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Furacão deixa mortos e destruição no Haiti

05/10/2016 às 11:58
por Redação

Atualizado 05/10/2016 às 15:44

Matthew segue rumo às Bahamas e à Flórida, mas perde intensidade e é agora furacão de categoria 3. Ao menos dez pessoas morrem no Haiti e na República Dominicana. Passagem por Cuba não causa destruição em larga escala.


  Pessoas tentam se abrigar da chuva em Leogane, no Haiti

O poderoso furacão Matthew matou ao menos dez pessoas no Haiti e na República Dominicana. Os ventos e as chuvas fortes causaram inundações e forçaram centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas nesta terça-feira (04/10), na pior tempestade em quase dez anos no Caribe.

 

Até o momento foram contabilizados seis mortos no Haiti e quatro na República Dominicana. A dimensão dos estragos ainda não está clara, pois a defesa civil do Haiti afirma ter dificuldades para se comunicar com o sul do país por causa da destruição de linhas telefônicas.

No Haiti registraram-se também ao menos 10 feridos e 14 mil deslocados. Mais de 200 casas foram destruídas em Pestel, Dame-Marie e Les Anglais, no sul do país, a região mais afetada pelo Matthew, afirmaram autoridades de emergência.

O furacão também causou sérios problemas nas ligações telefônicas entre Porto Príncipe e departamentos do sul, como Grand Anse e as cidades de Jeremie, Anse D'haineau e Pestel, entre outras. O colapso de uma ponte bloqueou a única estrada que liga a capital, Porto Príncipe, à península que compõe o sul do Haiti.

O ministro do Interior, Yanick Joseph, pediu ajuda a organizações não governamentais internacionais, mas sob a liderança do governo.

Avanço rumo às Bahamas

Matthew perdeu intensidade nesta quarta-feira (5) e apresenta ventos máximos de 185 km/h, mas continua seu avanço rumo ao centro e ao noroeste das Bahamas, depois de passar na terça-feira à noite pelo extremo leste da ilha de Cuba, afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Agora um furacão de categoria 3, Matthew se desloca rumo ao norte-noroeste com uma velocidade de 17 km/h e se encontra 85 quilômetros ao leste-nordeste de Cabo Lucrecia (Cuba) e 185 quilômetros ao sul de Long Island, nas Bahamas. Nesta quinta-feira chegará perto do litoral sudeste da Flórida, nos Estados Unidos, de acordo com o último boletim do NHC.

Espera-se que o ciclone mantenha essa trajetória nesta quarta-feira, mas faça um giro para o noroeste durante a noite, por isso Matthew "passará pelas Bahamas na quinta-feira e muito perto da costa leste da Flórida nesse mesmo dia pela tarde", ressaltaram os cientistas do NHC, cuja sede fica em Miami.

Os efeitos de Matthew começarão a ser sentidos no sudeste e no centro das Bahamas durante a tarde, e na região nordeste do arquipélago pela noite.


Passagem por Cuba
Ainda um furacão de categoria 4, Matthew tocou terra em Cuba nesta terça-feira, em Punta Caleta, no sudeste do país, na província de Guantánamo, com ventos constantes de até 240 km/h e fortes chuvas, afirmou o Insmet, instituto meteorológico estatal.

No leste de Cuba, nas províncias de Camagüey, Granma, Las Tunas, Santiago, Holguín e Guantánamo, 899 mil pessoas foram retiradas de suas casas e realocadas em albergues, centros de amparo ou casas de familiares.

A passagem do furacão pela ilha durou cerca de três horas e destruiu ou danificou algumas casas em Baracoa. Porém, até o momento não há relatos de mortes ou de destruição em larga escala.

Nas últimas horas anteriores à chegada do furacão à ilha já tinham sido relatadas intensas chuvas e fortes rajadas de vento nas cidades litorâneas de Guantánamo, Maisí, Imías, San Antonio del Sur e Baracoa, que estão sofrendo com ressacas e inundações, segundo o Insmet.

Alerta de furacão nos EUA

Os Estados Unidos emitiram um alerta de furacão para a Flórida. O governo do estado americano cancelou as aulas em escolas e universidades em todo o litoral. O alerta foi emitido para a região do lago Okeechobee, no norte do condado de Miami-Dade, e numa faixa entre Golden Beach e Sebastian Islet que se entende por 240 quilômetros.

Parques temáticos, como o Disney World e Sea World, comunicaram que monitoram a situação e poderão fechar as portas caso as condições meteorológicas se agravem.

A governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, cogita evacuar 1 milhão de pessoas no litoral do estado. Se confirmada esta será a primeira evacuação de grande porte no estado desde o furacão Floyd, em 1999.

Muitos moradores já estão deixando a região, gerando tráfego intenso nas rodovias do estado. Os estoques de combustíveis acabaram em alguns postos de gasolina. As autoridades estão em alerta para punir aumentos excessivos nos preços.



RC/ap/efe/lusa