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O Brasil está preparado para prever tornados?

04/05/2015 às 22:09
por Josélia Pegorim

class="aligncenter size-full wp-image-309021" title="Xanxere-_SC_Foto-Julio-Cavalheiro-Secom___INTERNA" src="http://www.climatempo.com.br/destaques/wp-content/uploads/2015/05/Xanxere-_SC_Foto-Julio-Cavalheiro-Secom___INTERNA.jpg" alt="" width="640" height="427" /> A destruição na cidade catarinense de Xanxerê, em 20 de abril de 2015, foi mais uma prova da existência de tornados no Brasil. O de Xanxerê foi um dos mais violentos já registrados no país. Cruz Alta, no Rio Grande do Sul em outubro de 2002, Gramado e Canela, cidades gaúchas também, já vivenciaram tornados em setembro de 2010. Recentemente em janeiro de 2015 foi confirmado um tornado em Pérola, no Paraná.   Mato Grosso do Sul é outro estado que tem histórico de tornados. São Paulo tem vários casos e que estão entre os mais intensos já observados no Brasil: Indaiatuba, em maio de 2005, Itu em setembro de 1991 e o mais recente em  Taquarituba, em setembro de 2013.   Não dá mais para dizer que tornados são raros no Brasil. Com a facilidade que se tem hoje de registro e de divulgação da informação, através de vídeos e fotos feitos em celulares, tablets e notebooks, os fenômenos severos estão cada vez mais conhecidos dos brasileiros. O tornado é considerado o pior deles pelo grau de destruição que pode causar e pela dificuldade de se prever. Cada vez que um acontece, além da destruição, revela a fragilidade dos meteorologistas no Brasil diante de fenômenos como este e de outros incluídos no que se chama “tempo severo”, onde é alto o risco de danos materiais e de vítimas fatais. Explicar o que é, como se forma, onde ocorrem os tornados e as trombas d´águas não representa nenhum transtorno para a maioria dos meteorologistas. Mas quando se fala em previsão de tornados, quase todos se sentem acuados, impotentes. O Brasil está preparado para prever os tornados? A meteorologista Josélia Pegorim foi buscar uma resposta na entrevista com o também meteorologista, professor doutor Carlos Morales, do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, pesquisador na área de eletricidade atmosférica e radares meteorológicos, instrumento fundamental para a previsão de tornados. Ele revela as condições atuais no Brasil para se prever fenômenos de tempo severo, como a universidade está preparando os novos meteorologistas, o que é um centro de previsão de tempo severo nos Estados Unidos, onde há a maior incidência de tornados no planeta. Na segunda parte da entrevista, você vai saber os sinais que a Natureza e as estações meteorológicas mostram e que ajudam a perceber que estamos diante de uma situação de tempo severo, de risco. Parte 1: O Brasil está preparado para prever os tornados?   Parte 2: A Natureza dá sinais do tempo severo    
Florianópolis (SC), praia de Canasvieiras: grande tromba d´água no mar em 2-03-20108, por Rafaelle de Santis