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Outono 2011 – confira a tendência climática para cada Região do Brasil.

18/03/2011 às 14:42
por Fabiana Weykamp

OUTONO 2011 O Verão vai chegando ao fim e o saldo em dez Estados brasileiros é de problemas com excesso de chuva. Nos Estados do Sul e do Sudeste, além de Mato Grosso do Sul, do Maranhão e da Bahia, o total de desabrigados e desalojados chega a cem mil pessoas. Minas Gerais tem 132 cidades em estado de Emergência. Os dados são da Defesa Civil. O evento mais destrutivo foi a chuva da região serrana fluminense, com quase 900 mortos, e um volume de chuva de mais de 100 mm em poucas horas em janeiro em Nova Friburgo. Mas o Outono, que chega no próximo domingo dia 20, às 20h21 no horário de Brasília, também pode registrar tempo severo. Entre a segunda-feira e a terça-feira, dias 21 e 22 de março, um sistema de baixa pressão avança lentamente na direção sudoeste favorecendo a ocorrência de vento forte em toda a costa capixaba e norte fluminense. Com a aproximação desta área de baixa pressão, e também por causa da chegada de mais uma frente fria, há ainda o risco de chuva forte e volumosa entre a segunda-feira à noite e a quarta-feira, 23 de março. Com o vento intenso sobre o oceano provocado por esta área de baixa pressão a expectativa é de que o mar, que já está agitado ao largo do Sudeste, volte a subir de forma mais significativa especialmente na região a ao largo da costa norte fluminense e capixaba. Mas não deve ser assim durante toda a Estação. O Outono é época de transição, com características de verão agora no começo da estação; e características de inverno no fim da estação. No centro-sul do Brasil ainda ocorrem as pancadas de chuva de fim de tarde até meados de abril, resultado do aquecimento, mas depois do dia 15 estas pancadas já rareiam bastante. A partir daí, a chuva que ocorre nos Estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste passa a ser proveniente, quase exclusivamente, das frentes frias. Em média temos 6 frentes frias por mês nos meses de abril, maio e junho, e poucas delas têm força para chegar até a Bahia. Estas frentes frias vêm acompanhadas de massas polares, cada vez mais fortes à medida que o inverno se aproxima. No Norte ainda chove bastante em abril, mas de maio em diante a umidade diminui. O calor, no entanto, ainda é intenso. No Nordeste o calor não muda muito ao longo do ano, mas a chuva segue a sazonalidade. No Outono normalmente ainda chove bastante no litoral do Maranhão, do Piauí e do Ceará, onde atua a Zona de Convergência Intertropical. A faixa leste da Região, entre o sul da Bahia e o leste do Rio Grande do Norte, entra na sua fase chuvosa, e acumula os maiores volumes do ano. Já no sul do Maranhão e no oeste da Bahia a chuva diminui rapidamente. Este ano o Outono será sob o domínio da La Niña, o resfriamento anormal do Pacífico tropical. A La Niña está enfraquecendo, mas só no Inverno vai deixar de influenciar o clima no País. As águas do Atlântico estão mais quentes que o normal, mas tendem a esfriar devagar. A conseqüência destes fatores no clima ao longo do Outono é descrita abaixo. Região Sul Ø     Nos Estados do Sul a expectativa é de chuva muito irregular, com menores volumes que o normal. A primeira massa de ar polar significativa derruba a temperatura no fim de abril, e em maio e em junho outros sistemas provocam forte resfriamento, que causa a formação de geadas. Especialmente o mês de maio deve ser bastante frio, com massas polares fortes. Porém, mesmo com as massas polares, a temperatura fica acima da média na Região. Região Sudeste Ø     No Sudeste a constante formação de áreas de instabilidade pode deixar a chuva acima da média ao longo da Estação no norte da Região. Nas outras áreas a tendência é de chuva perto do normal de abril a junho. Isso quer dizer que várias pancadas de chuva vão ocorrer ainda em abril, especialmente no Estado de São Paulo. A partir de maio o tempo vai ficando mais seco, e não se deve esperar por grandes volumes. Em junho o tempo fica ainda mais seco e o Outono termina no dia 21 de junho, às 14h17 no horário de Brasília. A temperatura permanece relativamente alta até o fim de abril, mas depois o padrão deve mudar. Abril termina ameno e em maio e em junho as massas polares são fortes o suficiente para provocar episódios bem frios em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais. Região Centro-Oeste Ø     No Centro-Oeste o quadro é muito semelhante ao do Sudeste. Em abril a chuva é regular apenas no Estado de Mato Grosso do Sul. Em maio e em junho chove pouco em toda a Região. Abril ainda registra temperatura acima da média, mas em maio as massas polares trazem frio, especialmente para Mato Grosso do Sul e para o sul de Mato Grosso e de Goiás. O risco de geadas se limita ao extremo sul da Região, na fronteira com o Paraguai. Região Nordeste Ø     Na Região Nordeste a chuva fica acima da média na maior parte das áreas em abril e em maio. A exceção é a faixa leste, entre Alagoas e leste do Rio Grande do Norte, que ficam com chuva abaixo da média. Em junho a chuva diminui em quase toda a Região. No leste e no nordeste da Bahia e em Sergipe, no entanto, a chuva é bastante significativa. Região Norte Ø     No Norte ainda chove bastante em abril e em maio no norte e no leste da Região. Em junho a previsão é de rápida diminuição dos volumes acumulados, e o período de estiagem tem início na faixa sul, entre o Acre e o Tocantins. No fim de maio a chegada de uma moderada a forte massa de ar polar favorece o fenômeno da friagem no Acre, em Rondônia e no sudoeste do Amazonas.