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São Paulo tem mais uma semana quente

11/01/2015 às 14:14
por Aline Tochio

Atualizado às 16h40   O Estado de São Paulo ainda vai ter mais uma semana de temperaturas muito elevadas. O ano de 2015 até começou com chuvas fortes pelo Estado, que tiveram bons acumulados, como mostra a figura abaixo. Porém desde a semana passada, a atuação de uma forte massa de ar seco (sistema de alta pressão atmosférica) vem impedindo a passagem das frentes frias e os dias tem sido de sol forte desde cedo. Por isso o calor vem sendo intenso em todas as regiões paulistas. Neste domingo (11) a capital paulista teve a tarde mais quente de 2015. A máxima oficial foi de 34,7ºC, registrados pelo INMET. No último sábado a capital já havia registrado o dia mais quente de 2015, com mínima de 24,5ºC e máxima de 34,1ºC. Neste domingo (11) não foi diferente. Às 14 horas a temperatura era de 36ºC nos aeroportos de Presidente Prudente e Pirassununga, e já era de 35ºC em várias cidades do interior paulista. Na capital fazia 33ºC nesse horário. O sistema de alta pressão que está centrado no oceano (Alta Subtropical do Atlântico Sul - ASAS) é semi permanente, ou seja, ele está sempre lá, mas seu centro varia de posição no decorrer do ano. No verão, ele deveria estar mais afastado no oceano, porém acabou avançando para perto da costa do Brasil. Sua circulação de ventos é desfavorável à formação de nuvens e está influenciando o tempo em grande parte do Sudeste, em algumas áreas do Nordeste e até mesmo em uma pequena área do Centro-Oeste.  

Ao longo desta próxima semana esse sistema de alta pressão (que também é chamado de massa de ar seco por trazer o ar mais seco dos níveis médios da atmosfera para a superfície) vai continuar nessa posição anômala. Por isso o Estado de São Paulo vai continuar tendo dias muito quentes e com chuvas irregulares e mal distribuídas. Isso significa que a chuva pode vir em forma de temporais, até com potencial para transtornos como alagamentos e quedas de árvores, mas os volumes acumulados não são suficientes para reverter o quadro de seca dos rios, represas e reservatórios (tanto de abastecimento de água quanto de geração de energia elétrica) do Estado.