Climatempo

Climatempo Meteorologia

Obter
publicidade

Região Sudeste: sol no interior e ressaca nas praias

06/05/2011 às 17:02
por Josélia Pegorim

A pr
imeira semana de maio começou fria e úmida em várias áreas do Sudeste do Brasil, mas está terminando com sol, calor e menos umidade no ar. A queda dos níveis de umidade ocorreu após a passagem de uma massa de ar polar moderada a forte. A redução da umidade no ar inibe o crescimento de nuvens carregadas e consequentemente a ocorência de chuva e de raios. De acordo com a medição do Inmet - Instituto Nacional de Meteorologia, no Estado de São Paulo, um dos menores índices de umidade relativa do ar na tarde desta sexta-feira doi de 28% na região de Prasópolis, no norte do Estado. Na cidade de São Paulo, o aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, chegou a registrar 39% de unidade no ar durante a tarde. Em Minas Gerais, a umidade relativa no meio da tarde baixou para 32% na região de Curvelo e em Belo Horizonte, para 34%.  No Estado do Rio de Janeiro, os menores índices de umidade nesta sexta-feira foram observados no Grande Rio e na capital fluminense. Durante a tarde, a umidade chegou aos 37% em Em Xerém, na Baixada Fluminense, e também em áreas da zona oeste da cidade do Rio. No Espírito Santo, a umidade chegou aos 46% em Alegre, no sul do Estado. A queda dos níveis de umidade afasta o risco temporais, mas causa desconforto para o ser humano. A falta de chuva por vários dias seguidos deixa o ar seco e mais poluído, pois a poeira fica em suspensão. Os problemas respiratórios são agravados com a baixa umidade do ar.  O ideal é que os níveis de umidade do ar fique acima dos 50%. Pelos padrões da OMS - Organização Mundial da Saúde, níveis de umidade entre 21% e 30% caracterizam um estado de atenção. Quando a umidade relativa do ar cai para índices entre 12% e 20%, a região entra em alerta. Índices abaixo dos 12% caracterizam um estado de emergência. Neste fim de semana, o ar seco vai predominar sobre o Sudeste do Brasil. Algumas áreas no interior de São Paulo e em Minas Gerais podem registrar índices de alerta, por algums momentos. Apesar da presença de algumas nuvens, não há expectativa de chuvas no interior da Região Sudeste. A passagem de uma frente fria ao largo da costa do Sudeste do Brasil vai aumentar a umidade nas áreas próximas ao mar, facilitando a formação de nuvens, mas que terão pouca ou  nenhuma chuva. Este aumento de nuvens deve ser percebido neste sábado no leste de São Paulo, onde estão a capital e o litoral paulista, no Estado do Rio e no Espírito Santo. A temperatura tem uma ligeira queda em relação ao calor que fez nesta sexta-feira. Mar perigoso para todos Um grande ciclone extratropical se afasta da América do Sul, ao largo da costa da Patagônia,no sul da Argentina. Embora tão longe do Brasil, os fortes ventos provocados por este sistema deixaram o mar muito agitado no extremo sul da Argentina. Grandes ondas se formaram por lá e se deslocam para o Brasil, atingindo a costa das Regiões Sul e Sudeste do Brasil durante este fim de semana. A situação é de alerta, pois o mar fica muito agitado e há risco de ressaca, até de forte intensidade. No litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, o mar vai subindo no decorrer do sábado e durante a tarde, as ondas já devem estar com altura em torno dos 2 metros, mas ficam ainda maiores no decorrer da noite. A ressaca nas praias de São Paulo e do Rio de Janeiro deve começar já na noite do sábado, com ondas de até 3 metros, mas se intensificam na madrugada e manhã do domingo, 8 de maio. No domingo, as ondas podem chegar aos 3 metros e meio em algumas praias de São Paulo e até 4 metros no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, a elevação do mar só deve ser sentida durante o domingo, com previsão de ondas de até 2 metros e meio. É preciso lembrar que em alto-mar, em regiões oceânicas em mar aberto, as ondas ficam ainda maiores. Por conta do mar muito agitado, a navegação na costa sudeste do Brasil torna-se muito perigosa neste fim de semana e deve ser evitada. Os surfistas também não devem se arriscar.