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Sol para São Paulo!

28/01/2010 às 09:06
por Josélia Pegorim

Janeiro de 2010 já é o mais chuvoso em São Paulo desde 1947

  Com a chuva forte da tarde desta quinta-feira em várias áreas da Grande São Paulo, o Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, acumulou maos 40 milímetros de chuva até as 16 horas. O  total de chuva acumulado no mês subiu para 468,6 milímetros, conforme a medição do Instituto Nacional de Meteorologia. Até as 16 horas do dia 28, janeiro de 2010 já era o janeiro mais chuvoso desde 1947, quando janeiro terminou com 481,4 milímetros acumulados no Mirante.  A diferença para igualar janeiro de 1947 era de apenas 12,8 milímetros. A  chuva  recomeçou na noite desta quinta-feira, com moderada intensidade, devendo prosseguir por várias horas na madrugada de sexta-feira. A diferença de 12,8 mliímetrostem grande chance de ser acumulada, ou mesmo superada, até 10 horas do dia 29, quando será feita a nova medição do acumulado de chuva em 24 horas no Mirante de Santana. A cidade de São Paulo poderá amanhecer o dia 29 tendo o janeiro mais chuvoso desde 1943, quando a estação meteorológica do Mrante começou a fazer medições regulares.    

Sol para São Paulo!

    A partir do sábado, São Paulo terá uma longa trégua dos temporais que já causaram mortes, pavor e enormes prejuízos em todas as regiões do Estado. Quem bom que o tempo muda! Desta vez, da chuva para o sol. A mudança virá com a entrada de uma forte massa de ar seco sobre o Sudeste do Brasil. Tecnicamente, esta massa seca é associada a um grande e forte sistema de alta pressão nos níveis médios e altos da atmosfera.  A redução dos níveis de umidade vai inibir a formação das nuvens pesadas que têm provocado os temporais em São Paulo. Este sistema de alta pressão atmosférica vai causar uma grande mudança no movimento do ar, dificultando o crescimento das nuvens.  Imagine uma poderosa tampa sobre a Região Sudeste, que vai impedir que as nuvens  cresçam demais e alcancem as altitudes onde a temperatura do ar é extremamente baixa e ocorre a formação do gelo. Algumas nuvens vão se formar e até crescer o suficiente para provocar chuva, mas com a presença do grande sistema de alta pressão, deixando o ar mais seco, a quantidade desta nuvens será bem menor. A equação é simples: menos umidade no ar, menos nuvens, menos chuva e mais sol. Esta tendência de redução da instabilidade sobre São Paulo vem sendo apontada desde o início desta semana nas simulações atmosféricas feitas por supercomputadores.  Nesta quinta-feira, pelo terceiro dia seguido, estas simulações mostram que a primeira semana de fevereiro será com pouca chuva em toda a Região Sudeste. Para São Paulo, a notícia é maravilhosa. Mas para o Espírito Santo e regiões mineiras como vale do rio Doce, o vale do Jequitinhonha, e até para o norte do Estado do Rio, a previsão de dias com sol forte, calor e pouca chance de chuva não é boa. Todas estas áreas na Região Sudeste estão enfrentando um janeiro de muito calor, com temperaturas acima dos 35ºC quase todos os dias, mas praticamente sem chuva. A seca no Espírito Santo já causou perdas na agricultura, inclusive nas lavouras de café conilon, do qual o Estado é o maior produtor no Brasil. A pecuária também está sendo prejudicada, pois sem  chuva, os pastos estão secos e o gado não tem o que comer. A previsão de alguns dias com sol e pouca chuva em São Paulo não significa que os problemas com a chuva acabaram. Será só trégua da chuva num verão que vai terminar só no dia 20 de março.