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São Paulo com excesso de ozônio no ar

15/01/2015 às 22:06
por Josélia Pegorim

A qu
alidade do ar piorou muito na Grande São Paulo nas últimas 24 horas. Desta vez, o inimigo no ar não foi o monóxido de carbono gerado pela queima da gasolina, do diesel, nem a finíssima poeira suja, o MP2.5 (material particulado fino) que entra no fundo dos pulmões. O ar da Grande São Paulo ficou carregado de ozônio, um poluente que se forma por causa do excesso de luz solar. O que é o ozônio? O ozônio (O3) é um elemento químico formado por três moléculas de oxigênio e que existe na Natureza. O problema é quando a quantidade de ozônio aumenta muito nas camadas mais baixas da atmosfera, onde está o ar que respiramos. Em excesso, o ozônio vira um poluente e  prejudicial à saúde. O ozônio se forma a partir de uma reação fotoquímica na atmosfera e quem faz essa reação é a luz solar. Por isso, o ozônio aparece em dias com muitas horas de sol forte. Qualidade do ar atípica para janeiro A situação observada pela CETESB foi bastante atípica para um dia de janeiro. Das 14 estações que tiveram medição nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2015, 13 apresentaram qualidade do ar prejudicada: moderada (3), ruim (5) e muito ruim (5), todas por causa do  excesso de ozônio.                                         É muito ozônio no ar para um dia de verão. É sol demais e nuvem de menos. Parece até meados de primavera: calor, muito sol, alguma umidade, mas a nebulosidade e a chuva ainda não são fartas para barrar o sol.   Dias com excesso de ozônio são muito comuns na primavera, mas não no verão quando em geral as manhãs podem ser cheias de sol e até com céu azul, mas logo no começo da tarde as nuvens já estão crescendo e em pouco tempo roubam o espaço do sol e trazem a chuva.                Verão com pouca chuva e muito sol É o excesso de sol que gera o ozônio. Um dia normal de verão em São Paulo tem algumas horas com sol forte e poucas nuvens e muitas horas com mormaço e muitas nuvens. Mas este verão começou e vai ser quase todo atípico: com menos chuva do que o normal, o que significa menos nebulosidade do que em geral se tem nesta estação. Assim, dias com grande concentração de ozônio, como nesta quinta-feira, poderão ser repetir no decorrer do verão de 2015.  A relação é imediata: menos nuvens, menos chuva, mais sol e maior concentração de ozônio.        Mais calor e temporais São Paulo, e toda a região metropolitana, vai continuar tendo muito calor e temporais nos próximos dias. Até a segunda-feira, um novo recorde poderá ser batido. Por enquanto, a tarde mais quente na capital paulista de 2015 foi a do dia 12 de janeiro, quando a temperatura chegou aos 35,4°C, pela medição do Instituto Nacional de Meteorologia.   Frente fria e maiores condições para chuva A região do Mirante de Santana, na zona norte, onde o Inmet faz o controle de dados meteorológicas de São Paulo desde 1943 registrou 75,2 mm de chuva até o dia 15 de janeiro de 2015. Isto corresponde a 32% da média de chuva para janeiro, que fica em torno dos 240 mm. Uma frente fria deve conseguir chegar ao litoral paulista entre os dias 20 e 12 de janeiro, o que vai ajudar a aumentar as condições para chuva.   Cantareira continua em queda  Como se proteger dos raios?  O que influencia a temperatura? Cuidados especiais com os alimentos em dias de forte calor Radares SP e RJ estão no app Climatempo. Baixe agora!