto Nacional de Meteorologia mediu quase 468 milímetros de chuva, quase o dobro da média histórica.  Janeiro de 2013  está sendo um dos janeiros mais chuvosos em Brasília, desde o início das medições regulares pelo Inmet, em setembro de 1961, e já está na lista dos cinco meses mais chuvosos na capital federal.

 

Os quase 468 milímetros de chuva acumulados este mês é uma quantidade realmente excepcional, mas chover mais de 400 milímetros em um mês em Brasília não é tão incomum  assim.  Confira alguns dados do Instituto Nacional de Meteorologia

  •  janeiro 1979: 602,4 mm
  • outubro 2006: 526,4 mm
  • dezembro 1972: 473,3 mm
  • janeiro 1970: 470,1 mm
  • janeiro 2013: 467,6 mm (até 10h do dia 28)
  • janeiro 1980: 461,8 mm
  • fevereiro 1980: 460,4 mm

 

Chuva dá uma pequena trégua em Goiânia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Choveu muito na região de Goiânia nos últimos 10 dias. Foram 167 mm acumulados desde o dia 11 de janeiro. O total de chuva no mês, segundo o Inmet, está em torno de 187 mm. Mas o acumulado entre os dias 16 e 17 de janeiro foi o mais elevado desde abril de 2010. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 87,5 mm de chuva entre 10 hora do dia 16 e 10 horas do dia 17 de janeiro. Há mais de três anos não chovia tanto assim. Em 2012, a maior chuva em 24 horas foi de 83,6 mm, em fevereiro. Em 2011, o maior volume em 24h foi de 82,3 mm, em outubro. Entre os dias 3 e 4 de abril de 2010 choveu 94,2 mm.

Chuva diminui por alguns dias/ Temperatura sobe

A chuva dará uma pequena trégua a Goiânia nos próximos dias. As pancadas de chuva continuam, mas menos frequentes e menos volumosas, concentradas à tarde e em parte da noite. Até a terça-feira, Goiânia terá mais sol e a temperatura voltar a alcançar marcas em torno dos 30º.  Devido ao excesso de chuva e de nuvens, a temperatura tem ficado amena em Goiânia. A última vez que os termômetros superaram os 30ºC foi em 8 de janeiro.  Mas a partir de 22 de janeiro, as áreas de instabilidade se intensificam novamente e a chuva volta a ser volumosa.

Chuvas fortes e volumosas são comuns em Goiânia em janeiro que, na escala anual, é o mês mais chuvoso do ano. Compara nos mapas os volumes de chuva previstos até o dia 21 de janeiro e para o período de 22 a 27 de janeiro.

 

São Paulo bate recorde de chuva para dezembro
domingo, 30 de dezembro de 2012

Com a chuvarada da tarde e noite do sábado, 29, e da madrugada deste domingo, dia 30,  dezembro de 2012 passou a ter o maior volume de chuva acumulado para este mês específico, desde 1943 quando começaram as medições regulares do Instituto Nacional de Meteorologia no Mirante de Santana, na zona norte da capital. O Inmet registrou um acumulado de 60,2 milímetros entre 10 horas do dia 29 e 10 horas do dia 30. Entre 10 horas do dia 30 e 10 horas doa dia 31 de dezembro de 2012 choveu mais 6,3 milímetros. No total, o acumulado no mês foi de 401,9 milímetros. Este volume de chuva representa mais que o menos o dobro da média de chuva para dezembro, que é de 206 milímetros. A média de chuva que caiu em dezembro nos últimos 10 anos, de 2002 a 2011, foi de 247 milímetros, pelos cálculos do Inmet.

Confira os dezembros mais chuvosos desde 1943 (Inmet)

2012 – 401,9 mm

1986 – 383,2 mm

1947 – 374,9 mm

2009 – 363,7 mm

1964 – 346,2 mm

2010 – 342,1 mm

2013 começa com mais chuva

O ano de 2013 vai começar com mais chuva sobre a capital paulista. Uma frente fria está sendo esperada exatamente para o primeiro dia do novo ano e desta vez , chega forte na chuva e também na queda da temperatura. Há risco de mais temporais até o fim da semana e novos alagamentos.

S. Paulo tem terceira chuva mais volumosa desde 1943
sábado, 15 de dezembro de 2012

A chuvarada que caiu sobre São Paulo na tarde e noite da sexta-feira, 14 de dezembro, deixou a cidade novamente engessada, com um fenomenal congestionamento. Choveu por toda a cidade, mas desta vez, a zona norte recebeu a chuva mais volumosa e persistente. Uma chuva que poucas vezes acontece: 114,3 milímetros foi o total medido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, entre 10 horas de sexta e 10 horas deste sábado, no Mirante de Santana, na zona norte da capital.

