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Fumaça de queimadas: perigo no ar e nas estradas

30/08/2013 às 20:53
por Josélia Pegorim

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a sexta-feira, o aeroporto de Porto Velho, capital de Rondônia, registrou fumaça na sua área em várias horas. A sigla FU é o indicativo de fumaça, na mensagem codificada emitida pelo aeroporto. SBPV 302300Z 00000KT 5000 HZ FU NSC 27/15 Q1011 SBPV 302200Z 23001KT 5000 HZ FU NSC 30/15 Q1011 SBPV 301300Z 19002KT 5000 HZ FU NSC 26/17 Q1015 SBPV 301200Z 00000KT 5000 HZ FU NSC 23/19 Q1015 SBPV 301100Z 00000KT 5000 BR FU NSC 19/17 Q1014 SBPV 301000Z 00000KT 5000 BR FU NSC 18/16 Q1014 Esta imagem do satélite AQUA-MODIS, operado pela NASA, dos Estados Unidos, foi captada a 1 km acima do solo. Os pequenos contornos em vermelho representam focos de fogo. É possível perceber claramente a pluma de fumaça que sai destes pontos. No fim da tarde desta sexta-feira, ventos da direção sudoeste levavam a fumaça em direção ao aeroporto de Porto Velho. A visibilidade ficou reduzida a 5000 metros. Muitos outros locais do Brasil sentem o mesmo problema nesta época do ano. Fumaça é comum nesta época no Brasil  Esta época do ano é normalmente marcada por um aumento as queimadas agrícolas. Os agricultores põem fogo nos campos para queimar o mato e o que restou de plantações velhas. É a limpeza do terreno como parte da preparação do processo da nova safra que logo começará a ser plantada. A quantidade de focos de fogo só aumenta e a fumaça se espalha pelo ar, ao sabor do vento. Se não há vento, a fumaça fica ainda mais concentrada em um local. Dependendo da direção dos ventos, a fumaça pode avançar sobre os centros urbanos causando grande incômodo para a população. As pessoas respiram a fumaça. A fuligem entra nas casas. Outro grande problema trazido pelo aumento das queimadas é a redução da visibilidade nas estradas, rios e aeroportos, o que compromete a segurança.