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Risco de afogamentos aumentam no verão

03/02/2012 às 14:39
por Redação

Um l
evantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontou que cerca de 77 pessoas morrem por mês vítimas de afogamentos no Estado. Apenas sete são internadas mensalmente, indicando pouco eficiente o resgate às vítimas. É preciso ficar alerta para os cuidados que os banhistas devem ter no mar, piscinas, rios, lagos e cachoeiras. Em 2010 foram registrados 931 óbitos por afogamentos. Em 2009, foram 922. Já a média de internações por afogamento foi de sete por mês no Estado em 2010, alcançando um total de 91 pacientes. Segundo o gerente operacional do GRAU - Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria, Jorge Michel Ribera,  as condições naturais com temperaturas altas, especialmente no verão, a larga disposição de água doce na capital e no interior e a vasta extensão de praias no litoral aumentam potencialmente os riscos de acidentes. O médico chama a atenção para os afogamentos específicos de crianças que é muito comum na estação mais quente do ano. Os pais costumam relaxar acreditando que todos ao redor estão observando as crianças e não se atentam ao fato de que as festas trazem naturalmente muita distração. Já para os adultos, o maior perigo está na combinação com de excesso no consumo de bebidas alcoólicas. “O óbito por afogamento é extremamente evitável. É uma questão de conscientização”, afirma o médico. Socorro Tão importante quanto saber evitar o afogamento, é saber como prestar socorro. O ideal é que pessoas sem treinamento apropriado não tentem fazer salvamentos sozinhas com o próprio corpo, colocando a própria vida em risco. O mais adequado é fornecer para a vítima objetos que flutuem ou que sirvam como uma corda. Até mesmo uma garrafa pet pode ajudar a evitar um afogamento. É fundamental buscar socorro de salva-vidas ou bombeiros. A remoção da vítima deve ser feito pelos membros (pernas e braços) e jamais pode haver a compressão do abdômen. Fora d’água, a vítima deve ser colocada de lado, ter sua roupa molhada removida e ser aquecida até que haja atendimento profissional. Dicas para evitar afogamentos: 1-      Designe uma pessoa específica para tomar conta de crianças. Essa pessoa deve, por exemplo, reduzir o consumo bebida alcoólica e se concentrar exclusivamente nas crianças; 2-      Não confie na falsa impressão de segurança que comumente os pais têm com o uso de boias e com a presença de outros banhistas conhecidos em torno da piscina; 3-      No clube, lembre-se de que o salva-vidas tem um grande universo de pessoas para observar e de que a visão dele pode ser prejudicada pelo ângulo ou pela movimentação das pessoas; 4-      Em locais de correnteza, jamais desobedeça a sinalização do Corpo de Bombeiros; 5-      No mar, em rios e outros locais com correnteza, o ideal é que o nível da água não ultrapasse a cintura do banhista para que ele não seja surpreendido por depressões no solo ou ondas e correntes inesperadas; 6-      Se for para o fundo usando uma boia, jamais a abandone, mesmo que perca o controle da situação; 7-      Caso se sinta em perigo, evite gritar e não nade contra a correnteza para poupar o fôlego e evitar a fadiga. Sinalize pedido de ajuda com os braços e procure boiar. 8-      No caso de perder o controle do corpo em rio, nade no mesmo sentido da correnteza e procure avançar lentamente pelas laterais até alcançar as margens. 9-      Não mergulhe de cabeça em depósitos naturais de água, pois o fundo está em constantes transformações. O choque com o fundo pode causar de desmaios a sérios danos à coluna vertebral, expondo à vítima ao agravante de afogamentos. 10-  Não entre na água caso esteja alcoolizado. A bebida alcoólica faz com que o banhista perca seu senso crítico relação ao mergulho. 11-  Procure evitar mergulhos solitários. Sempre tenha uma companhia, que possa ajudá-lo no caso de imprevistos. 12-  Evite ou redobre a atenção com mergulhos noturnos, há risco de acidentes com redes de pescadores (no caso de mares e rios) e a visibilidade do ambiente fica bastante limitada.