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Até o preço da energia bateu recorde!

31/01/2014 às 23:13
por Alexandre Nascimento

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Janeiro e dezembro são, respectivamente, os meses de maior chuva sobre o sub-sistema Sudeste/ Centro-Oeste que é o responsável por 70% da geração hidrelétrica do país. Só que choveu menos do que o normal em dezembro de 2013 e quase não choveu em janeiro deste ano. Este efeito negativo ocorreu depois de dois anos com volume de chuva inferior ao normal, ou seja, o efeito foi acumulativo. Como efeito secundário, veio o alto índice de evaporação nos grandes reservatórios, devido à falta de nebulosidade. Outro efeito secundário foram os mais elevados índices de consumo de energia, por conta do excesso de calor (está faltando ar condicionado e ventiladores no mercado, por conta da alta temperatura). Para atender a demanda, todo o sistema térmico de geração teve de ser religado - energia muito mais cara do que a hidrelétrica. O resultado deste efeito combinado: O preço da energia no mercado de curto prazo no Brasil chegou nesta sexta-feira (31)  ao nível máximo, nunca antes atingido - R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh). O recorde anterior, de R$ 684 por MWh, ocorreu entre 30 de junho e 6 de julho de 2001, época em que foi decretado racionamento de energia pelo governo, mas não havia geração térmica. No mercado de curto prazo, distribuidoras e grandes indústrias compram energia para necessidades imediatas, mas os consumidores residenciais também serão impactados  no futuro.

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