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Inverno 2011 - confira a previsão climática para cada Região do Brasil

20/06/2011 às 19:21
por Josélia Pegorim

ong>INVERNO 2011 A previsão climática aqui apresentada foi elaborada por meteorologistas da Climatempo e podem diferir da análise de outros centros de meteorologia do país. As análises consideram condições gerais esperadas para cada Região do país. Em pequenas áreas, pode haver diferenças, para mais ou para menos, em relação à tendência climática geral. O Inverno começa oficialmente nesta terça-feira, 21 de Junho, às 14h16, no horário de Brasília. A estação se inicia depois de quase um mês e meio de dias frios o Sul e no Sudeste. Desde o começo de maio, várias frentes frias com massas polares fortes passaram pelo centro-sul do Brasil. Entre o finzinho de maio e o começo de junho duas massas polares provocaram forte resfriamento no Sul e no Sudeste, com registro de até 7,9 graus abaixo de zero em Urupema (SC), segundo dados do EPAGRI-CIRAM. E para os próximos meses? Sempre perguntam aos meteorologistas o seguinte: Se o Outono foi frio assim, isso quer dizer que o Inverno será muito frio? E eles sempre respondem: Não, necessariamente. O Outono é a estação de transição entre o Verão e o Inverno e, portanto, é normal termos dias muito quentes no começo da estação, semelhantes aos dias de Verão, e muito frios no fim da estação, parecidos aos dias de Inverno. O fenômeno La Niña enfraqueceu e as condições de mar já podem ser consideradas de neutralidade. Os modelos estatísticos e dinâmicos de clima indicam a neutralidade até o fim do ano. Em julho, seis sistemas frontais atuam no Brasil, um a menos que a média climatológica. Destaque para a atuação de uma frente fria, no início da segunda quinzena do mês, que favorece o aumento da umidade na faixa litorânea do Nordeste. O mês inicia com temperatura elevada em grande parte do País, mas as massas de ar frio proporcionam queda acentuada de temperatura em várias localidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No fim do mês deve ocorrer o fenômeno da friagem na Região Norte. Durante o mês de agosto, a atuação de massas de ar frio proporciona declínio acentuado de temperatura na Região Sul, com geada. Na maior parte do País, a chuva fica próxima dos valores médios históricos, o que é bem pouco. A umidade relativa do ar pode cair a valores inferiores a 20% no Brasil Central e na região Sudeste. A situação de estiagem proporciona aumento do número de focos de queimada no centro-norte do Brasil. Seis frentes frias atuam em agosto e têm rápido deslocamento, com fraca intensidade. Agosto deve ser, de forma geral, menos frio do que julho. Setembro deve ser marcado por altas temperaturas no Centro-Oeste do Brasil. A chuva fica abaixo da média histórica em grande parte do Sul do País, com exceção do Paraná, onde deve chover com regularidade devido à passagem das frentes frias. Cinco massas de ar frio de fraca intensidade devem atuar no País em setembro. EXPECTATIVA PARA O PRÓXIMO TRIMESTRE EM CADA REGIÃO DO PAÍS SUL Ø No Sul, durante o mês de julho, 6 frentes frias passam rapidamente pelo Rio Grande do Sul e não provocam muita chuva. O total acumulado fica um pouco abaixo da média em toda a Região. A previsão é de cinco massas polares, que provocam intenso resfriamento. Há previsão de geadas em toda a Região, com forte intensidade, especialmente no meio e no fim do mês. Ø A fraca atuação das frentes frias no mês de Agosto deixa o total acumulado abaixo da média na maior parte das áreas. Apenas o sudeste gaúcho pode registrar mais chuva que o normal. São esperados seis sistemas frontais, e apenas uma deles deve provocar chuva forte no Rio Grande do Sul na terceira semana do mês. Apenas uma massa de ar polar é forte, e ocorre formação de geada na segunda semana do mês. Ø Em Setembro, a passagem de sistemas frontais contribui para a ocorrência de chuvas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas o total acumulado fica um pouco abaixo do normal. A temperatura fica acima da média em toda a Região. SUDESTE Ø No Sudeste a chuva fica acima da média no leste de São Paulo em Julho, por