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Seis erros com a pele durante o verão

31/01/2012 às 17:04
por Redação

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil, muita gente se esquece de detalhes importantes na hora de se proteger do sol
Maior incidência de raios solares e aumento da exposição. Essa combinação de fatores comum no verão pode custar caro para a pele, principalmente se não houver proteção adequada. Um dos principais fatores que levam ao surgimento do câncer de pele é a exposição aos raios solares. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 25% dos tumores malignos, registrados no Brasil, correspondem a esse tipo de neoplasia. Saiba quais são os principais descuidos cometidos pelos brasileiros nessa época do ano: Abusar do sol em horários críticos No verão, é comum encontrar as praias lotadas a qualquer hora do dia. No entanto, os oncologistas recomendam que as pessoas evitem a exposição ao sol entre 10h e 16h. “Nesse horário, a radiação ultravioleta é maior e, consequentemente, o risco de aparecerem mutações genéticas que causam o câncer”, explica Dr. Amândio Soares. Não passar filtro solar em dias nublados Algumas pessoas acreditam que o efeito dos raios solares sobre a pele é minimizado se o sol estiver atrás das nuvens. Basta passar algumas horas em exposição num dia nublado para perceber que se trata de um mito. “Os raios ultravioleta não são bloqueados pelas nuvens. As pessoas devem se lembrar que estão se protegendo da radiação ultravioleta e não da luz solar simplesmente”, diz Amândio. Fazer bronzeamento artificial em câmaras UV Apesar de proibidas pela ANVISA desde novembro de 2009, ainda existem pessoas que procuram por serviços de bronzeamento artificial em câmaras que emitem radiação ultravioleta. “O efeito cumulativo da radiação ultravioleta durante a vida amplia as chances de o indivíduo adquirir câncer de pele. Além disso, acelera o envelhecimento do tecido cutâneo, já que os raios ultravioletas penetram até as camadas mais internas da cútis”, comenta o médico. Abrir mão de proteções físicas Apenas o filtro solar não é suficiente para acabar com os riscos da exposição ao sol. Principalmente entre 10h e 16h, é importante usar roupas e chapéus que protejam a pele dos raios solares. “A maioria das roupas reflete ou absorve os raios UV. Já os chapéus são importantes para proteger o rosto, pescoço e nuca, que são áreas mais sensíveis”, afirma Soares. Esquecer de proteger crianças e adolescentes Segundo dados do INCA, até os 18 anos recebemos 80% de toda exposição solar de nossa vida. Por isso, é importante proteger as crianças e convencer os adolescentes a fazerem uso de filtro solar e outras formas de proteção constantemente. Em crianças abaixo de seis meses, devido à sensibilidade da pele, não é recomendável o uso de filtros solares, por isso, a exposição ao sol deve ser ainda mais cautelosa. Negligenciar o aparecimento de alterações na pele A modificação de pintas e manchas ou mesmo o aparecimento de feridas que não cicatrizam, marcas ou nódulos podem indicar modificações celulares relacionadas ao câncer. Por isso, é importante que se faça regularmente o auto-exame da pele, usando espelhos e, caso apareça algum tipo de alteração, procurar o médico.