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Topos de Cbs e franjas de Ci

15/11/2013 às 20:32
por Josélia Pegorim

As condições atmosféricas entre o Uruguai, a Argentina e o Rio Grande do Sul na sexta-feira, 15 de novembro de 2013 estiveram favoráveis ao desenvolvimento de uma forte linha de instabilidade, que é um conjunto de nuvens do tipo cumulonimbus (Cb). Estas nuvens têm grande extensão vertical e é comum que seus topos alcancem 10 km de altura. O calor intenso e gera a convecção para formação dos Cbs. Os topos podem superar esta marca. Os ventos na altura do nível de 200 hPa (10 a 12 km/h de altura) estavam em forte divergência, diferindo muito em direção, o que facilita a formação das nuvens de temporais.

Esta combinação de condições meteorológicas gerou um curioso e bonito padrão de nuvens sobre o Rio Grande do Sul. O satélite Terra, com o sensor MODIS, operado pela NASA, dos Estados Unidos, capturou esta imagem em alta definição, a 1 km de altura. Os cirrus provocados pela intensa divergência de ventos aparecem como franjas por vários quilômetros, espalhando-se pelo leste do Rio Grande do Sul, sobre o mar. Os cirrus parecem plumas colocadas lado a lado. Enquanto isto, do lado oeste, os topos dos cumulonimbus crescem de tal forma que é possível perceber seu volume.

Acompanhe a evolução das nuvens nas imagens de satélite. Eles são um dos “olhos” dos meteorologistas.