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Blas: primeiro furacão do Pacífico leste em 2016

04/07/2016 às 11:51
por Josélia Pegorim

Atualizado 04/07/2016 às 19:22

O mês de julho começou agitado no oceano Pacífico. Durante o fim de semana surgiram três tempestades severas, mas até o fim da tarde da segunda-feira, 4 de julho, nenhum deles atingia regiões continentais

Nasceu na tarde de 4 de julho o primeiro furacão no oceano Pacífico Leste da temporada de 2016. Seu nome Blas e pela manhã era uma forte tempestade tropical. A transformação para um furacão nesta segunda-feira já era esperada pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, NHC, na sigla em inglês.

 

 

 

Segundo o NHC, às 21 UTC (18 horas em Brasília) de 4 de julho, Blas estava a 1190 km a sul-sudoeste do sul da Baixa Califórnia movendo para oeste-noroeste com velocidade de 22 km/h (era 19 km/h às 9 horas em Brasília). Blas estava com ventos máximos sustentados de 120 km/h, com rajadas maiores. A pressão mínima no seu centro era estimada em 994 (era 999 hPa às 9 horas em Brasília).

 

 

Por enquanto, este furacão não afeta áreas continentais e não foi emitido nenhum alerta para áreas costeiras do México. Mas no boletim de 18 horas (Brasília), o NHC manteve a projeção de que Blas continue se intensificando nas próximas 48 horas e se torne um furacão "major" (super furacão) até a quarta-feira, 6 de julho.

Blas é um grande furacão e tem uma larga área de atuação. Os ventos com força de furacão são sentidos num raio de 35 km/h do centro do furacão, mas is ventos com força de tempestade tropical sentidos num raio de 240 km a partir do centro.

 

Na imagem abaixo, as linhas cheias em azul representam as isotermas (linha que une regiões com a mesma temperatura). Furacões são grandes massas de nuvens carregadas que se sustentam em águas quentes.

  

 

Ex-tempestade tropical Agatha

Agatha, que era uma tempestade tropical na manhã desta segunda-feira perdeu força, como já vinha sendo esperado, e decaiu para uma depressão tropical durante a tarde. Segundo o NHC, às 21 UTC (18 horas em Brasília) de 4 de julho, a depressão tropical Agatha estava a 2075 km  a oeste do extremo sul da Baixa Califórnia e movendo-se para oeste com velocidade de 20 km/h. A pressão mínima no seu centro era estimada em 1006 hPa. Os ventos máximos produzidos por Agatha eram da ordem de 55 km/h, mas com rajadas maiores.

Agatha está em alto mar e não ameaça áreas continentais. Este sistema deve enfraquecer ainda mais nas próximas 24 horas tornando-se uma baixa pressão simples.

 

 

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