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Massa de ar seco no verão, temperaturas mais elevadas

19/01/2015 às 05:46
por Paulo

A pr
esença de um sistema de Alta Pressão Subtropical sobre o Sudeste brasileiro desde o final de dezembro tende a afastar as frentes frias que chegam até o Rio Grande do Sul, mas que são desviados para o oceano. Massa de ar seco associada a esta Alta Pressão ganhou intensidade nos últimos dias, avançando também sobre o sul de Goiás e Mato Grosso do Sul. Não só aumentou a extensão como também está havendo uma redução da umidade nos níveis médios da atmosfera por conta do fenômeno da subsidência, ou seja, movimento descendente do ar que acaba por secar a atmosfera. Se no início da primavera a energia proveniente do sol é cerca de 300W/m2 (Watts por metro quadrado) no topo da atmosfera na latitude do Sudeste, agora em pleno verão esta energia chega a pelo menos 450W/m2. Num verão normal com padrão chuvoso, a própria nebulosidade reflete parte desta energia, no entanto com menos nuvens, maior quantidade de energia atinge a superfície, fazendo elevar a temperatura. A elevação da temperatura leva a redução da umidade relativa do ar. Ar seco no verão portanto potencializa o risco da desidratação, e junto com a transpiração, ocorre perda de sais (eletrólitos). O desequilíbrio de sais e líquidos em diversos compartimentos do organismo pode resultar em graves problemas de saúde. Assim, atividades físicas nos horários com temperatura mais elevada em situações que já é de baixa umidade relativa, devem ser evitadas. A hidratação repõe o líquido perdido na transpiração, mas é importante notar que os sais perdidos também precisam ser repostos. Além disso, os idosos tendem a ser menos sensíveis em relação a falta de líquido no corpo, precisando serem lembrados dessa necessidade. A hidratação é necessária, mas em alguns casos em que o organismo já enfrenta problema de equilíbrio de sais e de líquidos (insuficiência renal, cardíaca, entre outros), o consumo de líquidos deve ser feito com muita cautela. As frentes frias estão mais fracas do que o normal  Semelhanças e diferenças entre os bloqueios atmosféricos de 2015 e de 2014