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Tony Kanaan sugere novo feriado

12/03/2010 às 17:46
por Redação

Durante visita ao traçado da São Paulo Indy 300, Tony Kanaan pediu ao prefeito de São Paulo que decretasse feriado na segunda-feira se algum brasileiro vencer a corrida
Raphael Matos, Tony Kanaan, Helio Castroneves, Bia Figueiredo, Mario Romancini e Vitor Meira, o sócio da De Ferran/Luczo Dragon, Gil de Ferran; Joe Barbieri, responsável pelo programa de pneus da Firestone na IndyCar, e Marco Antonio Carneiro, diretor de marketing da Bridgestone/Firestone no Brasil estiveram presentes no traçado da São Paulo Indy 300 e contaram suas expectativas para a prova. "Acho que correr no Brasil, estreando como dono de equipe na Indy, é realmente uma situação fantástica para mim. Eu cresci no Alto da Lapa e andava de kart em uma pistinha aqui no Anhembi", revelou Gil, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2003 e o primeiro brasileiro dono de equipe na categoria. Seu ex-companheiro de equipe Helio Castroneves, da Penske, falou da empolgação por parte da torcida. "Vai ser uma emoção para todos os brasileiros, por ser aqui, e por ser a abertura do campeonato. Todo mundo aqui começou a correr em São Paulo, o que é muito legal, voltar aqui com uma categoria como a Indy. Então eu só tenho a agradecer à organização”. "É diferente correr em casa. A última vez havia sido em 2000 no Rio de Janeiro, pela CART", disse Tony Kanaan, da Andretti Autosport. "Senti a pressão de estar no Brasil já na hora que desembarquei aqui. Havia mais pessoas pedindo para tirar foto, todos perguntando bastante. A Indy está voltando a ser o que era antes, na época do Gil (De Ferran), do André Ribeiro (hoje agente de Bia Figueiredo), e você começa a sentir aquele frio na barriga, o que eu gosto", disse Tony. Se ainda é um fator presente na vida de um piloto experiente, o frio na barriga tem sido ainda mais intenso para Mario Romancini, que estreará pela Conquest. "Hoje de manhã foi quando senti isso, de vir para o traçado para o final de semana de corrida. É o sonho de criança que se realiza, e eu não poderia estar mais emocionado e honrado em estrear no meu país, na cidade onde nasci e comecei a correr de kart", afirmou. Também estreante e carregando a responsabilidade de ser a primeira brasileira em uma categoria top do automobilismo internacional, Bia Figueiredo diz controlar a ansiedade. "Estou tranquila. Acho que esta é uma nova experiência, um passo à frente nestes 17 anos de carreira. O foco é maximizar esta experiência que vou ter durante a prova, evitar acidentes e terminar com tranquilidade para chegar em uma boa posição na corrida". Raphael Matos, da De Ferran/Luczo Dragon, foi pelo lado técnico em suas afirmações sobre a expectativa para a São Paulo Indy 300. "Pelas características do circuito, o maior desafio vai ser achar o acerto ideal para ser rápido na reta e, ao mesmo tempo, ser competitivo no miolo. Isso vai muito do acerto aerodinâmico, e é o que vai determinar se o carro vai ganhar ou perder tempo, bem como a relação de marchas, para ter velocidade de reta. A pista vai ser legal para o público, que vai ver muitas ultrapassagens. Espero uma corrida empolgante", apontou. Na opinião do brasiliense Vitor Meira, da AJ Foyt, a realização da corrida em São Paulo é uma oportunidade de rever velhos amigos. "Aqui nesta sala eu vejo algumas pessoas que me fotografaram quando eu corria de kart. Então aqui a gente está entre amigos, correndo para gente que te viu crescer, e isso dá o tamanho da importância de se correr no Brasil. É muito bom voltar e rever essas pessoas que tanto ajudaram, por isso só tenho a agradecer pelos esforços em trazer a prova para cá, porque para nós isso significa bastante", disse o piloto. Para todos, o objetivo é vencer correndo em casa. Mais do que isso, é garantir um feriado municipal na segunda-feira, dia 15. "Eu encontrei o prefeito quando ele estava fazendo a vistoria na pista e disse a ele para decretar feriado em São Paulo caso um brasileiro vença", brincou Tony.