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Por que ventou forte no Sul e litoral do Sudeste?

18/11/2016 às 15:46
por Josélia Pegorim

Atualizado 18/11/2016 às 16:51

Ventos da ordem de 130km/h ocorreram na noite de quinta-feira, 17 de novembro, no litoral de Santa Catarina e muitas áreas do Sul do Brasil tiveram rajadas de 80 a 100km/h. No fim da manhã do dia 18, sexta-feira, uma rajada alcançou 93 km/h na cidade do Rio de Janeiro.

Rajadas de vento de 80km/h a 100km/h podem ocorrer na passagem de nuvens cumulonimbus ou provocadas por alguns ciclones extratropicais fortes. Mas desta vez, a maioria das intensas rajadas no Sul e no Rio de Janeiro foram provocadas pelo impacto do deslocamento de uma massa de ar polar sobre o Sul do Brasil no dia 17 e começou a influenciar o Sudeste no dia 18 de novembro.

 

 

O que gera o movimento do ar, que é o vento, é a diferença da pressão atmosférica numa determinada área. Quando temos uma grande variação da pressão do ar numa distância pequena, o movimento do ar é acelerado e o vento é forte. Quando a pressão varia pouco numa determina área, temos pouco movimento do ar.

Foi isto que ocorreu no Sul do Brasil na tarde e noite do dia 17 de novembro de 2016 quando uma massa de ar polar (ar frio) estava avançando sobre a Região Sul.

A entrada do ar polar gerou uma forte variação da pressão atmosférica em pequenas distâncias, o que aumentou a velocidade do vento. A medida que o ar frio avançava sobre o Sul, a pressão atmosférica subia e em determinados momentos houve uma variação rápida e acentuada da pressão do ar. Assim, em distâncias relativamente pequenas, um local estava com pressão bem mais alta do que outro.

 

Vento diminui

No fim de semana já não teremos mais a ventania provocada por esta brusca variação da pressão atmosférica porque a o ar frio polar (massa de ar polar) já estará influenciando toda a Região Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste. A pressão atmosférica ficará mais homogênea numa grande área.

Uma área de baixa pressão se organiza na costa do Rio de Janeiro e na madrugada e manhã do sábado, 19 de novembro, ainda poderá provocar ventos moderados a fortes no litoral do estado do Rio. Porém, as rajadas mais intensas não devem passar dos 70 km/h

 

A cidade do Rio de Janeiro também sentiu a chegada da massa polar no começo da tarde da sexta-feira, 18 de novembro. Os ventos frios se espalharam sobre a cidade com moderada a forte intensidade.

Veja como estava ventando na região do Grajaú, na zona norte da cidade do Rio no meio da tarde. O registro foi de Carolina Pinheiro Garcia.

 

 

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Entenda mais sobre altas e baixas pressões

 

Na atmosfera existem áreas onde a pressão atmosférica tende a subir e outras onde a pressão do ar tende a baixar. O centro de uma área de alta pressão é o ponto onde temos o maior valor de pressão do ar, em relação a outros pontos próximos. O centro de uma área de baixa pressão é o ponto onde temos a menor medida de pressão do ar, em relação a outros pontos próximos.

As áreas de alta e de baixa pressão atmosférica se movimentam por toda a atmosfera do planeta. Regiões de alta e de baixa pressão do ar são observadas diariamente na superfície e em diversos níveis de altitude na atmosfera.

 

 

 

Todos os dias, para fazer a previsão do tempo para os dias seguintes, os meteorologistas determinam onde estão os centros de baixa e de alta pressão atmosférica e analisam como eles devem se movimentar. É a presença de alta e de baixa pressão do ar que determina a condição do tempo, se vai chover, se vai esfriar, se o tempo vai ficar seco.

Toda da massa de ar polar é um sistema de alta pressão atmosférica. As frentes frias estão sempre associadas a uma área de baixa pressão, onde ocorre a chuva, e a uma área de alta pressão de origem polar, que provoca a queda da temperatura por alguns dias.

A região de alta pressão atmosférica está associada com o tempo seco, um céu com pouca ou nenhuma nebulosidade, com nuvens pequenas. Na região de alta pressão, o ar se movimenta de dentro para fora, do centro para fora da área de alta pressão.

 

 

A região de baixa pressão atmosférica está associada com a formação de muitas nuvens, com chuva. Na região de baixa pressão, o ar se movimenta de fora para dentro, de fora para o centro da região de baixa pressão.