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Como foi o verão nas capitais do Sudeste?

18/03/2016 às 15:30
por Angela Ruiz

O verão 2016 foi influenciado pelo fenômeno El Niño, mas uma forte fase positiva de uma oscilação Madden-Julian também interferiu sobre o Brasil. A oscilação Madden-Julian colaborou para o aumento da chuva em janeiro sobre o Nordeste, sobre Tocantins, Goiás, sobre o norte de Minas Gerais e sobre o Espírito Santo. Mas em fevereiro, a influência do El Niño voltou a ser marcante e muitas áreas do Sudeste voltaram a ficar com pouca chuva.

 

Diante de padrões tão diferentes de um mês para outro, podemos dizer que a Região Sudeste teve um verão definido, dentro dos padrões climatológicos?

 

São Paulo e Rio de Janeiro tiveram muita chuva, mas sobre o norte de Minas Gerais e sobre o Espírito Santo o que predominou nesta estação foi o tempo mais seco.

Confira o balanço do verão nas capitais do Sudeste, com dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Os totais de chuva de dezembro consideram os 31 dias do mês. Os totais de chuva de março vão até o dia 18. Os valores nos gráficos foram aproximados para melhor compreensão.

 

Em São Paulo, janeiro foi o único mês do verão que teve chuva abaixo da média. Choveu 174,7 mm, sendo que e média é de  237,4 mm.

 

 

No Rio de Janeiro, em 18 dias já choveu mais que a média para o mês de março. Porém, o mês mais chuvoso neste verão foi fevereiro. Choveu quase o dobro da média climatológica.  O total acumulado na estação Saúde, no centro do Rio, foi de 228,6 mm, sendo que a média fica em torno de 83 mm.

 

 

Em Belo Horizonte, janeiro foi o mês mais chuvoso do verão 2015/2016. O total acumulado foi de 323 mm, sendo que a média é de 274 mm.

 

 

Em Vitória, o tempo seco predominou e choveu pouco neste verão. Somente em janeiro, a chuva ficou acima da média na capital capixaba. Choveu 185,0 mm sendo que a média é de 143 mm.

 

 

De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, ao longo deste outono o El Niño estará se desfazendo e provavelmente estaremos em normalidade no fim da estação. Por causa disso, devemos ter as massas polares começando a se deslocar com mais facilidade pelo Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste e Norte já em maio (com possibilidade de alguns resfriamentos significativos nos Estados do Sul, em São Paulo e Mato Grosso do Sul já na segunda quinzena de abril).

 

Veja aqui a tendência para o outono no Sudeste