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Sem ZCAS e sem ZCIT
terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) são dois sistemas meteorológicos típicos do verão. Eles são responsáveis por uma grande porção do volume de chuva que ocorre durante um ano na maioria das áreas do Norte, do Nordeste, do Centro-Oeste e do Sudeste. A ZCAS traz a chuva volumosa para o Sudeste e para o Centro-Oeste. A (ZCIT) é responsável pela maior parte da chuva anual do Nordeste e do Norte do Brasil.

Uma combinação de fatores relacionados com a temperatura da água do mar em determinadas regiões dos oceanos Pacífico e Atlântico dificulta a formação destes dois importantes sistemas meteorológicos provedores de chuva.

Entenda porque as condições oceânicas e atmosféricas não estão favoráveis para a atuação destes sistemas neste verão.

O mapa mostra a anomalia (diferença entre a média e a situação real observada) da temperatura da superfície da água do mar. Os tons de azul indicam que a água está com temperatura abaixo do normal (anomalia negativa); o tons em vermelho-laranja indicam que a água do mar está com temperatura acima do normal (anomalia positiva).

 

 

Entenda a situação observada no início de janeiro de 2015

Em 1: bolha de água quente que é comum no Pacífico Sul estava numa posição mais próxima da América do Sul, o que dificulta e enfraquece as massas polares que tentam avançar sobre a Argentina.

Consequência: as frentes frias neste verão tendem a ser mais fracas do que o normal. Menos frentes frias conseguem chegar ao Sudeste.

Em 2: a extensa faixa de água quente entre a região de Buenos Aires e o Rio de Janeiro, e que se prolonga pelo Atlântico Sul até a África, atua como uma barreira que dificulta a passagem do ar polar das frentes frias.

Consequência: poucas frentes frias conseguem ter força para passar por esta barreira; menos frentes frias conseguem chegar ao Sudeste do Brasil.

Em 3: as águas do oceano Atlântico entre o Rio Grande do Norte e o Amapá estão com temperatura abaixo da média, menos quentes do que o normal. Comparativamente estão “frias”.

Consequência: com a água menos quente (“fria”), a evaporação sobre o mar é menor; a água com temperatura abaixo do normal diminui a convecção.

Os gráficos explicam como é o processo normal de alimentação e distribuição de umidade sobre o Brasil feita pelos ventos Alíseos e pelo jato subtropical.

 

O meteorologista Alexandre Nascimento explica a condição oceânica que enfraquece a atuação da ZCIT.  Em seguida, a meteorologista Patricia Madeira explica a relação entre a diminuição do suprimento de umidade para a Amazônia e formação da ZCAS.

 

 

Como será a chuva no Brasil até o fim de janeiro?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O bloqueio atmosférico gerado pela forte atuação da ASAS (alta pressão subtropical do Atlântico Sul) está deixando o Sudeste e muitas áreas do Centro-Oeste com muito menos chuva do que o normal para esta época do ano. Com as frentes frias sendo bloqueadas no extremo sul do Brasil e o calor intenso, os estados da Região Sul estão tendo dias de temporais. No Rio Grande do Sul, 2015 começou com um pico de cheia do rio Uruguai, que á fronteira oeste gaúcha com a Argentina.  Com os temporais frequentes, o nível das águas não baixa.

A falta de chuva também marca este começo de ano no Nordeste. A ZCIT,  Zona de Convergência Intertropical, que em anos normais começa a se aproximar da costa do Nordeste nesta época, e aumenta as condições para chuva, ainda está distante. E o pior: não apresenta sinais ainda de que vai se aproximar. O Norte do Brasil, como Sul, vem tendo chuvas frequentes e volumosas.

O bloqueio atmosférico deve ser parcialmente rompido na próxima semana permitindo que as frentes frias cheguem ao litoral do Sudeste, facilitando a ocorrência de chuva. Mesmo assim, não tem chuva para todos.

 

 

A  meteorologista Josélia Pegorim faz um panorama da distribuição da chuva sobre o Brasil para os próximos 15 dias.

 

Chuva forte sobre Barretos (SP) 21-11-2014 por Fernando Baraldi

 

Entenda as diferenças e semelhanças entre o bloqueio do verão de 2014 e deste verão de 2015 

Com ASAS, sem ZCAS
terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) é um dos grandes sistemas de alta pressão atmosféricos permanentes da circulação geral da atmosfera terrestre. Sua intensidade e posição interferem nas condições do tempo e o clima do Brasil.

