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Pacífico quente, Atlântico calmo. Cadê os furacões?

14/07/2009 às 19:23
por Josélia Pegorim

Um m
ês e meio após o início da temporada oficial de monitoramento dos furacões no Oceano Atlântico Norte, nada aconteceu. Nenhum furacão se formou até agora. Desde o dia primeiro de junho, apenas um sistema no Atlântico Norte chamou atenção dos meteorologistas do NHC, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Mesmo assim, nem chegou a ser uma tempestade tropical, que é o estágio pré-furacão. A baixa atividade de tormentas no Atlântico Norte pode ser explicada pela temperatura abaixo do normal, até o momento. furacao_carlos Mas em compensação, as áreas de instabilidade no Oceano Pacífico Leste estão cada mais fortes e já geraram o furacão Andres, que ficou ativo na costa do México entre os dias 21 e 24 de junho. No último sábado, 11 de julho, o segundo furacão de 2009 se formou no Pacífico Leste. Seu nome é Carlos, mas já está bastante afastado em alto-mar e não oferece riscos ao México. De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com sede em Miami, ao meio-dia desta terça-feira, pelo horário de Brasília, o furacão Carlos estava se movimentando pelo Pacífico Leste, distante quase 2400 quilômetros da Baixa Califórnia. Seus ventos constantes eram estimados em 150 km/h, com rajadas maiores. Os meteorologistas do NHC ainda terão muito trabalho nos próximos dias. Uma extensa área de instabilidade tropical produz nuvens carregadas na costa oeste do México. Segundo a avaliação do NHC, esta área de nuvens pesadas tem um alto potencial para se transformar numa nova depressão tropical, o primeiro estágio da vida de um furacão. novadepressãotropical_pacífico Nesta outra imagem é possível ver como o furacão Carlos é pequeno, em relação a grande área de instabilidade tropical. compara_furacaocarlos O Pacífico central-leste está mesmo mais quente do que o normal,  o que explica a forte a maior instabilidade que vem sendo observada na costa oeste do México.  Isto tem nome: El Nino.  Os principais centros de estudos climáticos do planeta concordam e já estão alertando sobre a volta do fenômeno, justamente caracterizado pelo aquecimento anormal das águas da porção central e leste do Oceano Pacífico.  O El Nino 2009/2010 está em desenvolvimento, mas já pode ser o responsável pela quantidade de chuva abaixo do normal que vem sendo observada na Indonésia.