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Verão de alerta para Dengue e Chikungunya

16/12/2015 às 16:33
por Redação
Atualizado 17/12/2015 às 12:08

Com a chegada da estação, doenças podem se alastrar ainda mais pelo país. Conheça algumas dicas que podem ajudar a se proteger desses perigos.

Se você tem acompanhado o noticiário nos últimos meses, certamente já está mais do que íntimo dos termos dengue e chikungunya. Ambas são doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, que tem se proliferado com facilidade em diversas localidades pelo Brasil afora, principalmente na região Sudeste.  


Um dos fatores que tem contribuído com isso é o armazenamento inadequado da água. Por conta da baixa dos reservatórios em estados como Minas Gerais e Espírito Santo, muitos moradores têm optado por estocá-la em galões, baldes, garrafas e caixas, sem tomar cuidados com a proteção adequada dessas áreas. Com a chegada do verão, que intensifica as altas temperaturas, a umidade e as pancadas de chuva, o ambiente se torna ideal para a proliferação do mosquito. Quanto maior a precipitação e o calor, mais chances de reprodução do Aedes Aegypti. Esses reservatórios de água limpa, somados às características do clima, formam o espaço perfeito para a reprodução do mosquito, que acontece em menos de 48 horas.

O inseto tem aparência inofensiva, bem similar a um pernilongo e costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. Porém, nos períodos mais quentes pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. No momento em que recebe a picada, o indivíduo não percebe, já que ela não dói ou coça.

Ainda que sejam transmitidas pelo mesmo inseto, e com sintomas bastante parecidos, existem algumas características que permitem diferenciar a dengue da chikungunya. Apesar do registro de febre alta nas duas enfermidades, é na segunda que costumam aparecer dores intensas nas articulações e que podem durar meses. Outros sintomas semelhantes estão no aparecimento de manchas vermelhas e na coceira. Porém, só as pessoas infectadas pela chikungunya costumam ficar com os olhos vermelhos, o que raramente acontece em casos de dengue.


Para se prevenir contra as doenças, vale o uso de repelentes. Existem vários tipos no mercado, que vão desde os cremes para pele até difusores elétricos que emitem substâncias que espantam os mosquitos. Outras estratégias, como instalação de telas em janelas e velas de citronela, também são indicadas.

 

Mas a ação mais importante consiste em eliminar todos os focos de água parada expostos, como caixas d’água, garrafas, pneus, pratos de vasos e jardins. É preciso limpar muito bem esses locais para não dar chance ao azar, além de manter garagens, calhas de telhados e quintais sempre secos e limpos. Vale lembrar que, na década de 50, o Aedes Aegypti chegou a ser erradicado do país, graças a uma mobilização geral da população. Mas como a espécie ficou em outros países da América Latina, retornou por volta dos 1960.