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Temporal, a qualquer hora, em qualquer lugar

26/01/2010 às 03:14
por Josélia Pegorim

Temp
orais que acumulam 50 milímetros ou mais de chuva em poucas horas podem ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora, desde que as condições atmosféricas estejam favoráveis. Basicamente é preciso que haja muita umidade disponível para se transformar em chuva e que as condições atmosféricas permitam a formação de grandes nuvens. Pelas dimensões territoriais do Brasil, cada pedaço do país é influenciado por sistemas de tempo diferentes como uma frente fria, a Zona de Convergência Intertropical, a Zona de Convergência do Atlântico Sul, Vórtices Ciclônicos em Altos Níveis, Ciclones Extratropicais. Estes sistemas possuem características distintas e atuam sobre o Brasil em diferentes Regiões e época do ano, mas alguma forma colaboram para a ocorrência de temporais ou precipitações volumosas que causam grandes transtornos, prejuízos e morte de pessoas e de animais. O tamanho do estrago que uma chuva forte pode causar vai depender do local onde ocorre e das condições anteriores neste local. Uma chuva muito forte, até de mais 100 milímetros, pode cair sobre uma floresta ou numa grande plantação, em campo aberto. Nesta situação, a chance de perdas de vidas humanas é muito menor do que se a chuva forte caísse sobre um centro urbano, dentro de uma cidade. O excesso de impermeabilização do solo em grandes cidades é um dos motivos que gera alagamentos. Chuva forte que cai em áreas montanhosas, em encostas encharcadas, dentro das cidades, geram deslizamentos de terra. Uma chuva intensa, em pouco tempo, pode causar uma rápida elevação do nível das águas de um pequeno córrego ou de um trecho de rio, causando enchentes. Estas são apenas algumas situações possíveis para desastres naturais e perdas de vidas. Em cada lugar há um conjunto de fatores que colocam em risco a vida das pessoas. Uma combinação básica para a ocorrência de temporais é o excesso de calor e a alta umidade do ar, pois são os ingredientes fundamentais para a formação de grandes nuvens. A preocupação maior nesta época de verão é que a maioria das áreas do Brasil fica assim. É fácil chover forte. A maior concentração populacional e de áreas urbanas no centro-sul do Brasil, e neste verão particular, o excesso de água já armazenada nos solos, rios e reservatórios de água faz com que o risco de morte seja maior. Lembrando que a chuva forte pode ocorrer em qualquer lugar do país e por diferentes combinações de fatores, abaixo estão apenas alguns exemplos recentes de grandes volumes de chuva registrados recentemente.  Vale lembrar também que não há medição específica em todas as cidades e áreas rurais do país. Assim, muitas vezes uma imagem de satélite pode mostrar nuvens muito carregadas em um local, mas não há meios de medir realmente quanto choveu. Rio de Janeir0 - 25 de janeiro - No começo da noite o temporal desabou na cidade do Rio. A chuva forte veio acompanhada de rajadas de vento e com muitos raios. A Georio registou 63,4 mm de chuva acumulada em apenas 1 hora (entre 17h e 18h) na estação de Irajá. Em Anchieta choveu 38 mm no mesmo período. No Cachambi o acumulado de chuva chegou a 29 mm e em Piedade, 25 mm. As rajadas de vento chegam a 55 km/h no aeroporto do Galeão entre 17h e 18h. Bambuí - sul de Minas Gerais - 25 de janeiro - A quantidade de chuva que caiu em Bambuí  foi impressionante. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, entre 10 horas do domingo e 10 horas desta segunda-feira choveu 132 milímetros. Este valor corresponde a mais ou menos metade da média de chuva normal para janeiro, que é de 267 milímetros. Maranhão - 25 de janeiro - De acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia, entre 9 horas de ontem e 9 horas desta segunda-feira choveu 44 milímetros em Barra do Corda e 42 milímetros em Carolina. Em Caxias, a chuva mais forte e o acumulado chegou a 64 milímetros.   Teresina - Piauí - 25 de janeiro - O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 47 milímetros. No aeroporto da capital do Piauí choveu 70 milímetros entre domingo e segunda-feira.   Palmas - Tocantins - Entre 15h e 17h de sexta-feira, 22 de janeiro, choveu quase 77 milímetros, de acordo com as medições automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia. O total acumulado entre 15 horas de 22 de janeiro e 8 horas do sábado, 23,  pelo horário de Brasília, está em torno de 97 milímetros. A chuva muito forte e em pouco tempo que ocorreu na tarde de ontem fez com que as águas do córrego Sussuapara subissem rapidamente.   Itapoá - litoral norte de Santa Catarina - Conforme as medições automáticas do Inmet, entre 20 horas de sexta-feira, 22 de janeiro, e 7 horas do sábado,23, choveu quase 170 milímetros.   Amazonas - entre 22 e 23 de janeiro - Segundo as medições do Inmet foram acumulados quase 82 mm em Tefé, 93 mm em Eirunepé,  69 mm em Lábrea e 63 mm em Parintins.   Pará - entre 23 e 24 de janeiro - De acordo com o Inmet choveu quase 93 mm em Altamira.