Todo sistema de alta pressão causa o que os meteorologistas chamam de subsidência do ar, um fluxo de ar de cima para baixo. O movimento subsidente faz com que o ar seco e frio dos níveis mais elevados da atmosfera seja transportado para as regiões próximas da superfície. Em outras palavras: a subsidência seca o ar próximo da superfície. A redução da umidade diminui naturalmente a quantidade e o tamanho das nuvens e também a possibilidade de chuva. Estamos no alto verão, quando o Brasil e todo o Hemisfério Sul recebe sua mais dose de sol. O aquecimento é o mais intenso do ano. Com a redução da nebulosidade e da chuva, o número de horas de sol forte aumenta e então, o ar também fica mais quente.

 

 

O centro da ASAS próximo da costa do Sudeste ou sobre o Brasil é uma condição de bloqueio atmosférico e alterando o caminho que as frentes frias e o ar polar fazem normalmente.

 

Centro da ASAS (A) se intensifica e se aproxima do Sudeste do Brasil

 

A forte atuação da ASAS sobre o Brasil nessa época do ano também inibe a formação da ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul – sistema meteorológico especial, típico do verão, que traz chuva prolongada e volumosa.

 

Centro da ASAS (A) se intensifica e se aproxima do Sudeste do Brasil

 

E a ZCAS?

Temporais de verão causam transtornos nas cidades e podem descarregar grandes volumes de água. Mas só enchem represas e rios se a chuvarada cair todos os dias sobre eles. Mas não é assim que a atmosfera funciona. Temporal cai cada dia em um lugar diferente.

Temporal de verão não enche represa, ZCAS sim. Mas com a ASAS ganhando força sobre o Brasil, vai ser difícil ter ZCAS.

A meteorologista Josélia Pegorim explica a situação atmosférica esperada para os próximos dias e consequências da intensificação da ASAS.

 

 

Dois Córregos (SP) em 12-12-2014, por João F. Magro

Frente fria se afasta do Sudeste no dia de Natal
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Atualizado em 23/12/2014 por Josélia Pegorim

Depois de provocar temporais e muita destruição no Sul do Brasil, uma frente fria chegou forte ao Sudeste trazendo muita chuva para muitas áreas da Região Sudeste. Por causa desta frente fria, a chuva aumentou também sobre o Centro-Oeste. Mas uma massa de ar seco ganhou força sobre o Nordeste deixando quase toda a Região com pouca nebulosidade e sem chuva.

Na véspera de Natal, esta frente fria ainda fica próxima do litoral do Rio de Janeiro ajuda a manter as nuvens carregadas sobre grande parte do Sudeste e no Centro-Oeste.

Surpresa no Sul! Por causa de uma massa polar, a temperatura baixou e a véspera do Natal amanhece até com frio, com temperatura abaixo dos 10°C em várias cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mas o dia 25 será quente!

 

Árvore de Natal no parque do Ibirapuera em São aulo (SP), por Rafael Neddermeyer (Fotos Públicas)

 

Confira a previsão para o Natal para todo o Brasil.

 

 

 

 Aqui, você tem mais detalhes sobre o tempo nos dias 24 e 25 de dezembro para cada Região do país:

Região Sul

Depois da chuvarada e da ventania do começo da semana, as nuvens carregadas saem do Sul do Brasil  e toda a Região bastante sol no Natal.  A temperatura fica amena à noite e faz calor à tarde. A presença de uma massa de ar origem polar, mesmo fraca, vai deixar as noites um pouco frias nas cidades serranas e também na Grande Curitiba.

Não há previsão de chuva para o dia 24 de dezembro, mas o leste do Paraná e de Santa Catarina, incluindo as capitais Curitiba e Florianópolis terão muitas nuvens.  A noite de Natal será com tempo firme em quase todo o Sul. Pode chuviscar no litoral do Paraná e em Curitiba.

No dia 25, o sol vai aparecer forte no Sul e esquenta. A sensação será de calor! Mas com o aumento da temperatura, algumas nuvens voltam a crescer e várias pancadas de chuva podem ocorrer à tarde e à noite pelo interior do Estados e na Grande Porto Alegre.  Mas antes da chuva, vai dar muita praia. Não deve chover em Florianópolis e nem em Curitiba.