Volumes de chuva desta causam grandes transtornos, como enchentes e alagamentos em qualquer centro urbano. Os 114,3 milímetros de chuva registrados pelo Inmet foi o terceiro maior volume de chuva, em 24 horas, de toda a série de dados coletados no Mirante de Santana, desde 1943. Considerando apenas o mês de dezembro, foi o segundo maior volume de chuva em 24h, desde 1943.

A maior quantidade de chuva em 24 h registrada no Mirante, desde o início das medições em 1943,  foi de 151,8 milímetros entre os dias 20 e 21 de dezembro de 1988. O segundo maior volume foi de 140 milímetros, entre 20 e 21 de maio de 2005. Esse evento de chuva alagou o Ceagesp, na zona oeste da cidade.

Brasília tem segundo novembro mais chuvoso da história
terça-feira, 27 de novembro de 2012

A chuva não deu trégua a Brasília este mês. Depois de outro temporal na tarde de segunda-feira, dia 26, novembro de 2012 se tornou o segundo novembro mais chuvoso desde o início oficial das medições meteorológicas na cidade, em outubro de 1961. O novembro mais chuvoso até agora foi o de 1965 quando choveu 449, 6 milímetros. De 1 de novembro até 10 horas do dia 27, o Instituto Nacional de Meteorologia registrava 432,3 milímetros acumulados. Este valor está 82% acima da média normal para o mês que é de 238 milímetros. Há previsão de mais chuva para Brasília até o fim do mês.

Mais um temporal em Brasília
segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Volume de chuva em novembro já é o maior de 2012

A chuva não tem dado trégua em Brasília este mês. Tem chovido quase todos os dias e já ocorreram vários temporais. Voltou a chover forte no fim da tarde desta segunda-feira causando novos alagamentos. Em apenas uma hora, entre 17 e 18 horas, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 35,4 milímetros de chuva acumulados. Tecnicamente 20 milímetros acumulados em um hora já é considerado como chuva forte. Durante o temporal ocorreram  rajadas de vento de 51 km/h.

Chuva de novembro está acima da média

De temporal em temporal, o volume de chuva acumulado em Brasília em 19 dias de novembro já está 22% acima do normal para o mês e também já é o mais elevado do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 289 milímetros de chuva acumulados entre 1 e 19 de novembro, até 10 horas da manhã. A média normal de chuva para novembro que é de 238 milímetros. A chuva de 19 dias de novembro já superou o acumulado de todo o mês de janeiro, que foi de 268 milímetros.

 

 

Mais chuva esta semana

Os brasilienses devem se preparar para mais chuva até o fim da semana e com risco de novos temporais e alagamentos. As áreas de instabilidade que estão sobre o Centro-Oeste vão continuar ativas sobre Brasília provocando chuvas frequentes durante toda a semana.

João Pessoa (PB): maior chuva de 2012 causa alagamentos
quinta-feira, 28 de junho de 2012

Áreas de instabilidade se intensificaram sobre o leste da Paraíba e desde a noite de ontem provocam muita chuva no litoral, na zona da mata e no agreste. Em João Pessoa, capital do Estado, a chuva volumosa causou deslizamentos, alagamentos e obrigou o cancelamento de vôos no aeroporto local. De ontem para hoje, João Pessoa recebeu a maior quantidade de chuva em 24 horas deste ano. Entre 9  horas de ontem e 9 horas desta quinta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 151,6 milímetros de chuva. Este valor corresponde a 40% da média normal de chuva para junho que fica em torno dos 381 milímetros. Do início do mês até 9 horas da manhã desta quinta-feira, dia 28, choveu aproximadamente 529 milímetros sobre João Pessoa, 39% acima da média normal.

A chuva volumosa foi sentida também em outras áreas do litoral e do agreste da Paraíba. Entre e horas da tarde de ontem e 3 horas da tarde de hoje, o Inmet registrou quase 92 milímetros de chuva sobre Areia. Em Campina Grande, no mesmo período, choveu 72 milímetros. A média de chuva normal para junho é de aproximadamente 110 milímetros e já choveu quase 180 milímetros este mês.

 

Junho é época de muita no leste da Paraíba

Chuvas fortes e volumosas são comuns no leste da Paraíba no mês de junho. Em João Pessoa, junho é o mês mais chuvoso do ano. A chuva intensa de ontem para hoje foi o terceiro evento de mais 100 milímetros este mês, num período de 24 horas. Entre os doas 6 e 7 de junho, o Inmet registrou 131 milímetros acumulados e entre os dias 19 e 20 de junho choveu 111,4 milímetros.Volumes de chuva desta ordem são suficientes para causar grandes alagamentos na maioria dos centros urbanos.

