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Águas de março podem salvar o verão?

29/01/2014 às 21:55
por Josélia Pegorim

n style="font-size: 13px;">O consumo de energia chega ao fim de janeiro de 2014 tão ou mais aquecido do que o ar no centro-sul do Brasil, batendo recordes nas principais metrópoles brasileiras. O temor de um racionamento de energia ronda a vida dos brasileiros e ganha pontos a cada queda de luz, nem sempre prevista. O descompasso é geral: não tem chovido de forma satisfatória na região dos principais reservatórios para geração de energia, como as bacias dos rios Grande, entre São Paulo e Minas Gerais, e a rio do Paranaíba, entre Minas Gerais e Goiás. O calor acima do normal no centro-sul do Brasil aumenta naturalmente o consumo e também a evaporação da água. A conta está bastante negativa: está faltando (muita) água nos reservatórios do Sudeste e a geração continua acelerada. As térmicas (energia mais cara) tiveram que ser ligadas. Esta situação de deficiência de água vem mantendo o mercado de comercialização de energia superaquecido, com tendência de alta durante todo o mês de janeiro. A conta está bastante negativa: está faltando (muita) água nos reservatórios do Sudeste e a geração continua acelerada. As térmicas (energia mais cara) tiveram que ser ligadas. Esta situação de deficiência de água vem mantendo o mercado de comercialização de energia superaquecido, com tendência de alta durante todo o mês de janeiro. Os reservatórios do Grande e do Paranaíba receberam menos chuva do que o normal em dezembro de 2013 e em janeiro de 2014, dois meses normalmente chuvosos. Se a chuva não cair em grandes volumes até março, as condições para geração de energia vão piorar muito, pois não se pode contar com a chuva esporádica do outono/inverno para refazer as reservas de água. A situação de calor excessivo e pouca chuva ainda deve predominar sobre o centro-sul do Brasil pelos menos nos primeiros 10 dias de fevereiro. Porém, as previsões a médio prazo indicam que o bloqueio atmosférico, que vem impedindo a ocorrência da chuva normal, deve começar a ser rompido na segunda quinzena de fevereiro. As águas de março poderão salvar o verão? O meteorologista Alexandre Nascimento, especialista em análise climática da Climatempo, dá a resposta em entrevista para a meteorologista Josélia Pegorim.