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Prevenção não tira férias e protege a pele no verão!

05/02/2016 às 10:45
por Redação

Quando se fala de câncer de pele a prevenção é o primeiro passo, e o segundo é o diagnóstico cedo feito por um especialista.


Nada melhor do que aproveitar os dias quentes e de bastante sol para ir à praia ou passear no parque para relaxar, praticar esportes e passar o dia curtindo o calor típico do verão. Ótimo seria se não tivéssemos que nos preocupar com algumas consequências que essa exposição ao sol pode trazer, como o câncer de pele.


"Quando se fala em câncer de pele há duas regras importantes que devemos seguir. Primeira regra: prevenir para que não aconteça e, segunda, se ele acontecer, que seja diagnosticado cedo", afirma Dr. João Duprat, Diretor do Núcleo de Câncer de Pele do A.C.Camargo.

A prevenção é o primeiro passo e é essencial. Especialistas recomendam dois tipos de proteção da pele: mecânica e química. A proteção mecânica nada mais é do que vestir camiseta, usar chapéu e boné e ficar na sombra embaixo do guarda-sol. "Essa proteção é tão efetiva quanto usar o filtro solar", diz o oncologista. Já a proteção química é o uso do bloqueador solar, um complemento para a proteção mecânica. "O ideal é o fator 30 e deve ser aplicado a cada duas horas".

Tão importante quanto à prevenção, o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento. Deve-se desconfiar quando: uma ferida não cicatrizou depois de um mês, uma nova pinta surgiu após os 30 anos de idade - isso porque as pintas costumam aparecer até os 25 anos -, e se uma pinta que já existia começar a mudar de aparência. Prestar a devida atenção a estes sinais e procurar um especialista é fundamental, pois somente um olhar clínico e exames específicos podem diferenciar uma alteração benigna de uma maligna.


De acordo com Dr. João Duprat, alguns casos podem ser diagnosticados apenas com o exame clínico a olho nu de quem já está acostumado. Caso seja necessária uma avaliação mais precisa, o aparelho dermatoscópico é utilizado para identificar as estruturas e atribuir notas às lesões, classificando-as em benignas, suspeitas ou malignas. Se ainda assim o exame gerar alguma dúvida, é feita então uma biópsia.

Além de causar o envelhecimento da pele, o sol é o maior fator de risco para esse tipo de câncer. A radiação solar é parecida com a de uma radioterapia e é acumulativa, ou seja, o efeito é contínuo e pode não ser imediato, aparecendo nos anos seguintes. Por isso, mesmo pessoas que se protegem do sol o ano inteiro, mas se expõem a uma grande radiação, sem proteção, durante o verão e as férias, correm o risco de desenvolver a doença.

Ao aproveitar o verão, lembre-se de que prevenção não tira férias e tome todos os cuidados necessários para ter uma pele e uma vida saudáveis por muitos anos.

Fonte: A.C.Camargo