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Ventania no centro-sul do Brasil

07/06/2011 às 14:34
por Josélia Pegorim

A fo
rmação de um ciclone extratropical sobre o Sul do Brasil nesta terça-feira provocou fortes rajadas de vento nesta Região e também em áreas de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Um ciclone extratropical é uma área baixa pressão atmosférica intensa, que força uma circulação de ventos no sentido horário. Este tipo de sistema meteorológico está normalmente associado a uma frente fria e é comum no centro-sul do Brasil, especialmente no outono/inverno. O grande contraste de pressão atmosférica gerado pelo ciclone força um aumento da velocidade dos ventos. Até as 14 horas desta terça-feira, 7 de junho, as maiores rajadas de vento associadas com este ciclone extratropical foram observadas em Urubici, na serra de Santa Catarina, e alcançou velocidades de 106 a 109 km/h, entre 2 e 4 horas da madrugada. A medição foi feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, o vento chegou aos 88 km/h. Na cidade de São Paulo, foram observadas rajadas de 68 km/h, por volta do meio-dia. Curitiba teve rajadas de 65 km/h, às 14 horas. Pela manhã e até o começo da tarde de terça-feira, rajadas de ventos de 60 a 65 km/h ocorreram em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Muitas áreas do Estado de São Paulo registraram rajadas de vento entre 50 e 70 km/h. Nesta quarta-feira, o ciclone extratropical já estará completamente formado e avança para o oceano, começando a se afastar da Região Sul do Brasil. O sistema segue pelo mar durante a quinta-feira, afastando-se da costa sul do Brasil. Porém, até a sexta-feira, ventos moderados a fortes ainda serão sentidos no Sul e no Sudeste, especialmente nas áreas próximas ao mar. Por conta dos fortes ventos provocados sobre o mar por este ciclone extratropical, as ondas aumentam novamente na costa sul e sudeste do Brasil a partir desta quarta-feira. Em alto-mar, as ondas podem alcançar de 4 a 5 metros. Nas praias do Sul e do Sudeste, as maiores ondas podem chegar aos 2 metros e meio. Não há expectativa de ressacas violentas como as que ocorreram nos dois últimos finais de semana. O mar tende a baixar a partir do sábado, 11 de junho.