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Ainda há chance de frio no Sudeste?

21/07/2015 às 18:34
por Josélia Pegorim

Se o inverno de 2015 terminasse agora, o frio realmente não seria a característica mais lembrada pela população da Região Sudeste. O ar polar até tem chegado ao Sudeste, mas de forma branda e com pouca persistência. A queda da temperatura que ocorre nesta quarta-feira, 22 de julho, não significa que o frio veio para ficar muitos dias. Algumas áreas do Sudeste vão passar o resto da semana com temperatura amena por causa do excesso de nebulosidade e um pouco de chuva.

Desde o início do outono, o frio mais intenso ocorreu em maio, quando todas as capitais do Sudeste fecharam o mês com média de temperatura máxima abaixo da normal histórica. Isto quer dizer que as tardes de maio nas capitais do Sudeste foram mais frias do que o normal. Porém, as madrugadas foram em geral com temperatura acima da média.

Em junho, ar polar ficou bloqueado no centro-sul da Argentina sobre por vários dias e nem chegava ao Rio Grande do Sul. Porto Alegre chegou a ter impressionantes 29°C na primeira quinzena do mês. No Rio de Janeiro, a temperatura chegou a quase 35°C. Faltou frio nas madrugadas juninas de Belo Horizonte e a capital mineira terminou o mês com média de temperatura mínima 2,4°C acima do normal. Em Vitória, capital do Espírito Santo, junho terminou com temperaturas 1,0°C acima do normal.

Quando o frio parecia perdido de vez, o ar polar ganhou força na segunda quinzena de julho e aí esfriou de verdade. A temperatura na cidade de São Paulo chegou perto do dígito de 10°C, mas não baixou desta marca. Este talvez seja um dos fatos que comprovem como as massas polares estão tendo dificuldade para chegar ao Sudeste em 2015.

Confira os recordes de frio de 2015 das capitais do Sudeste até 21 de julho. As menores temperaturas mínimas e as menores temperaturas máximas consideram a medição convencional.

 

 

 

A pedido da Climatempo, o Instituto Nacional de Meteorologia fez um levantamento dos anos em que a temperatura mínima no Mirante de Santana não ficou abaixo dos 10°C em julho. O resultado: considerando as medições diárias desde 1943, 2015 é o terceiro ano em que isto acontece. Em 21 de julho completamos um mês de inverno.

 

 

 

A impressão das pessoas é de que o inverno acabou. Ou melhor, nem começou direito na Região Sudeste e parece que não vai começar. Estamos num ano de El Niño e este é um grande modificador do caminho dos ventos em escala global. Será que o El Niño vai bloquear todo o frio do Sudeste? O que esperar, então, das temperaturas no restante do inverno? Ainda há chance de termos frio prolongado? O que nos aguarda na primavera? Confira o comentário da meteorologista da Patricia Madeira, uma das especialistas da Climatempo em previsão Climática.

 

 

 

Belo Horizonte (MG) por TripCam