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Principais represas do Cantareira "zeraram"

04/06/2014 às 19:07
por Josélia Pegorim

      *desde o dia 16 de maio de 2014, a Sabesp contabiliza a reserva técnica que aumentou o volume de água disponível em 18,5%. Sem esta reserva, no dia 15 de maio de 2014, o volume útil de água era de apenas 8,2%. Devido ao verão quente e seco, o Sistema Cantareira vive a maior seca de sua história, desde o início dos anos 1970. Mais da metade da população da Grande São Paulo depende da água deste reservatório.   No dia 04 de junho, pela informação que consta no site da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a reserva de água no Sistema Cantareira era de 24,5%. Houve uma redução de 0,3% em relação ao dia 1 de junho. O total de chuva acumulado no mês de junho até agora foi de 13 mm sendo que a média normal para o mês é de 56,0 mm. Os mapas mostram os volumes de chuva previstos para o Cantareira nos próximos 15 dias.  O conjunto de represas que compõem o Sistema Cantareira aparece desenhado em roxo. No dia 3 de junho, as represas Jaguari-Jacareí, que são as principais para a manutenção do Cantareira atingiram o limite mínimo para a captação de água por gravidade. Elas "zeraram", o que significa que estas represas não possuem mais volume de água suficiente para ser retirado pelo sistema normal de túneis. A partir de agora, a água do Jaguari-Jacareí virá do "volume morte" que é acessado apenas por bombas especiais, que foram instaladas pela Sabesp. Veja no infográfico o que é o volume morto.  

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