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Secura do ar aumenta no Centro-Oeste

25/06/2015 às 22:50
por Josélia Pegorim

O Estado de Mato Grosso foi a região mais seca do Brasil na quinta-feira, 25 de junho. A capital mato-grossense, Cuiabá, registrou 23% de umidade relativa do ar às 16 horas local, o menor nível no país pela medição automática do Instituto Nacional de Meteorologia.

Quase todas as regiões de Mato Grosso registraram níveis de umidade iguais ou menores do que 30%, o que já representa um estado de “atenção” para o ar seco, pela avaliação do Cepagri, órgão de pesquisas meteorológicas vinculado à UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. Algumas áreas de Mato Grosso do Sul e de Goiás também registram níveis de umidade no ar entre 21% e 30%.

Subsidência deixar o ar seco

A queda dos níveis de umidade do ar está relacionado com a presença de sistema de alta pressão atmosférica que está sobre a Região Centro-Oeste do Brasil.

A alta pressão causa a subsidência, que é movimento de cima para baixo. Esta alta pressão é observada sobre o Centro-Oeste há mais ou menos 6000 metros de altitude. A persistência deste sistema de alta pressão deixa o ar da superfície cada vez mais seco.

Entenda o que é a subsidência.

 

 

O centro da alta pressão vai permanecer sobre a região entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul até o sábado. Até lá, os níveis de umidade do ar podem ficar abaixo dos 20%.  A previsão é de que este centro se desloque durante o domingo para a divisa entre Mato Grosso e Goiás e depois se aproxime da divisa com o Tocantins. O afastamento do centro de alta pressão deixa o ar menos seco.

 

Ar seco e as doenças respiratórias

A secura do ar é uma das características do inverno no Centro-Oeste. A presença deste centro de alta pressão atmosférica sobre a região é comum. A redução da umidade afasta a chuva. Outro efeito do centro da alta pressão é a redução dos ventos.

A falta de chuva por muitos dias seguidos e o vento fraco causam o aumento da concentração de poluentes. A poeira fica suspensa no ar. O ar empoeirado, e também impregnado de fumaça das queimadas que vão se espalhando pela Região nesta época piora e causa problemas respiratórios.

 

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