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Maio terminou com chuva abaixo da média em quase todas as capitais do Nordeste

01/06/2012 às 20:24
por Fabiana Weykamp

A se
ca do Nordeste pode ser notada também nas capitais da Região, quase todas localizadas no litoral, portanto com mais umidade e mais facilidade para a ocorrência de chuva. Mas as condições atmosféricas e oceânicas que predominaram no Nordeste em maio foram inibiram a chuva de maneira generalizada, no interior e no litoral de todos os Estados. Apesar de alguns eventos de chuvas fortes, o mês fechou com chuva abaixo do normal em quase todas as capitais nordestinas. Apenas Salvador teve muito mais água do que a média, mas só por causa da chuvarada excepcional que ocorreu entre 20 e 21 de maio, quando choveu quase 190 milímetros sobre a capital baiana, ou quase 60% do que normalmente chove durante todo o mês de maio. Os valores da tabela são aproximados e correspondem ao que foi medido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) O pior desempenho da chuva de maio foi em Teresina, capital do Piauí, onde o mês fechou com 71% de chuva abaixo do normal. Entre os dias 22 e 24 de maio, uma forte áreas de instabilidade se desenvolveu entre o litoral do Ceará e da Paraíba provocando chuvas volumosas em Fortaleza, Natal e João Pessoa. As três capitais registram nestes dias as maiores quantidades de chuva em 24 horas do ano, medidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Em Fortaleza choveu quase 103 milímetros, mas nem assim maio terminou com a chuva no azul. A falta de chuva em maio assume um peso mais preocupante em particular nas capitais dos estados do leste do Nordeste, do Rio Grande do Norte a Bahia, pois pertence ao trimestre mais chuvoso do ano, isto é, a época em que a chuva é mais freqüente e farta. Para Salvador, Aracaju e Maceió, maio é o mês mais chuvoso do ano. Temperaturas anômalas das águas do mar diminuíam a chuva A principal causa da falta de chuva no Nordeste em maio, e desde o começo do ano, está na temperatura anômala das águas do Atlântico Norte e do Pacífico Central-Leste. No caso do Pacífico, a temperatura esteve abaixo da média durante todo o verão e no primeiro mês do outono, caracterizando o fenômeno La Niña. É pouco difícil de compreender como a temperatura de um oceano que nem banha as terras brasileiras pode influenciar no clima do país. Mas estes períodos frios, ou quentes, de grandes porções do Pacífico e do Atlântico, têm o poder de alterar correntes marinhas, de ventos, as pressões atmosféricas, tudo que é básico para regular o clima no planeta Terra. As variações da temperatura dos oceanos interferem no clima do Brasil e de muitos outros lugares do planeta. Entender os ciclos de esfriamento e aquecimento da água do mar é hoje a chave para entender as variações da chuva e da temperatura de cada estação, de um ano para outro.