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OMS descarta adiar ou transferir Jogos do Rio

01/06/2016 às 16:53
por Redação
Atualizado 01/06/2016 às 17:29

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rechaçou neste sábado (28/05) o pedido feito por 150 cientistas da área de saúde para adiar ou mudar de lugar os Jogos Olímpicos de 2016, que tem como sede a cidade do Rio de Janeiro e acontecerão em agosto, por causa dos riscos de propagação do vírus zika.

 

 

"Não há uma justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os jogos. A OMS continuará vigiando a situação e atualizando suas recomendações conforme seja necessário", afirmou a organização em comunicado. Segundo a OMS, o cancelamento ou mudança de local dos Jogos Olímpicos de 2016 não alteraria radicalmente a propagação mundial do vírus zika.

 

A OMS respondeu assim a um apelo público, assinado por 150 cientistas de todo o mundo, que haviam pedido à organização para que se posicionasse a favor do adiamento ou troca de lugar do evento esportivo. Em carta aberta à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, os especialistas de dez países, incluindo o Brasil, alertaram que o zika representa "um risco desnecessário", tendo em conta que 500 mil turistas estrangeiros "vão para ver os jogos e podem ser potencialmente infectados, levando o vírus para casa, onde a infecção pode-se tornar endêmica".

 

A carta enumera evidências científicas recentes que mostraram que o vírus pode causar microcefalia em recém-nascidos e problemas neurológicos em adultos. Os especialistas afirmam ainda que, apesar dos esforços para combater o mosquito Aedes aegypti, os casos da doença continuam aumentando no Rio de Janeiro.

 

Entre os signatários do documento há especialistas de mais de 20 países em áreas como saúde pública, bioética e pediatria, e de universidades de renome, como Harvard, Yale e Oxford. A pesquisadora Débora Diniz, da UnB, é a única representante do Brasil a assinar a carta.

 

A OMS afirmou que o Brasil é apenas um dos 60 países e territórios afetados pelo zika e que pessoas continuam viajando entre esses locais pelos mais variados motivos. A organização reiterou seu conselho anterior, de que mulheres grávidas não devem viajar para os países ou regiões afetadas. Aqueles que querem viajar para o Brasil para ver os Jogos Olímpicos devem, antes, seguir as recomendações de saúde pública de seu país e consultar um médico, afirmou a OMS.