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Junho molhado e de recordes em Campo Grande (MS)

22/06/2012 às 21:13
por Josélia Pegorim

ong>Junho molhado e de recordes em Campo Grande   A capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, ficou encharcada neste junho de 2012 e bateu 3 recordes de chuva nesta sexta-feira, dia 22: :o junho mais chuvoso desde 1961, a chuva mais volumosa em 24h em 2012, a maior quantidade em 24h num dia de junho. É água demais para um mês de seca. Historicamente a média de chuva de junho é de 44,8 milímetros, a segunda menor na escala anual. Vamos aos números. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 78,4 milímetros acumulados entre 9 horas do dia 21 e 9 horas do dia 22 de junho, pelo horário de Brasília. Foi a maior quantidade de chuva acumulada este ano em 24 horas, superando os 54,8 milímetros registrados entre 28 e 29 de abril. A chuva de acumulada de ontem para hoje também foi a mais volumosa para junho. O recorde anterior era de 66,9 milímetros entre os dias 19 e 20 de junho de 2005. O total de chuva acumulado em junho de 2012, até 9 horas do dia 22, foi de 242,2 milímetros e agora é novo recorde para este mês, superando os 160,7 milímetros de junho de 2005. Pelo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia, os quatro junhos mais chuvosos em Campo Grande, desde 1961, foram: 2012: 242,2 mm (até 9h do dia 22) 2005: 160,7 mm 2004: 82,8 mm 2009: 80,2 mm Para fechar junho com gotas de ouro, a quantidade de chuva acumulada em Campo Grande neste junho, só até o meio da manhã do dia 22, é a segunda maior do ano até agora. Só perde par janeiro, quando choveu 258,8 milímetros. A quantidade de chuva deste junho de 2012 corresponde a média normal de chuva de janeiro, que é de aproximadamente 243 milímetros e é a mais alta do ano. Bloqueio atmosférico explica chuva anômala A quantidade de chuva em Campo Grande neste junho de 2012 é completamente anômala. Choveu muito acima do normal também em muitas áreas do centro, oeste, sul e leste de Mato Grosso do Sul, que já acumularam de 100 a 260 milímetros este mês. Mais da metade da chuva caiu esta semana, quando choveu entre 100 e 200 milímetros. A impressão que se tem é que abriram todas as torneiras das nuvens e só lembraram de fechar nesta sexta-feira. A atmosfera não tem registros de água e nem torneiras, mas tem correntes de ventos poderosas, que são capazes de formar verdadeiras barreiras, que impedem o movimento normal das frentes frias. Foi o que aconteceu neste junho. O bloqueio atmosférico é exercido pela “corrente de jato”, uma região na atmosfera, que pode estar entre 7 e 15 mil metros acima do solo, onde temos bandas de ventos extremamente fortes, que podem superar os 200 km/h. As correntes de jato ocorrem em médias latitudes, tanto no Hemisfério Sul como no Hemisfério Norte e são como “leões de chácara” no caminho das massas polares que saem da Antártica e chegam ao Brasil. O ar polar se espalha até onde a corrente de jato deixar. Tudo depende da sua intensidade e da sua posição média, que variam de uma estação para outro e de um ano para outro. Em junho, até agora, esta corrente de jato ficou quase parada entre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Por isto choveu tanto nestes estados. O choque térmico ficou concentrado entre estados, alimentando a máquina da chuva. Nas próximas semanas, a corrente de jato deve mudar de posição e a chuva dará uma trégua de pelo menos uns 15 dias a estes estados.