conta do avanço de cinco frentes frias. Nas outras áreas a chuva fica perto do normal, o que, nesta época do ano, significa pequenos volumes acumulados. As frentes frias vêm acompanhadas de massas polares de forte intensidade, e não se descarta a possibilidade de formação de geada, especialmente na última semana do mês. As áreas mais prováveis para a formação de geada são o oeste e o sul de São Paulo e a Serra da Mantiqueira. Ø Em Agosto quase não chove e as maiores deficiências de chuva ficam no sul e no oeste de São Paulo. Na segunda quinzena podem ser registrados valores de umidade relativa do ar inferiores a 20% em diversas localidades. O mês começa frio, com a influência de uma forte massa de ar polar, que pode até provocar a formação de geada nas áreas mais altas da Serra da Mantiqueira, mas as demais massas polares que atuam na Região ao longo do mês são fracas e a temperatura fica um pouco acima do normal. Ø No Sudeste, as frentes frias chegam fracas em Setembro e causam chuva irregular. Mesmo assim, toda a Região tem chuva normal a acima da média em Setembro, com a indicação de início do período chuvoso na época normal. A temperatura fica acima da média. CENTRO-OESTE Ø No Centro-Oeste chove pouco em Julho, mas a passagem de pelo menos duas frentes frias provoca alguma chuva em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. As massas polares que acompanham as frentes frias são fortes, e há previsão de formação de geada no sul da Região. Os maiores resfriamentos ocorrem na segunda e na última semana do mês. Ø Praticamente não chove na maior parte das áreas neste mês de Agosto, e as poucas pancadas observadas deixam o total acumulado um pouco acima da média histórica no sul de Mato Grosso e no sul e no nordeste de Goiás. Nas outras áreas a chuva varia entre normal e ligeiramente abaixo da média. A temperatura fica mais alta com relação ao mês de julho e apenas uma massa de ar polar é significativa, no começo do mês. Ø Em Setembro chove bastante em Goiás e no Distrito Federal, especialmente na segunda quinzena do mês, colocando fim ao período de estiagem do inverno. Nas outras áreas a previsão é de chuva normal a um pouco acima da média. A temperatura fica acima da média em todas as áreas, e a expectativa é de calor. NORDESTE Ø No Nordeste, durante o mês de Julho, a maior parte da chuva ocorre em Sergipe e no leste de Alagoas, associada à formação de áreas de instabilidade ao largo do litoral da Região. Chove mais que o normal também no oeste de Pernambuco e no sul do Maranhão. Já na faixa norte da Região, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, no centro-leste de Pernambuco e no sul da Bahia a chuva fica abaixo da média. De forma geral, na maior parte das áreas, chove dentro dos padrões de normalidade. Ø Em Agosto, ainda ocorre formação de áreas de instabilidadeno Nordeste, mas a entrada de ondas de leste na faixa leste da Região (entre Pernambuco e Rio Grande do Norte) é irregular. A previsão é de chuva perto do normal em toda a Região. Ø Já em Setembro, a chuva volta a ocorrer com grandes volumes no Maranhão e o total acumulado fica acima da média. No norte do Piauí, no Ceará e no centro-oeste da Bahia a previsão é de chuva perto do normal. Nas outras áreas a previsão é de chuva e de temperatura de normal a ligeiramente acima da média. NORTE Ø No Norte apenas Roraima, o noroeste do Pará, o sul do Amapá e o centro do Amazonas ainda terão chuva acima da média neste mês de julho. Nas outras áreas, a chuva varia de abaixo à próxima da média histórica. As massas polares entram com freqüência no sul da Região e o maior resfriamento ocorre na última semana do mês, quando se observa o fenômeno da friagem. Ø Em Agosto, a chuva fica abaixo da média no norte e no leste do Amazonas. Em todas as outras áreas ocorre formação de algumas áreas de instabilidade e a previsão é de chuva normal. Não ocorre friagem. Ø Já para Setembro, a previsão é de que chuva fique muito acima da normal climatológica no Tocantins, no Pará, no Amapá, em Rondônia e no oeste do Amazonas. As outras áreas têm chuva normal a abaixo da média, o que significa menos de 50 mm acumulados no Acre e em Roraima.