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São Paulo menos seca, mas sem chuva

29/06/2010 às 11:25
por Josélia Pegorim

A pa
ssagem de uma frente fria pelo litoral paulista trouxe ventos marítimos para São Paulo que fizeram a umidade aumentar na cidade. Às 10 horas, o aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, registrava 77% de umidade no ar. Ontem, a esta hora, a umidade relativa era de 55%. Na zona norte, o Campo de Marte estava com 63% de umidade, às 10 horas. Ontem no mesmo horário, a umidade era de 60%. O aumento de umidade gerou as nuvens que aparecem sobre a cidade de São Paulo, mas que não provocam chuva. Durante a tarde de hoje, a Grande São Paulo vai continuar com um pouco de nuvens e o sol, mas sem a chuva. As últimas noites foram estreladas e com uma bela lua cheia. Mas com o grande aumento da umidade que ocorreu hoje, a noite desta terça-feira deve ser nublada em quase toda região, com muita névoa. Algumas áreas no Grande ABC podem ter uma garoa. O aumento da umidade não trouxe chuva para a Grande São Paulo, mas pelo menos aliviou o desconforto do da secura do ar que predominou nos últimos dias.

Efeitos do ar seco/ O que é confortável?

Pele ressecada, garganta e boca mais secas do que o normal, o ressecamento das narinas são alguns efeitos dos dias em que a umidade do ar fica abaixo do recomendado para saúde humana. Esta é uma característica de um inverno normal na Grande São Paulo. O dia pode até amanhecer enevoado e úmido, mas depois vem o sol e a umidade diminui rapidamente. O teor de umidade no ar varia muito ao longo do dia e mesmo dentro dos diversos ambientes da nossa casa ou do local de trabalho. Normalmente, a umidade relativa é alta no começo da manhã e à noite. Com o aquecimento do sol, o ar vai ficando naturalmente mais seco e os menores índices ocorrem durante a tarde. Níveis umidade entre 100 e 80% são comuns no início da manhã e à noite. Valores de até 50% à tarde, em geral não incomodam. Mas quando a umidade relativa do ar cai para menos de 40%, a maioria das pessoas já começa a sentir algum desconforto. No último fim de semana do outono, o paulistano teve várias horas de secura, com índices de umidade entre 20% e 30%. Ontem, a umidade relativa durante a tarde baixou para 33% na região do aeroporto de Congonhas (zona sul) e no Campo de Marte (zona norte). Nos próximos dias, as tardes na Grande São Paulo serão relativamente secas, com níveis mínimos de umidade do ar entre 20% e 30%, o que caracteriza um estado de atenção, pelos padrões da Organização Mundial da Saúde. Entre quinta e sexta-feira, outra frente fria deve passar pelo litoral paulista, aumentando um pouco a umidade. Mas novamente, os paulistanos vão ver nuvens no céu, mas não a chuva. Junho de 2010 está sendo o mais seco na cidade de São Paulo desde 2002. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em 29 dias o Mirante de Santana, na zona note, acumulou 11,2 milímetros, apenas 21% do que normalmente chove em junho.