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Número de mortos em Itaóca, SP, sobe para dez e há previsão de novo temporal

14/01/2014 às 13:24
por Redação

A Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou hoje (14) um boletim atualizado confirmando dez mortes em Itaóca após a chuva que começou na noite de domingo (12) e continuou durante a madrugada de segunda-feira (13). De acordo com as informações, 100 casas foram afetadas e 83 famílias, que totalizam 322 pessoas, estão desalojadas. Nove pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para a Escola Municipal Elias Lages de Magalhães. De acordo com Vitor Kratz Censon, meteorologista da Climatempo, uma nova frente fria em formação, que vai avançar pelo sul do Brasil, poderá provocar nos próximos dias mais chuvas no interior do estado de São Paulo, incluindo fortes pancadas em Itaóca, devido ao calor da região e aos ventos quentes e úmidos do Norte ou da Amazônia.

O rio Palmital, que corta a área urbana da cidade de 3 mil habitantes, aproximadamente, transbordou com a chuva, o que fez com que várias casas fossem arrastadas pela água, além de árvores, carros e trechos de ruas. O prefeito, Rafael Rodrigues de Camargo (PSD), decretou estado de calamidade pública. Em entrevista ao G1, o chefe de gabinete da Prefeitura, João Batista Belizário, afirmou que pode haver mais mortes: “duas pessoas morreram quando um carro rodou em uma ponte e caiu dentro do rio. Várias outras morreram no bairro Guarda Mão. As casas foram arrastadas pela chuva com os moradores dormindo dentro delas”.

O governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), foi até Itaóca na segunda-feira e passou a noite na região para acompanhar o trabalho dessa terça-feira. Ao G1, Alckmin declarou que “a situação é de calamidade pública extremamente grave. A tromba d’água afetou diversas áreas e ainda causou deslizamentos”.

Sobre a chuva, o meteorologista explica que havia previsão para a região, mas que é quase impossível saber a intensidade com que vai cair. Pode-se prever se vai ser forte ou fraca em determinadas regiões, como na cidade de São Paulo, onde acontece de cair um temporal em determinado bairro, mas não ter uma gota de água em outro. Em Itaóca, esperava-se uma chuva típica de verão. “Houve uma combinação de fatores que causou a chuva na região. As áreas de instabilidade associadas a um sistema de Baixa Pressão, fenômeno que também facilita na formação dessas áreas, e o tempo abafado da região contribuíram com a intensidade das pancadas”, explicou.

Foto: Divulgação/ www.saopaulo.sp.gov.br