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Como proteger sua saúde durante as enchentes

19/12/2011 às 16:59
por Redação

O contato com água contaminada durante as chuvas aumentam os riscos de contaminação
Os alagamentos causados pelas chuvas típicas do verão expõem muitas pessoas à lama e à água suja. Este contato pode ser danoso à saúde, pois aumentam as chances de contágio de doenças como leptospirose, dengue, hepatite A e diarreia. E nessa época, os cuidados devem ser redobrados para controlar a proliferação dessas doenças. Com as enchentes, as pessoas têm contato com esgotos e, muitas vezes, o lençol freático é contaminado, facilitando tanto a transmissão de doenças como a proliferação de seus vetores – como o mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue. Dores pelo corpo e de cabeça, diarreia, vômito, febre e pele amarelada podem ser sinais de dengue, leptospirose ou de hepatite A. Os sintomas de algumas patologias podem demorar de dois até 30 dias para se manifestar, por isso é importante ficar atento a qualquer indício e procurar um médico. Algumas das doenças causadas pelo contato com a água da chuva têm sintomas parecidos. É importante que, assim que sentir algum sintoma, a pessoa que esteve em contato com águas de enchentes procure atendimento médico urgente.  Além disso, a prevenção deve sempre ser feita. É recomendável que as pessoas busquem evitar ao máximo o contato com as águas de enchentes e tomem cuidado com o manuseio e a ingestão de alimentos e de bebidas. Abaixo as doenças causadas pelo contato com enchentes: Dengue Com as chuvas, muitos locais armazenam água limpa e parada, facilitando o surgimento de criadouros e, consequentemente, de mosquitos. Os sintomas da doença são febre alta, dores de cabeça, dores retro-oculares, cansaço e manchas pelo corpo. A atenção deve ser redobrada e deve-se evitar manter em casa objetos como pneus, baldes, vasos ou quaisquer outros recipientes que mantenham a água parada, funcionando como criadouro para os mosquitos. Diarreias Várias são as possíveis causas de diarreia, por exemplo as bactérias, os vírus e também alguns parasitas. Nesta época do ano, observa-se uma maior ocorrência de surtos relacionados ao norovírus. Este vírus resiste às condições ambientais, sendo caracterizado por ter alta transmissibilidade, através de água, dos alimentos contaminados, de contato com objetos, ou nadando em piscinas e lagos. Os locais de ocorrência desses surtos incluem restaurantes, refeições de avião, navios de cruzeiros, escolas, assim como grupos de pessoas em férias, em locais como praias, estâncias turísticas, parques aquáticos e outros com grandes aglomerações humanas. Os sintomas são principalmente vômitos, diarreia e febre. Acomete crianças e adultos e tem geralmente curta duração, em média dois ou três dias. Leptospirose A doença é transmitida por urina de animais infectados, principalmente dos roedores, e é considerada potencialmente fatal. A bactéria pode ser adquirida por meio do contato da água contaminada com feridas na pele ou nas mucosas. Os sintomas variam desde formas leves, às vezes assintomáticas, febre, dores musculares, dor de cabeça, até quadros graves, com icterícia e insuficiência renal e de outros órgãos. Hepatite A A doença afeta o fígado e é de transmissão oro-fecal. Muitas vezes, as pessoas infectadas, especialmente as crianças, não têm sintomas, mas continuam sendo potenciais transmissoras do vírus. Quando aparecem, os sintomas são vômitos, náuseas, dor abdominal, hipoatividade e aumento do fígado, acompanhado de icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas). Ressaltamos que esta é uma infecção que pode ser prevenida através do uso de vacinas seguras e efetivas, administradas a partir de um ano de idade.