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Secura no Centro-Oeste

26/07/2010 às 11:31
por Josélia Pegorim

ong>Índices de umidade no ar ficaram próximos da emergência no fim de semana. A seca vai continuar por várias semanas, como é comum nesta época. O fim de semana foi marcado por um ar extramente seco no Centro-Oeste do Brasil. Na maioria das áreas da Região, o nível de umidade no ar ficou em torno dos 20% durante muitas horas no período da tarde. Pelos padrões da Organização Mundial da Saúde, índices de umidade do ar entre 21% e 30% determinam um estado de atenção. Quando a umidade do ar cai para valores entre 13% e 20%, o quadro é de alerta. Valores iguais ou abaixo dos 12% significam uma situação de emergência. Além da secura do ar, o calor em geral acima dos 32ºC aumentava o desconforto da população. A pior situação por conta do ar seco foi observada no centro-oeste e sul de Mato Grosso. Na região metropolitana de Cuiabá, a umidade relativa do ar durante a tarde do domingo variou de 12% a 15%, conforme a medição do aeroporto de Várzea Grande. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou índices de 14% em Rondonópolis e Campo Verde e de 15% em Itiquira. Em Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar na tarde do domingo também chegou aos 15% em São Gabriel do Oeste e a 16% em Coxim. Na capital, Campo Grande, o maior índice de umidade do ar registrado no aeroporto no domingo foi de 42%, valor que já incomoda a maioria das pessoas. Às 6 horas da manhã, a umidade do ar estava em 30% e baixou para 16% durante a tarde. Nesta segunda-feira-feira, o a umidade aumentou bastante em Mato Grosso do Sul, por conta da passagem de uma frente fria. Não houve registro de chuva, mas o aumento da nebulosidade e a queda da temperatura, por conta do ar polar que chegou ao Estado, refletiram num aumento dos níveis de umidade. O aeroporto de Campo Grande registrou índices de umidade entre 70% e 93% durante toda a madrugada e no começo da manhã. A umidade do ar vai diminuir na tarde de hoje, mas sem chegar a valores preocupantes. Mas esta melhora na qualidade do ar foi só hoje. Amanhã, a seca volta com a elevação da temperatura. Em Goiás, a seca e o calor também foram sentidos em todas as áreas do no fim de semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, na tarde do sábado, Goiânia teve o menor índice de umidade relativa, dentre todas as capitais: 18%. Na tarde do domingo, valores desta ordem foram registrados na região de Aragarças e Mineiros, localidades no sul goiano. Na região de Brasília, a umidade do ar no fim de semana chegou aos 14% na tarde do sábado, ma região do aeroporto internacional. O domingo foi menos seco e o menor índice foi de 23%. Ventos úmidos chegam a região nesta terça-feira, o que vai facilitar a formação de nuvens, mas não há expectativa de chuva. Seca de inverno é comum A seca nesta época do ano é uma das características mais marcantes do clima de inverno no Centro-Oeste do país. Os índices históricos médios de chuva são baixíssimos e em geral naõ passam dos 15 milímetros no mês de julho. Em agosto, a média de chuva em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal não varia de 10 a 25 milímetros, em média. No norte de Goiás, a média histórica nem chega aos 10 milímetros. Quem mora na Região está acostumado, mas não deixa de sofrer com os efeitos negativos da baixa umidade. Como em muitos outros locais do planeta, aprende-se a conviver e a minimizar a secura do ar. Mas a saúde piora. Quadros de alergias, bronquites, rinites e todas as outras doenças do aparelho respiratório são agravadas. A pele fica ressecada. Uma das coisas mais comuns é o sangramento no nariz. Não há expectativa de mudanças no tempo nos próximos dias. Este ar seco e quente vai predominar sobre o Centro-Oeste por várias semanas. Nos primeiros dias de agosto, frentes frias devem provocar chuva e queda de temperatura em Mato Grosso do Sul. O centro-oeste e o sul de Mato Grosso e o sul de Goiás poderão ter alguns dias menos secos e quentes, mas chuva de verdade, será muito difícil.