Junho molhado e de recordes em Campo Grande (MS)
sexta-feira, 22 de junho de 2012

Junho molhado e de recordes em Campo Grande

 

A capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, ficou encharcada neste junho de 2012 e bateu 3 recordes de chuva nesta sexta-feira, dia 22: :o junho mais chuvoso desde 1961, a chuva mais volumosa em 24h em 2012, a maior quantidade em 24h num dia de junho. É água demais para um mês de seca. Historicamente a média de chuva de junho é de 44,8 milímetros, a segunda menor na escala anual.

Vamos aos números. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 78,4 milímetros acumulados entre 9 horas do dia 21 e 9 horas do dia 22 de junho, pelo horário de Brasília. Foi a maior quantidade de chuva acumulada este ano em 24 horas, superando os 54,8 milímetros registrados entre 28 e 29 de abril.

A chuva de acumulada de ontem para hoje também foi a mais volumosa para junho. O recorde anterior era de 66,9 milímetros entre os dias 19 e 20 de junho de 2005.

O total de chuva acumulado em junho de 2012, até 9 horas do dia 22, foi de 242,2 milímetros e agora é novo recorde para este mês, superando os 160,7 milímetros de junho de 2005.

Pelo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia, os quatro junhos mais chuvosos em Campo Grande, desde 1961, foram:

2012: 242,2 mm (até 9h do dia 22)

2005: 160,7 mm

2004: 82,8 mm

2009: 80,2 mm

Para fechar junho com gotas de ouro, a quantidade de chuva acumulada em Campo Grande neste junho, só até o meio da manhã do dia 22, é a segunda maior do ano até agora. Só perde par janeiro, quando choveu 258,8 milímetros. A quantidade de chuva deste junho de 2012 corresponde a média normal de chuva de janeiro, que é de aproximadamente 243 milímetros e é a mais alta do ano.

Bloqueio atmosférico explica chuva anômala

A quantidade de chuva em Campo Grande neste junho de 2012 é completamente anômala. Choveu muito acima do normal também em muitas áreas do centro, oeste, sul e leste de Mato Grosso do Sul, que já acumularam de 100 a 260 milímetros este mês. Mais da metade da chuva caiu esta semana, quando choveu entre 100 e 200 milímetros. A impressão que se tem é que abriram todas as torneiras das nuvens e só lembraram de fechar nesta sexta-feira.

A atmosfera não tem registros de água e nem torneiras, mas tem correntes de ventos poderosas, que são capazes de formar verdadeiras barreiras, que impedem o movimento normal das frentes frias. Foi o que aconteceu neste junho. O bloqueio atmosférico é exercido pela “corrente de jato”, uma região na atmosfera, que pode estar entre 7 e 15 mil metros acima do solo, onde temos bandas de ventos extremamente fortes, que podem superar os 200 km/h. As correntes de jato ocorrem em médias latitudes, tanto no Hemisfério Sul como no Hemisfério Norte e são como “leões de chácara” no caminho das massas polares que saem da Antártica e chegam ao Brasil. O ar polar se espalha até onde a corrente de jato deixar. Tudo depende da sua intensidade e da sua posição média, que variam de uma estação para outro e de um ano para outro. Em junho, até agora, esta corrente de jato ficou quase parada entre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Por isto choveu tanto nestes estados. O choque térmico ficou concentrado entre estados, alimentando a máquina da chuva. Nas próximas semanas, a corrente de jato deve mudar de posição e a chuva dará uma trégua de pelo menos uns 15 dias a estes estados.

São Paulo: chuva de junho é recorde em 69 anos
sexta-feira, 22 de junho de 2012

São Paulo: chuva de junho é recorde em 69 anos

A cidade de São Paulo está recebendo a maior quantidade de chuva em um mês de junho em 69 anos. Desde 1943, quando o Instituto Nacional de Meteorologia começou a fazer medições regulares no Mirante de Santana, na zona norte da capital, nunca choveu tanto. O total contabilizado até 9 horas da manhã de 22 de junho era de 233,7 milímetros, superando os 220,7 milímetros de junho de 1983, até então o junho mais chuvoso da história do Mirante

Não choveu todos os dias, mas as frentes frias que passaram pela cidade até agora foram lentas e provocaram muita chuva. Uma destas frentes frias deixou quase 100 milímetros de chuva entre os dias 4 e 7 de junho. A outra frente fria que deixou chuva volumosa foi a desta semana. Entre a manhã do dia 19 e a manhã do dia 22 de junho choveu quase 74 milímetros. A média normal de chuva para um mês de junho fica em torno de 52 milímetros.

Confira outros junhos chuvosos no Mirante de Santana

2012:  233,7 mm
1983:  220,7  mm
1945:  198,3  mm
1987:  195,9 mm
1982:  162,9 mm
1974:  123,5  mm

São Paulo, 22/06/2012

Foto: LUIZ GUARNIERI/BRAZIL PHOTO PRESS/AE