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Caminhões-pipa não vão dar conta do rodízio de água

12/02/2015 às 15:43
por Redação

por Maira Di Giamo

A procura por caminhões-pipa na região metropolitana de São Paulo aumentou desde o início da crise no abastecimento de água. Porém, de acordo com algumas empresas de transporte de água, nas últimas semanas o serviço caiu cerca de 60%. O proprietário da Boni Transportes, Sr. Augusto, acredita que um dos motivos dessa queda é a economia que as empresas precisaram fazer.  “Uma firma que tinha 30 banheiros, 50 chuveiros, agora está usando 2 chuveiros”, afirma o proprietário.

Outro problema alarmante é que os poços artesianos que fornecem a água diminuíram muito sua vazão, o que significa que os lençóis freáticos também estão sofrendo com a seca. “Os poços artesianos que davam 70 mil litros por hora, hoje estão dando 30 mil. Então, a quantidade de água lá em baixo, onde tem poços artesianos, diminuiu em 90% das bicas. O lençol freático baixou", afirma Sr. Augusto.

Sr. Augusto  também explica que a fila para pegar água das bicas é devido à falta d’água nos poços, e não à alta procura dos consumidores.  Esse esgotamento do lençol freático impede algumas transportadoras de fornecerem água para empresas grandes. “Empresas grandes a gente nem pega. Por exemplo, uma empresa grande em São Paulo pediu para a gente entregar água, mas não adianta porque não tem água para entregar. Eles querem 700 mil litros por dia, então não dá para entregar. Antigamente dava, se fosse no ano passado dava, mas agora não dá”.

O rodízio de água é uma preocupação de toda a população. Se acontecer um rodízio de cinco dias sem água e dois com água, como chegou a ser cogitado pela Sabesp, nem os caminhões-pipa poderão nos salvar. “Se começar o rodízio de cinco dias, aí a procura vai ser maior, mas aí o que vai acontecer, não vai dar", conclui Sr. Augusto.

Confira o que diz Sr. Augusto, proprietário da Boni Transportes:

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