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Acre em emergência por causa da seca

09/08/2016 às 16:03
por Maria Clara Machado

O agravamento da seca em Rio Branco, no Acre, já mudou o cotidiano de moradores da capital. O nível do Rio Acre continua baixando e nesta terça-feira (9) atingiu a marca de 1,33 m em Rio Branco, segundo medições feitas pela Defesa Civil local. No último boletim do Serviço Geológico do Brasil, divulgado em 4 de agosto, o nível do Rio estava em 1,42 m.  


Os valores já são históricos, os mais baixos já registrados desde 1971, quando o nível do rio começou a ser monitorado.



Marcelo Weber, morador de Rio Branco, conta que em sua casa só tem água de três em três dias. “Todos ficam de olho nos horários de reabastecimento e correm para encher os baldes”, fala Weber. “O Rio serve para travessia de suplementos como gasolina e principalmente comida e se baixar mais a situação vai se agravar, falta tudo”, acrescenta.

Além do problema da falta de água e abastecimento de suprimentos, a fumaça das queimadas se espalha e afeta a saúde da população. Weber fala que a garganta é a primeira a sofrer. “Nos últimos dias só uma queimada destruiu 60 hectares de mata”.  

“Durante o dia a temperatura está alta, mas tem noite que é frio. Tem áreas com muitas florestas que as temperaturas são mais baixas e eu que ando de moto sinto o choque térmico na hora”, fala Weber.

Com a queda acelerada no nível do Rio Acre, Rio Branco decretou situação de emergência, reconhecida pelo governo federal na semana passada na quinta-feira passada (4). O estado passa agora a receber ajuda oficial de órgãos federais. No total, nove municípios do Acre estão em situação de emergência por causa da seca.

O período de seca está longe de acabar e a chuva só deve retornar com regularidade no mês de outubro. A meteorologista Josélia Pegorim explica “que esse ano já choveu menos do que o normal no verão, por influência do fenômeno El Niño. Então, o Acre já começou o inverno numa situação desfavorável. O inverno é normalmente época de seca, com pouca chuva, e este ano também estão sendo observadas temperaturas muito acima do normal.”

No último dia de julho e no primeiro dia de agosto de 2016, Rio Branco registrou recordes históricos de calor para estes dois meses.