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Pacífico 3 x 0 Atlântico Norte, e Felicia virou furacão

04/08/2009 às 16:46
por Josélia Pegorim

Enqu
anto o Oceano Atlântico continua sem furacões este ano, as águas do Pacífico central, leste e noroeste estão cada vez mais quentes. Quatro tempestades severas podiam ser observadas nesta terça-feira, sendo que uma já era um ciclone tropical e outra estava perto de virar furacão. Duas estavam na costa oeste do México e as outras duas do lado da China, das Filipinas e do Japão. Primeiro, localize as regiões no globo. E agora, quem é quem. Na costa oeste México estão Enrique e Felicia. De acordo com NHC – Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos – ao meio-dia desta terça-feira, pelo horário de Brasilia, a tempestade tropical Enrique estava ganhado força, com ventos constantes estimados em 95 km/h, com rajadas maiores. Felícia, a sexta tempestade tropical da temporada de 2009, também se intensificava e poderia se tornar um novo furacão até a noite de hoje. Enrique_felicia_4ago2009 De acordo com boletim do NHC das 18 horas, horário de Brasília, Felicia realmente ganhou força e agora é considerado um furacão de categoria. Os ventos constantes estimados por imagens de satélite eram da ordem de 130 km/h, com rajadas maiores. Enrique mantinha sua intensidade, ainda como tempestade tropical, com ventos constantes de 95 km/h. Enrique e Felicia são tempestades que estão em alto-mar e não atingem áreas continentais. Felicia se tornou o terceiro furacão da temporada 2009 do Pacífico Leste. Antes dele vieram Carlos e Andres. Até agora, passados 2 meses completos do monitoramento usual de furacões, o Oceano Atlântico Norte, o berço dos furacões, ainda não teve nenhum furacão. Mais que isto: não houve o desenvolvimento de nenhum sistema que merecesse o nome de Ana, o primeiro da lista. A única instabilidade que despertou alguma atenção, a TD-One, se formou no fim de maio, entre os dias 28 e 29, mas não evoluiu nem para tempestade tropical (TS), que é o estágio anterior ao furacão. A explicação para a pouca ocorrência de eventos extremos este ano no Atlântico Norte está na temperatura da água do mar, que está abaixo do normal. É como se tivessem despejado um iceberg no Atlântico Norte. Esfriou tanto que não está tendo capacidade para gerar os furacões. A baixa atividade de tempestades também é um dos efeitos do El Nino, o aquecimento do Pacífico central e leste, que está em desenvolvimento. E ainda no Oceano Pacífico, outras duas tempestades tropicais severas podiam ser observadas hoje na região entre a costa da China, as Filipinas e o Japão. O ciclone tropical Goni já afeta a região de Macau, na China, e as autoridades governamentais decretaram o alerta máximo de prevenção.  Todas as aulas foram suspensas e a recomendação é que a população não saia de casa. Goni_Temptropical_4ago2009 Além da chuva torrencial, o ciclone tropical Goni tinha potencial para provocar ventos de até 117 km, com rajadas de quase 180 km/h. Já a tempestade tropical Morakot, colocou parte das Filipinas em alerta. De acordo com o serviço meteorológico local, os ventos desta tempestade eram estimados em 65 km/h, mas com rajadas de acima de 80 km/h. Marakot_1 A previsão é de que até o começo da manhã desta próxima quarta-feira, Morakot esteja a menos de 1000 km a nordeste da região de Basco, na ilha de Luzon.