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Inverno seco e suas consequências

01/07/2012 às 08:06
por Aline Tochio

Como
é comum nessa época do ano, uma grande massa de ar seco está atuando na maior parte do Brasil. Esse sistema influencia desde a região Sul até o interior do Norte e do Nordeste, garantido dias de tempo aberto.  Quando isso acontece e quando não temos a atuação de massas polares fortes, a temperatura até fica elevada durante a tarde para os padrões do inverno. Mas com esse tempo seco e estável, começam a surgir alguns problemas, que também acabam se tornando característicos dessa época de inverno. Um deles são os baixos valores de umidade do ar. Na influência da massa de ar seco, a quantidade de vapor de água na atmosfera é menor, diminuindo, portanto a umidade relativa do ar. É muito comum vermos índices de umidade abaixo de 30% em várias áreas do País, o que já causa certo incômodo na população, especialmente em quem já possui problemas respiratórios. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), valores de umidade do ar entre 21 e 30% são considerados estado de atenção. Entre 11 e 20% a faixa é de alerta, e abaixo de 11% é considerado estado de emergência. Outro problema do inverno é o aumento do número de queimadas ou de focos de fogo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, em junho deste ano foram registrados 5891 focos de fogo no Brasil, 28% a mais do que o mesmo período de 2011. O Estado com maior número de queimadas é o Mato Grosso, com 1651 focos. Em segundo lugar vem o Tocantins, com 922 focos de fogo, e em terceiro lugar está o Maranhão, com 915. Esses números são maiores do que junho de 2011, quando tivemos mais chuva nessas áreas. Só para comparação, os três Estados estavam na mesma posição no ranking nacional em junho de 2011. Mato Grosso registrou 974 focos de fogo, ficando em primeiro lugar novamente, Tocantins tinha 717 focos, também em segundo lugar, e Maranhão registrou 602 focos. Aliados aos dois problemas citados acima, vem a piora na qualidade do ar. Com o ar mais parado, sem vento ou com pouco vento, os poluentes não conseguem se dispersar. Além disso, a grande quantidade de radiação solar que chega aqui na superfície aumenta a concentração de ozônio na atmosfera. Durante o mês de julho, os grandes centros urbanos podem ter qualidade do ar inadequada, chegando a ser registrada qualidade má num pior cenário. Tendo em vista todos esses problemas, a recomendação é sempre ingerir muito líquido, especialmente água e sucos mais leves. Evitar fazer exercícios físicos nas horas mais quentes do dia, quando também são registrados os menores valores de umidade do ar. As pessoas que possuem dificuldades respiratórias, além de crianças e idosos, podem colocar bacias de água ou toalhas úmidas nos quartos, para ajudar a aumentar a quantidade de vapor de água nos ambientes. E não esquecer de usar protetor solar, porque o sol e o calor não são de verão, mas a radiação solar ainda é intensa. Veja abaixo um resumo do da previsão para o mês de julho em todo o Brasil:
  • O mês de julho apresenta pouca chuva em toda a região central do Brasil, o que é bastante comum nesta época do ano. A umidade relativa do ar atinge baixos valores em Mato Grosso, em Goiás e no Piauí.
  • Na Região Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul a chuva diminui com relação a junho.
  • O mês começa frio, mas logo esquenta. Uma massa de ar frio causa declínio acentuado de temperatura na maior parte do País, e até no Acre, (fenômeno da friagem) no fim do mês, com geada e neve nas regiões serranas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.