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Aumenta o nível de alerta no Sudeste

07/01/2010 às 11:30
por Josélia Pegorim

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ndo as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a capital paulista já acumulou 45% da média de chuva de janeiro, que historicamente é a maior do ano. O total de chuva acumulado na estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da cidade, do dia 1 de janeiro até 10 h do dia 7 foi de 116,4 milímetros, o que corresponde a 45% da média para o mês. Entre 10h do dia 6 e 10 h do dia 7 choveu 7,5 mm. Uma frente fria está no litoral paulista e se intensifica nas próximas 24 horas. Até o sábado, sistema deve ficar quase parado em alto-mar, perto do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os meteorologistas não costumam gostar da combinação de frente fria e um ar muito úmido e quente. O pouco de ar polar que vem junto com a frente fria acentua o choque térmico na atmosfera. Esse contato do ar quente e úmido com o ar polar facilita a formação de nuvens mais carregadas, que provocam chuvas de maior intensidade. Além disso, ventos úmidos e quentes do centro-norte do Brasil continuam soprando para o Sudeste, alimentando as nuvens de umidade. A presença da frente fria nos próximos dias, perto do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, aumenta o nível de alerta para chuvas fortes e volumosas no Sudeste do Brasil. Isto significa que o risco de novos deslizamentos, de alagamentos e transbordamentos também aumenta. A quarta-feira amanheceu com muitas nuvens e chuva em várias localidades do interior paulista e instabilidade se intensificava já pela manhã. A cidade de São Paulo amanheceu até com chuviscos. Belo Horizonte teve uma madrugada chuvosa e o calor de 32ºC, na cidade do Rio de Janeiro, às 9 horas da manhã, transformava a capital fluminense quase que numa bomba atmosférica. Pelo menor até o domingo, as fortes pancadas de chuva poderão ocorrer em muitas áreas da Região Sudeste, incluindo as áreas do vale do Paraíba, em São Paulo, e Angra dos Reis, no sul do Estado do Rio de Janeiro, as mais afetadas pela chuva volumosa da virada para 2010. Mas a situação agora é ainda mais crítica porque os solos ainda estão encharcados. Não será preciso chover tanto quanto nas festas de Ano Novo. Chuvas menos volumosas já poderão causar novos e grandes estragos.