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Calor fora de hora continua no centro-sul do Brasil

02/07/2012 às 18:38
por Josélia Pegorim

Calor fora de hora continua no centro-sul do Brasil   A tarde deste 2 de julho foi a mais quente em São Paulo e no Rio de Janeiro em quase 30 dias. Na leitura das 15 horas feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura chegou ao 26,7C na capital paulista e aos 33,1ºC, na praça Mauá, no centro do Rio. Foram as temperaturas mais altas nas duas capitais desde o dia 4 de junho. Em Porto Alegre não esquentava tanto como na tarde desta segunda-feira desde o dia 4 de abril! A temperatura chegou ao 31,1ºC. Até os quase 25ºC de Curitiba foram demais para julho. A temperatura às 15 horas foi de 24,8ºC, segundo o Inmet, a maior na capital do Paraná desde o dia 30 de maio. Em Florianópolis, o calor chegou aos 31ºC e a tarde de hoje foi a mais quente desde o dia 29 maio.   Temperatura muito acima do normal As temperaturas registradas nesta tarde foram muito altas para os padrões normais de julho. Em Porto Alegre e em Florianópolis, a diferença para a média ficou em torno de 11ºC. A temperatura máxima média de referência para julho é a segunda ou a primeira mais baixa do ano nas capitais do Sul e também em São Paulo e no Rio de Janeiro.  
Capital

Temperatura máxima

2 jul 2012

Referência julho

Diferença para a média

Porto Alegre

31,1ºC

19,7ºC

11,4ºC

Florianópolis

31,0ºC

20,4ºC

10,6ºC

Curitiba

24,8ºC

19,4ºC

5,4ºC

São Paulo

26,7ºC

22,1ºC

4,6ºC

R. de Janeiro

33,1ºC

27,6º

5,5ºC

  Esta segunda-feira foi marcada pelo céu azul nas capitais do Sul e também em São Paulo e no Rio de Janeiro. O sol brilhou forte. Mas a temperatura acima do normal não pode ser explicada só pela incidência do sol. O superaquecimento é conseqüência da falta de ar polar e da entrada de ventos quentes vindos do Norte do Brasil.   Bloqueio atmosférico Um bloqueio atmosférico que vem sendo observado sobre a América do Sul desde o fim da semana passada. A circulação dos ventos está retendo as massas polares fortes na Patagônia, no centro-sul da Argentina. Situações meteorológicas assim podem ocorrer em qualquer época do ano e até no inverno.     Mas estes bloqueios não costumam durar mais do que 15 dias e este começará ser rompido no fim desta semana. Uma frente fria forte avança sobre a Argentina na quarta-feira, dia 4 de julho, e na quinta-feira entra no Sul do Brasil e no Paraguai. Esta frente fria vai conseguir provocar um pouco de chuva em São Paulo e em Mato Grosso do Sul no próximo fim de semana, 7 e 8 de julho. Este sistema vai fazer uma “trinca”, a primeira rachadura na barreira dos ventos que causam o bloqueio atmosférico. O frio intenso desta frente fria será sentido mesmo pelos gaúchos e catarinenses. Um pouco antes do fim da segunda quinzena de julho, uma segunda frente fria vai trazer uma outra massa polar forte, que então deve romper o bloqueio, fazendo com do que o ar polar se espalhe com força pelo centro-sul do Brasil. Esta segunda massa polar deve provocar frio de inverno.