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Matas queimando na Grande BH - o tempo conspira contra

24/07/2010 às 10:12
por Josélia Pegorim

ong>A falta de chuva na Grande BH é comum nesta época . A vegetação seca facilita a propagação do fogo. A chuva depende de uma frente fria, mas não há expectativa de que algum sistema tenha força para chegar a BH, pelo menos até 10 de agosto. Mais uma vez, a Grande Belo Horizonte sofre os efeitos da estiagem do inverno. O tempo seco, a falta de chuva por dias e dias seguidos é uma situação comum nesta época. Com a vegetação cada vez mais ressacada, o risco de incêndio nas matas só aumenta no decorrer do inverno. A serra do Curral está queimando de novo e na sexta-feira o fogo consumiu 35 hectares de mata, pela avaliação do corpo de bombeiros. Como o incêndio começou não se sabe ainda, mas o fato é que as condições do tempo conspiram contra a batalha dos bombeiros para evitar a propagação das chamas. É justamente a situação da mata seca, pela falta de chuva prolongada, que faz com que o fogo se espalhe rapidamente. Conforme as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a última chuva significativa registrada em Belo Horizonte foi entre os dias 10 e 11 de maio, quando choveu aproximadamente 11 milímetros. No total, maio terminou com quase 27 milímetros de chuva. Pode-se dizer que a chuva ficou dentro da média normal para o mês, que é de 28 milímetros. Mas tecnicamente, uma média mensal de chuva desta ordem é muito baixa, o que mostra que maio já é um mês de seca, de pouca chuva. E mais: os 26 milímetros foram acumulados em 4 dias de chuva na primeira quinzena do mês. Em junho, apenas chuviscou em Belo Horizonte. A média de chuva normal é de 14 milímetros e choveu 0,8 milímetros. Do ponto de vista meteorológico, 0,8 milímetros de chuva e nada é a mesma coisa. A seca continua em julho e até o dia 23 de julho ainda não havia chovido na cidade. O incêndio na serra do Curral não foi o primeiro e não será o último nas montanhas que cercam Belo Horizonte. A situação pode se agravar, pois o tempo não está disposto a ajudar. Um bloqueio atmosférico ainda persiste sobre o Brasil dificultando a chegada de frentes frias a Belo Horizonte. A grande massa de ar seco que predomina sobre o país mantém a umidade baixa na região da capital mineira, e em praticamente todo o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Com o ar muito seco, falta umidade até para a formação de pequenas nuvens, ainda mais para as nuvens de chuva. Isto é comum nesta época e a chuva depende da passagem de uma frente fria. Mas com o bloqueio, as frentes frias conseguem no máximo provocar alguma chuva no Estado do Rio de Janeiro, na zona da mata mineira, como acontece neste fim de semana. Alguma umidade até chega a Belo Horizonte, mas não faz muita diferença nas condições do tempo. A seca vai persistir por mais alguns dias. No médio prazo, não há previsão de frente fria forte na região de Belo Horizonte pelo menos até o dia 10 de agosto.