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Grandes ciclones no Atlântico Sul - risco de ressaca

17/06/2014 às 23:05
por Josélia Pegorim

n style="font-size: 13px;">Dois ciclones extratropicais se movimentam na porção mais ao sul do Atlântico Sul, passando ao largo da costa da Argentina, indicados pela letra B (baixa pressão). Os ciclones extratropicais são comuns no Atlântico Sul e são caracterizados por baixas pressões profundas, em geral abaixo de 1000 hPa em superfície. Estas baixas pressões intensas normalmente são a parte final de uma frente fria.       Nesta terça-feira, 17 de junho, estes ciclones foram observados nas imagens de satélite. Sua posição aproximada é indicada pela letra B. Repare que as nuvens (manchas em verde, azul, branco) giram no sentido dos ponteiros do relógio (horário) formando um desenho parecido com um caracol, ou a cauda de um escorpião. Na carta de pressão e de ventos é possível perceber que a região onde a pressão do ar está baixa (B), os ventos (indicados por setas) fazem um giro horário, no mesmo sentido do relógio. O ar úmido se movimenta neste mesmo sentido e converge para o centro da baixa pressão gerando muitas nuvens.         Ressaca Ciclones extratropicais causam vento forte, que podem passar dos 100 km/h. A ventania deixa o mar agitado (agitação marítima) e força o empilhamento da água do mar. Camadas de água vão se sobrepondo, o que gera grandes ondas que podem avançar para o continente provocando o que conhecemos como ressaca. As grandes ondas geradas por estes ciclones extratropicais observados nesta terça-feira começam a chegar ao litoral do Rio Grande do Sul no decorrer esta quarta-feira. O risco de ressaca no Sul alto nos dia 19 de junho no Sul e no dia 20 de junho nas praias do Sudeste. As grandes ondas se afastam do litoral do Brasil durante o dia 21, início do inverno.   Tempo no Jogo, o canal da Climatempo na Copa 2014. De olho na bola e no tempo! Participe! Clique o tempo na Copa: #temponojogo