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Forte nevoeiro deixa a visibilidade péssima no aero internacional de São Paulo

15/06/2010 às 10:50
por Josélia Pegorim

O tr
áfego aéreo no Brasil deve estar sendo muito prejudicado nesta manhã, por conta da má visibilidade no aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Às 9 horas, a visibilidade ainda não passava dos 100 metros, por conta do forte nevoeiro que se formou no local.  A visibilidade começou a baixar por volta da meia-noite, quando a névoa reduziu a visibilidade para 4500 metros, com frio de 10ºC. Durante toda a madrugada, enquanto o frio aumentava, as operações no aeroporto foram feitas sob névoa moderada a forte, e a visibilidade variou entre 2500 e 4500 metros. Às 5 horas da madrugada, a temperatura baixou para 7ºC . Poucos minutos após as 6 horas, a visibilidade despencou de 4500 metros para apenas 500 metros. O nevoeiro foi ficando mais denso e a visibilidade às 6h28 baixou para 100 metros, conforme o registro das informações meteorológicas do local. A visibilidade de 100 metros persistia até 9 horas. Embora o aeroporto internacional de Guarulhos seja equipado com os equipamentos mais sensíveis do país para auxílio aos pilotos em caso de má visibilidade, a restrição de 100 metros está abaixo da capacidade dos instrumentos e inviabiliza as operações. Às 9h35, o nevoeiro enfraqueceu e a visibilidade aumentou para 400 metros. Às 10 horas, com a total dissipação do nevoeiro, a visibilidade aumentou para 1500 metros. Além de São Paulo, o aeroporto internacional Afonso Pena, na Grande Curitiba, também teve problemas com o nevoeiro. A visibilidade começou a piorar pouco antes da meia-noite. Às 00h45, a visibilidade no local ficou reduzida para 900 metros e foi diminuindo cada vez mais no decorrer da madrugada. Das 6 às 9 horas, a visibilidade no Afonso Pena ficou reduzida a 300 metros. O nevoeiro se dissipou por volta das 10 horas e a visibilidade aumentou rapidamente, normalizando as operações aéreas. O nevoeiro que se formou em áreas da Grande São Paulo e da Grande Curitiba foram consequência da baixa temperatura e de uma situação meteorológica especial que os meteorologistas chamam de "subsidência". Isto significa que o o movimento do ar sobre São Paulo e Curitiba está orientado de cima para baixo. Quando este movimento é predominante, o resfriamento durante a noite é mais acentuado e o ar perto do solo fica quase parado.  A baixa temperatura faz com que ocorra a condesação do ar mais úmido próximo da superfícíe, formando então o nevoeiro, ou neblina, na forma popular. O nevoeiro se dissipa naturalmente com o aquecimento gradual do ar. O fenômeno pode ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora e época do ano, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis. Ar parado, frio e muita umidade são condições básicas para a formação do nevoeiro.