Região Sudeste

Uma frente fria chegou forte ao Sudeste e passa as festas de Natal próxima ao litoral do Rio de Janeiro. Por causa desta frente fria, grandes áreas de instabilidade se formam sobre o Sudeste e provocam muitas pancadas de chuva. Há risco de chuva forte e de raios em grande parte do Sudeste

Mas o Espírito Santo, a região do vale do rio Doce e do rio Jequitinhonha, em Minas Gerais, não vão sentir quase nada da influência desta frente fria. A nebulosidade aumenta, mas o sol aparece e a chance de chuva é remota.

No dia 24 de dezembro,  o leste de São Paulo, incluindo a capital e o litoral paulista, o sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais vão ficar com céu nublado e temperatura amena. Deve chover em grande parte do dia, mas não há previsão de novos temporais. A maioria das áreas do interior de São Paulo, do Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro terão muitas nuvens, alguns períodos com sol e pancadas de chuva frequentes, principalmente à tarde e à noite. A chuva poderá ser forte e causar problemas como alagamentos. O norte de Minas também terá sol forte e rápidas pancadas de chuva no fim da tarde.

No dia 25 de dezembro, a frente fria se afasta do litoral do Rio de Janeiro e as áreas de instabilidade enfraquecem.  Quase toda a Região Sudeste terá um dia quente, com sol e aumento da nebulosidade e as pancadas de chuva com raios à tarde e à noite. É chuva de verão que não se prolonga por muitas horas, mas pode ser forte.  A sensação será de calor. O sul de São Paulo,  a região do vale do rio Doce e do rio Jequitinhonha, em Minas Gerais, terão muito sol e calorão.

Região Centro-Oeste

Muita umidade, ar abafado e muitas pancadas de chuva. Assim vai ser o Natal em praticamente toda a Região Centro-Oeste.

A previsão é de que grandes áreas de instabilidade continuem se formando deixando quase toda a Região com muitas nuvens, pancadas de chuva frequentes e que podem ser fortes. Há risco de chuva volumosa e raios. Além disso, a sensação de abafamento será grande. Todas as capitais estão sujeitas a chuva forte. O sol vai aparecer, mas sempre junto de muitas nuvens

No dia 24 de dezembro, apenas o sul de Mato Grosso do Sul e o oeste de Mato Grosso devem ter predomínio de sol. Muita chuva está prevista para Goiás, inclusive em Goiânia, e sul de Mato Grosso, incluindo Cuiabá. No dia de Natal, as áreas de instabilidade enfraquecem. Todo o Centro-Oeste terá mais sol, mas as pancadas de chuva volta a ocorrer a partir da tarde.

Região Norte

No Norte do Brasil, o Natal  será marcado por calor e pancadas de chuva. No Tocantins, no Pará e no Amapá, as pancadas de chuva devem ocorrer especialmente à tarde e à noite. O sol vai aparecer forte por várias horas. Mas no Amazonas, em Rondônia, no Acre e em Roraima, as áreas de instabilidade vão ficar mais ativas deixando estes estados com muitas nuvens e chuva frequente, a qualquer hora, tanto no dia 24 como no dia 25 de dezembro. Há risco de chuva forte e de raios em todos os Estados da Região Norte.

 

Região Nordeste

No Nordeste, o Natal será marcado por muito sol e calor em todas as praias. No dia 24 de dezembro, pode chover rapidamente no litoral, na zona da mata e no agreste, do sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, mas sempre com o sol aparecendo. No interior, o sol fica forte em todos os Estados, mas algumas pancadas de chuva podem ocorrer no interior do Maranhão, do Piauí e da Bahia. Mas não há risco de temporais como nos últimos dias.

Para o dia de Natal, 25 de dezembro, a previsão é de muito sol e pouca chance de chuva em quase todo o Nordeste. O tempo fica seco, sem chuva no Ceará. Muito sol nos estados do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Chove rapidamente só pelo litoral, mas junto com o sol o dia todo. No Maranhão e no Piauí, a nebulosidade e as pancadas de chuva podem ocorrer a qualquer hora, mas com períodos de sol. Sol forte na Bahia, com algumas pancadas de chuva passageiras pelo interior a partir da tarde. O litoral baiano pode ter chuva passageira, mas com muito sol.

 

Desidratação é um dos perigos do verão 

Raios UV e o seu tipo de pele

Um bom tempo pra você!

