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Chuva de janeiro já superou a média em muitas áreas de MG, RJ e ES. SP terá aumento da chuva a partir de 13 de janeiro

09/01/2012 às 11:09
por Josélia Pegorim

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icionalmente, janeiro é uma época de muita chuva em todo o Sudeste do Brasil. Em praticamente todas as áreas da região, a média de chuva de janeiro é maior ou a segunda maior na escala anual. São grandes volumes que variam, em de 200 a 360 milímetros. Nestes primeiros dias de 2012, a chuva só não tem dado trégua a Minas Gerais, Rio de Janeiro e ao Espírito Santo. Em muitas áreas dos três estados, a chuva acumulada em apenas 8 dias de janeiro já igualou ou está muito próxima da média normal. Em algumas regiões, já choveu mais do que o normal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet, entre 1 e 8 de janeiro, Belo Horizonte acumulava 82% da média de chuva do mês. Já choveu 244 milímetros para uma média de 296 milímetros. Em Vitória, depois de um temporal entre os dias 5 e 6 de janeiro, que despejou quase 108 milímetros sobre a cidade, a chuva acumulada em janeiro já está 37 % acima da média. A região de serrana e todo norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro, a zona da mata mineira, a região do vale do rio Doce e centro-sul capixaba, incluindo áreas serranas, também já receberam mais chuva do que o normal. (As áreas em tons de azul indicam chuva acima da média normal para o mês) Chuva aumenta em SP e diminui nos demais estados do Sudeste Até o fim desta semana, as condições meteorológicas ainda estarão favoráveis a concentração de chuva sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Mas a partir da sexta-feira, dia 13, a chuva tende a diminuir. A circulação de ventos sobre o Sudeste vai mudar dissipando grande parte da massa de nuvens de chuva que está parada sobre estes estados. Porém, a chuva vai aumentar em São Paulo, que até agora não teve grandes problemas com a chuva de janeiro. Uma frente fria vai chegar a São Paulo no dia 13 e vai dar início ao processo de aumento da instabilidade no Estado. A previsão é de que chova muito o Estado de São Paulo no período de 13 a 21 de janeiro. ZCAS e a chuva de janeiro Todo janeiro é parecido no Sudeste do Brasil: chove, chove e chove muito. As tragédias decorrentes do excesso de chuva acontecem em todos os Estados, em maior ou menor extensão, em alguma época do mês. Além das pancadas de chuva típicas dos dias quentes e úmidos do verão, que acontecem à tarde e à noite, o grande volume de chuva que cai sobre o Sudeste do Brasil nesta época é provocada por uma extensa massa de nuvens que ficam quase que paradas sobre a Região, por vários dias, mais de uma semana. É uma situação tão comum em janeiro que precisou até ser batizada pelos meteorologistas:ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul. As nuvens da ZCAS se formam e são alimentadas a partir de uma circulação de ventos sobre a América do Sul que força a concentração de umidade e calor sobre o Sudeste. São ventos úmidos e quentes que sopram do Norte do Brasil e outros ventos úmidos e mais frescos que sopram do mar, com a passagem das frentes frias, que se chocam constantemente sobre o Sudeste. O resultado final é como um conjunto de torneiras abertas permanentemente sobre o Sudeste, dias seguidos. Ao longo do verão, ou de um verão para outro, essa massa de nuvens de chuva muda de lugar sobre o Sudeste, mas sempre se forma. Em alguns verões, chove mais em São Paulo, no Triângulo Mineiro, no centro-sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em outros anos, a chuva mais volumosa e constante cai sobre o Espírito Santo, o centro-norte do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.