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Tarde mais fria de 2009 em BH e Vitória

26/08/2009 às 20:38
por Josélia Pegorim

A ta
rde desta quarta-feira foi a mais fria do ano, até agora, em Vitória, capital do Espírito Santo, e também em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. As duas cidades sentiram o efeito da chuva e do céu nublado provocados por uma frente fria que ainda está próxima ao litoral capixaba. O vento frio, de origem polar, também colaborou para manter a temperatura baixa o dia todo. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura máxima em Vitória foi de 21,6ºC. O dia foi marcado por chuva fraca e persistente. Em algumas áreas da cidade choveu 35 milímetros, entre 3 horas da tarde de ontem e 3 horas da tarde desta quarta-feira, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Para agosto, esta quantidade de chuva é bastante elevada, pois a média para o mês é de 55 milímetros. Em Belo Horizonte, a temperatura registrada às 3 horas da tarde desta quarta-feira foi de apenas 19,9ºC. Depois de um julho muito quente e seco, voltou a chover na capital mineira por conta desta frente fria que mudou o tempo em toda a Região Sudeste. Agosto é um mês de seca, mas só esta frente fria provocou cerca de 23 milímetros na cidade. A média de chuva para a agosto é de aproximadamente 14 milímetros. Esta frente fria também provocou muita chuva na região de Caparaó, na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo. O Inmet registrou 22 milímetros entre 9 horas de ontem e 9 horas desta quarta-feira. A média de chuva para agosto é de 29 milímetros. A chuva de agosto já supera a média em muitas áreas do sul mineiro e da região do Triângulo. Como em Belo Horizonte, por ser um mês normalmente de seca, os valores médios normais de chuva são baixos e em geral não passam de 30 milímetros.

Quando a chuva cai na hora errrada

A chuva, o sol, o calor e o frio são elementos importantes para o desenvolvimento saudável da vida no planeta. Podem ser bons ou ruins, dependendo de como e quando ocorrem e da intensidade. No Sul de Minas e no Cerrado Mineiro, a chuva de julho, e agora a de agosto, viraram verdadeiros incômodos para os cafeicultores. Não há coisa pior do que chuva na época da colheita. Os grãos que ainda estão nas árvores, ou que estão no terreiro para secagem, começam a perder qualidade. Em Varginha, no Sul de Minas, 80% da safra foi colhida e o restante está a espera do sol e dos dias secos de agosto. Além do atraso na colheita, o tempo muito úmido facilita o surgimento de fungos. Se o café for armazenado úmido, acaba apodrecendo e o prejuízo aumenta. Normalmente nesta época, sem problemas com excesso de umidade, a colheita do café já estaria praticamente finalizada em todas as regiões produtoras do Brasil. Como Minas Gerais, São Paulo também está tendo problemas para acabar de colher o café e prosseguir no corte da cana-de-açúcar. O atraso na colheita se propaga por toda a cadeia produtiva. Já houve falta de etanol nas bombas e a boa parte da culpa é da chuva que insiste em cair em São Paulo. Mas o sol reapareceu forte nesta quarta-feira para os paulistas e veio para ficar por vários dias. Os mineiros também terão sol a partir de sexta-feira, mas ainda poderão enfrentar algumas pancadas de chuva, pelo menos até o domingo.