 

 

 

Segunda quinzena de dezembro promete chuva
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A passagem de frentes frias pelo litoral do Sudeste  e a circulação de ventos nos níveis médios e altos da atmosfera permitiram a formação de muitas áreas de instabilidade sobre o Brasil na primeira quinzena de dezembro. Temporais ocorreram em todas as Regiões, mas com maior frequência sobre o Centro-Oeste, parte do Norte e do Sudeste.

 

Campo Grande (MS) por Ardjuna Nunes Miranda

E muitas áreas do país, o volume de chuva acumulado em apenas 15 dias de pancadas de chuva frequentes ficou entre 100 e 150 mm. São volumes elevados, porém, a média histórica de chuva em dezembro é alta em grande parte do país, estando entre os três mais chuvosos do ano.

 

De forma geral, a chuva de dezembro ainda está abaixo de média climatológica em grande parte do Brasil, mas a chuva continua. Há possibilidade de formação de uma ZCAS para iniciar o verão, que começa oficialmente em 21 de dezembro, às 21h03, pelo horário brasileiro de verão. Confira as explicações da meteorologista Josélia Pegorim.

 

 

Entenda o que são os sistemas atmosféricos de verão Alta da Bolívia e VCAN 

Como será o verão na Região Sudeste?  

Fotografeotempo! #É tempo de Natal!  

Previsão climática para o verão de 2015 no Brasil

 

 

 

Entenda a diferença entre ZCAS e ZCIT!
sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sempre teve dúvida sobre esses termos da meteorologia? Agora é a hora entender cada um para confundir mais. ZCAS e ZCIT são mais fáceis do que parece. Veja no Explicando o Tempo!

Nova ZCAS pode se formar em março
terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CCM – Conversa Com o Meteorologista

O meteorologista Alexandre Nascimento explica o que se espera para a virada de fevereiro para março. O calor pode aumentar antes da chuva  voltar. Há possibilidade de uma nova ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul.

 

Brasília começa 2014 com sol e tempo firme
terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Dezembro de 2013 está terminando com chuva acima da média em Brasília. As pancadas de chuva que são típicas desta época do ano tiveram o “reforço” das instabilidades associadas à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) superaram em cerca de 25% a média climatológica na capital federal de acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia. Choveu cerca de 312 mm e o normal para o mês é de 248,6. Neste último dia do ano, a capital segue abafada ainda com previsão de pancadas de chuva entre a tarde e o começo da noite. Para a hora da virada do ano, a previsão é de tempo firme, sem chuva. Com isso, as festividades do Réveillon podem ser bem aproveitadas pelos brasilienses e turistas. Já a partir dessa quarta-feira, dia 01, a umidade diminui devido à influência da massa de ar quente e seco que está no Nordeste e ganha força na região do Planalto Central. E, pelo menos, até o domingo, a capital do país deve ter dias com bastante sol e calor. A temperatura passa dos 30 graus e a umidade diminui nas tardes.

Sol para o Espírito Santo
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sol para o Espírito Santo

Depois de 15 dias de muita chuva, os ventos mudaram e finalmente as nuvens carregadas saíram do Espírito Santo. A ZCAS – Zona de Convergência Intertropical – se dissipou e a massa de nuvens se desfez. As áreas de instabilidade da ZCAS ficaram paradas por vários dias sobre o Brasil provocando a chuvarada sobre o Espírito Santo, sobre o norte do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins e também Bahia.

As nuvens carregadas saíram do Espírito Santo e o sol voltou a predominar,mas os rios ainda estão muito altos. Pelo menos por mais 15 dias, o Espírito Santo ficará livre de temporais.

A sequência de imagens mostra o Espírito Santo coberto de nuvens no dia 21 de dezembro e com poucas nuvens nesta sexta-feira, 27 de dezembro de 2013.

O Ano Novo será tempo firme.

Chuva de ZCAS sobre Goiânia, Vitória e Belo Horizonte
terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul – vem atuando com força sobre o Brasil há mais de uma semana. O volume de chuva que já caiu sobre Goiânia, capital de Goiás, Belo Horizonte, capital de Minas Gerais e sobre Vitória, a capital do Espírito Santo, é extremamente elevado e muito acima da média normal.

Há previsão de mais chuva até o fim do mês e pode chover forte.

Os dados do gráfico são do Instituto Nacional de Meteorologia.